A Flacidez

A Flacidez
ESTETICA
A flacidez é a falta de tonicidade da pele ou músculo. A flacidez refere-se ao estado mobilizado, frouxo ou lânguido do tecido. Ela pode ser muscular ou cutânea, sendo a sua causa multifatorial, o que incluem fatores genéticos, ambientais e de maus hábitos, como o sedentarismo. Não há um fator único e específico que cause flacidez.

A maior causa da flacidez muscular é a falta de exercícios físicos, pois quando os músculos não são solicitados com certa frequência, suas fibras atrofiam-se. O sedentarismo é considerado um dos fatores mais frequentes para seu aparecimento, seguido pela perda de massa muscular e aumento do depósito gorduroso (o que acontece nos idosos acima de 60 anos, em especial). Esses processos são decorrentes do envelhecimento fisiológico, que tem seu início por volta dos 30 anos.

Quanto à flacidez tissular, percebe-se que a maior incidência de casos é na mulher, em consequência de fatores hormonais e à gestação. Porém, outros fatores, como o excesso de sol (fotoenvelhecimento), sedentarismo, alimentação inadequada e efeito sanfona, contribuem para o envelhecimento fisiológico, que tem seu início por volta dos 30 anos. Os idosos também repõem menor quantidade, o colágeno e a elastina, que são as fibras mais importantes da tonicidade da pele. Cirurgias que promovam perda de peso rápida também favorecem a flacidez.

Preveni-la é o melhor tratamento, principalmente no caso da tissular, com exercícios físicos, alimentação rica em proteínas e dita balanceada, evitar efeito sanfona, uso de cremes que aumentam o tônus e a hidratação. Os que possuímos hoje no mercado são correntes bioelétricas, como as microcorrentes, Carboxiterapia, procedimentos que utilizam laser e cosmecêuticos que sejam precursores de colágeno, como a vitamina C e hidroxiprolina (aminoácido).

Os maus hábitos alimentares, que levam ao acúmulo de gordura, provocam a perda do manto hidrolipídico, que é responsável pela nutrição da pele, interferindo no processo do aparecimento da flacidez cutânea. Como fatores principais para ocasionar a flacidez: quadril retrovertido, predisposição genética, idade, sol em excesso, maus hábitos alimentares e vestuário inadequado, que dificulta a circulação sanguínea e linfática, o que leva a não eliminação das toxinas, altera o pH do tecido e facilita o aparecimento da celulite flácida. Além disso, há o problema do trauma mecânico, que deforma a silhueta em razão da compactação do tecido adiposo (fibrose) abaixo da roupa.

A ocupação inadequada deste nos locais onde encontra espaço para sua acomodação forma a “gordura localizada”, juntando-se a flacidez. (SOUZA, F. A. Fisioterapia Dermatofuncional, ano).


Diferença entre Flacidez de Pele e Flacidez de Músculos
A flacidez tecidual ou tissular é quando a pele fica flácida, frouxa; já a muscular é quando os músculos se encontram de uma maneira “mole”, não tonificada. A pele geralmente está sobreposta ao músculo e acompanha a tonicidade do mesmo. Se o músculo está flácido, a pele também parece flácida, porém se a pele está flácida e o músculo tonificado, então a aparência não é tão evidente.

A pele tem um tecido e o músculo é outro. O músculo espessa ou “cresce” conforme os exercícios, já a pele não. (SOUZA, F. A. Fisioterapia Dermatofuncional, ano).
Para um tratamento adequado, é necessária uma avaliação rigorosa, com uma boa diferenciação dos dois tipos de flacidez.

Veremos a seguir quais procedimentos devem ser adotados:
1- Flacidez Dérmica: com os dedos polegar e indicador em forma de pinça, aperte e estique o bumbum. Se quando soltar a pele voltar ao normal e ficar esticada, não há flacidez dérmica. Mas se demorar a normalizar, a flacidez está presente.

2- Flacidez Muscular: contraia a musculatura da área. Se o músculo apresentar mobilidade e contornos não definidos, isso é sinal de flacidez.
Especialistas alertam que a flacidez é favorecida por uma rotina de perder e ganhar peso inúmeras vezes. Cada vez que você emagrece, perde um pouco de músculos, principalmente se o emagrecimento for brusco e se acompanhado pelo sedentarismo. O combate aos radicais livres, que levam à redução da produção de colágeno deve fazer parte do tratamento e pode ser realizado por intermédio da ingestão de alimentos ricos em proteínas, como: carnes, peixes e ovo, e de alimentos ricos em antioxidantes, como as vitaminas

A, C, E o ômega-3, contido, por exemplo, no salmão.
Outra dica é a aplicação de cremes que contenham alfa-hidroxiácidos, retinoides, DMAE e a Idebenona, descoberta recentemente.

Além disso, temos outras dicas importantes:
• A prática de musculação três vezes por semana é peça chave no combate à flacidez. Peça para o seu instrutor da academia montar um programa específico para fortalecer os músculos das áreas do seu corpo mais atingidas pelo problema;
• Os exercícios aeróbios também são recomendados porque melhoram o condicionamento físico e ajudam na perda de peso. As opções são variadas: caminhada, corrida, bicicleta, natação e patinação;
• Mude sua alimentação. Consuma mais proteínas, soja, laticínios, frutas e verduras e diminua o consumo de frituras e alimentos gordurosos em geral;
• Lembre-se de sempre usar filtro solar. Ele protege a pele contra o envelhecimento precoce e contra a flacidez dérmica ou tissular.

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