Bandura e a Aprendizagem Social - Psicologia da educação

Bandura e a Aprendizagem Social - Psicologia da educação
PSICOLOGIA
O meio social em que vivemos faz parte de nossa vida e contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento humano. A família, a escola, a comunidade são grupos sociais aos quais somos inseridos em determinadas fases do desenvolvimento e que contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem. De modo a compreender a importância do meio social para a aprendizagem falaremos agora da teoria da aprendizagem social de Albert Bandura.

Albert Bandura é um psicólogo cognitivo, de origem canadense, da Universidade de Stanford, que criou a Teoria Social Cognitiva que inicialmente era conhecida como Teoria da Aprendizagem Social.

Bandura (2008, p. 15) afirma que:

A teoria social cognitiva adota a perspectiva da agência para o autodesenvolvimento, adaptação e mudança. Ser agente significa influenciar o próprio funcionamento e as circunstâncias de vida de modo intencional. Segundo essa visão, as pessoas são auto organizadas, proativas, autorreguladas e auto reflexivas, apenas produtos dessas condições.

Este teórico centralizou suas pesquisas no estudo do comportamento humano, quando este está inserido no contexto social, valorizando os processos cognitivos do indivíduo. Para Bandura o homem não é totalmente influenciado pelo meio, pois suas reações e estímulos são auto ativadas, na teoria social cognitiva o homem não é visto como um ser passivo dominado pelas ações ambientais, mas sim como um ser influente em todos os processos. O comportamento não precisa ser reforçado para ser aprendido ou adquirido, o homem aprende e adquire experiências observando as consequências dentro do seu ambiente, assim como as vivências das pessoas aos quais convive.

De acordo com La Rosa (2003) a teoria de Bandura procura proporcinar uma caracterização dos fatores externos e internos que atuam nos processos humanos de aprendizagem, com um caráter descritivo ao qual se apresenta em esquema de síntese, que descreve os determinantes do comportamento. A teoria tem como objetivo apresentar um quadro que faça justiça a todos os fatores que influenciam em determinado comportamento e, não prioritariamente explicar os processos implicados.

As principais pesquisas feitas por Bandura sobre a aprendizagem por observação se referiam mais precisamente, ao comportamento agressivo. Eles demonstraram a importância dos modelos reais e simbólicos na evocação de pautas imitativas de agressão, assim como o fato de que crianças que são expostas a situações agressivas não só exibem respostas imitativas agressivas, ou seja, de determinado comportamento observado, em comparação com crianças expostas a modelos não-agressivos, como também apresentam um maior número de respostas agressivas não observadas no modelo (BANDURA 1962 apud LA ROSA 2003 p. 74).

Segundo La Rosa (2003) a teoria de Bandura enfatiza a importância dos processos vicários, simbólicos e auto regulatórios. Os fenômenos de aprendizagem resultantes de experiências diretas podem ocorrer também, numa base vicariante, ou seja, através da observação dos comportamentos e experiências de outras pessoas e suas consequências. Por exemplo: uma criança aprende a falar observando as pessoas do seu meio, outra aprende a nadar registrando os movimentos do professor de natação, e um terceiro inicia na arte do balé imitando os gestos e passos do professor. Mas se as consequências comportamentais para o modelo forem desastrosas, é provável que o observador não se baseie nestas observações e modelos.

A teoria de Bandura reconhece a importância do pensamento no controle de nossos comportamentos. O pensamento por sua vez é concebido como um instrumento adaptativo que aumenta nossa capacidade de enfrentar o ambiente de maneira eficaz, pois permite a representação e manipulação simbólica dos acontecimentos e suas inter-relações, representações estas decorrentes também da abstração de propriedades comuns nos objetos e fatos o que possibilita a economia da organização da ação adaptativa, ao mesmo tempo em que propicia a generalização desta ação em outros contextos (LA ROSA, 2003).

Fazendo um resumo da teoria social congtiva e sua relação com a educação, pode-se dizer que os educadores são um importante agente social na construção do sujeito e na construção da aprendizagem, visto que servem de modelo para os alunos que através da cognição são capazes de incorporar e imitar comportamentos que consideram como experiências positivas.

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