Camadas da Epiderme

Camadas da Epiderme
ESTETICA

A epiderme compõe-se por cinco camadas: córnea, lúcida, granulosa, espinhosa e basal (CEDERJ, 2010).

A camada córnea é constituída por células mortas, sem núcleo e completamente achatadas em forma de lâminas. Estas lâminas se sobrepõem formando uma estrutura rígida e hidrófila exercendo as funções de proteção contra agentes físicos, químicos e biológicos, além de impedir a evaporação de água. Nesta camada ocorre o desprendimento constante dos queratinócitos e consequentemente uma renovação constante da epiderme.

A camada lúcida é constituída por uma fina camada de células achatadas, cujos núcleos celulares apresentam sinais de degeneração e existem poucas organelas citoplasmáticas. Estas células estão parcialmente preenchidas por queratina e sobre elas existe uma cobertura glicolipídica que, juntamente com a queratina, torna a membrana plasmática impermeável a fluidos. Nem todas as regiões do corpo possuem esta camada que existe mais comumente nas regiões palmoplantares.

A camada granulosa é caracterizada pela presença de células poligonais com núcleo central, achatadas, com a presença de grânulos de queratina no citoplasma. Estas células produzem grânulos de queratina e grânulos de substância fosfolipídica associada à glicosaminoglicanas que são expulsos das células, formando uma barreira entre as células e impedindo a passagem de compostos e água. Esta barreira proteica confere grande resistência às células. Na camada granulosa os queratinócitos encontram-se menos hidratados, achatados e com maior produção de queratina.

A camada espinhosa é formada por 4 a 10 fileiras de células cuboides ou ligeiramente achatadas, com núcleo central e pequenas expansões no citoplasma que dá o aspecto espinhoso. Estão localizadas acima da camada basal. Os queratinócitos continuam produzindo queratina e apresentam-se ligeiramente achatados e unidos entre si, permanecendo na camada espinhosa por aproximadamente 26 a 42 dias.

A camada basal é a camada mais profunda da epiderme que faz contato direto com a derme. É formada por uma única fileira de células prismáticas. É a camada onde ocorre intensa divisão celular, responsável pela renovação da epiderme, fornecendo células para substituir as que são perdidas na camada córnea. Nesse processo as células partem da camada basal e vão sendo deslocadas para a periferia até a camada córnea, num período de 21 a 28 dias.

Células próprias da epiderme: a epiderme possui células próprias: queratinócitos, melanócitos, células de Langerhans e células de Merkel (GUIRRO E GUIRRO, 2004).

Os queratinócitos são as células mais numerosas da epiderme. São células de origem ectodérmica que realizam a produção de queratina. Os queratinócitos são formados na camada mais profunda da epiderme a partir de células cilíndricas que sofrem contínua atividade mitótica. Quando formadas, estas células são empurradas sucessivamente para camadas mais superficiais em decorrência da produção de novas células. À medida que ganham camadas superiores, as células sintetizam queratina no seu citoplasma. Para que um queratinócito da camada basal atinja a camada córnea, são necessários 21 a 28 dias, e para que esta mesma célula se desprenda da camada córnea, são necessários mais 15 dias (CEDERJ, 2010).

Os melanócitos são células arredondadas localizadas principalmente na camada basal da epiderme, responsáveis pela produção de melanina, um dos pigmentos que determinam a coloração da pele. Os melanócitos são originados a partir das cristas neurais, que migram de seus locais originais para a epiderme, onde se interpõem por entre os queratinócitos basais. Ao contrário dos queratinócitos, os melanócitos não se multiplicam (CEDERJ, 2010).

A cor da pele resulta de múltiplos fatores, e os mais importantes são o conteúdo de melanina e de caroteno, a quantidade de capilares na derme e a cor do sangue que corre nesses capilares. A quantidade de melanócitos não varia em relação às raças, portanto, as diferenças raciais de pigmentação não dependem do número, mas sim da capacidade funcional dos melanócitos (CEDERJ, 2010).

As células de Langerhans são células de origem mesodérmicas, muito ramificadas, que exercem um importante papel protetor na pele. Podem ser encontradas em qualquer camada da epiderme, porém, são mais frequentes na camada espinhosa. Possuem grande capacidade fagocitária e ativação de linfócitos T, atuam na indução de rejeição aos enxertos e reações imunológicas do tipo hipersensibilidade retardadas (CEDERJ, 2010).

As células de Merkel são consideradas mediadoras da sensação do tato. Estas células são encontradas em regiões da pele sem pelos, como extremidades distais dos dedos, lábios, gengivas e também na bainha externa do folículo piloso. As células de Merkel possuem forma alargada contendo grânulos neurossecretores no citoplasma, localizam-se isoladamente um pouco acima da camada basal da epiderme. Da mesma forma que os melanócitos, as células de Merkel são originadas das cristas neurais e se localizam entre os queratinócitos da camada basal (CEDERJ, 2010).

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