Depressoragem Linfática (Dermotonia)

Depressoragem Linfática (Dermotonia)
ESTETICA
A dermotonia é uma técnica que utiliza um aparelho de vácuo que gera pressão negativa, conectado a bocais de diferentes formas e tamanhos e que permite a realização de uma depressão localizada, por meio da sucção, que pode ser contínua ou pulsada.

Trata-se de um método global de cuidados, essencialmente reflexo, partindo do princípio das ventosas utilizadas pelos chineses há cerca de três mil anos. É indicada como recurso terapêutico para o tratamento de diversas patologias e disfunções reumatológicas, neurológicas, vasculares e dermatológicos, inclusive pós-operatórios diversos e tratamentos estéticos.

Entre os principais efeitos fisiológicos e terapêuticos da dermotonia estão:

- favorecimento das trocas gasosas (a sucção provocada pela ventosa modifica a permeabilidade capilar, ativando o intercâmbio gasoso entre tecidos capilares e a drenagem do líquido extracelular);

- aumento da mobilidade dos líquidos corporais (a mobilização do sangue dentro dos capilares cutâneos melhora o trofismo e favorece a nutrição celular);

- aumento do trofismo tissular (ocorre em decorrência do aporte de enzimas e nutrientes, ocasionado pela sucção e pela eliminação de toxinas);

- melhora da tonificação tissular (a sucção provocada pelas ventosas estimula a síntese de fibras colágenas e elásticas);

- ação sobre os gânglios linfáticos (ocorre à estimulação e purificação dos gânglios linfáticos devido ao efeito reflexo, simpaticolinético).

Uma das técnicas de aplicação da dermotonia denomina-se depressodrenagem linfática. A depressodrenagem linfática deriva da massagem mecânica (depressomassagem), que pode ser realizada de duas formas complementares:


Pulsada: fecha e abre-se o orifício da ventosa em um período de um segundo, percorrendo todo o trajeto desejado. A depressomassagem pulsátil, sobre regiões tencionadas realiza um relaxamento e sua aplicação nas regiões ganglionares realiza a desobstrução dos gânglios. Essa forma de aplicação realiza um bombeamento da microcirculação reflexa. Normalmente, utiliza-se pressões máximas de 600 a 700mmHg.

Contínua: com o orifício da ventosa fechado, o cabeçote deve ser deslizado sobre a superfície cutânea de forma contínua e interrupta. Libere o orifício ao chegar o ponto desejado, para remover a ventosa da pele de maneira segura sem que haja rompimento de capilares e possíveis hematomas. A depressomassagem contínua tem um efeito descongestionante, melhorando a fluidez da substância fundamental. Normalmente, inicia-se com pressões baixas (150 a 200mmHg), aumentando gradativamente, sempre respeitando a sensibilidade do paciente.

A depressodrenagem é realizada com pressões bem mais suaves, de cerca de 30mmHg e não ultrapassando 60mmHg. 

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