Aterectomia coronária ou Angioplastia por Rotoblater

Aterectomia coronária ou Angioplastia por Rotoblater
FISIOTERAPIA
Nova opção desenvolvida no final da década de 80. As técnicas ateroablativas tiveram o auge de sua utilização entre 1992 e 1994. Essas técnicas conseguem ampliar a luz coronária e consequentemente aliviar a sintomatologia pela fratura e pela remoção da placa de ateroma. A dilatação sozinha não tem o efeito potencial que a mesma associada à destruição da placa para evitar a reestenose.

A Atecrotomia foi descrita pela primeira vez por Simpson e colaboradores. O cateter de aterectomia (aterótomo) apresenta sua extremidade confeccionada para "cortar" e remover tecido, usando um balão do lado oposto ao "housing", representado por uma cavidade cilíndrica composta de uma janela em cujo interior possui um cortador "cutter". O cortador é móvel, manualmente, no sentido postero-antero-posterior e, quando acionado através do motor conectado a porção proximal do aterótomo, alcança cerca de 2.000 rotações por minuto. O cortador pode ser direcionado em posições distintas de acordo com a morfologia da lesão (aterectomia direcional).

As taxas de reestenose nesta técnica são de aproximadamente 30%, devido à remodelação arterial e a hiperplasia intimal. Mas ela é discretamente inferior à observada na angioplastia transluminal coronária convencional, porém, do ponto de vista clínico essa vantagem é perdida em vista da maior incidência de complicações no período periprocedimento como: dissecção coronária, oclusão de ramos arteriais, fenômeno de "no-reflow" e embolia de placa aterosclerótica.

Indicações

- pacientes com doença coronária uniarterial, com estenose no segmento proximal do vaso que seja acessível ao cateter.
- nas reestenoses;
- Em pacientes com cirurgia de revascularização miocárdica anterior, com lesão na anastomose proximal de ponte de safena ou em seu corpo, desde que não haja trombo.

Contraindicações:


- lesão do tronco principal da coronária esquerda sem a presença de pontes de safena, artérias mamarias ou circulação colateral para um dos ramos da coronária esquerda;
- nas estenoses localizadas na porção distal;
- nos vasos tortuosos e finos ou com calcificação aumentada ao nível da estenose.

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