Tumores Cerebrais

Tumores Cerebrais
ENFERMAGEM
Ferraz (2007) afirma que a incidência de pessoas com tumor cerebral esta em torno de 4 a 5 pessoas por 100 mil habitantes. Estes tumores podem ser primários, ou seja aqueles que nascem do próprio tecido nervoso, de seus envoltórios ou de qualquer tecido localizado na cavidade craniana ou secundários, que são os tumores metastáticos. Segundo o mesmo autor metade dos tumores primários são gliomas, seguidos por 15% meningiomas e 5% hipofisários, os demais 30% são tumores de nervos cranianos. De forma geral os tumores são divididos em neurogliais (gliomas) e não gliais, dentre os gliomas mais comuns estão: astrocitoma, oligodendroglioma e epedimoma. Os astrocitomas são classificados conforme sua graduação tumoral pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em:

• Astrocitoma pilocitico (grau I): ocorrem mais em crianças e adultos jovens, são encontrados em cerebelo, hipotálamo, vias ópticas anteriores, tronco cerebral e mais raramente em hemisférios cerebrais, tendo cursos clinico favorável.

• Astrocitoma de baixo grau de malignidade (grau II): ocorrem mais entre os 25 e 45 anos de idade, está predominantemente originando-se nos hemisférios cerebrais, sendo mais comum em lobo frontal e temporal. Crescem lentamente e podem levar anos para o inicio dos sintomas e diagnostico. Os primeiros sintomas são crise convulsiva, seguidos no decorrer da evolução da doença de cefaléia e vômitos, pode aparecer edema de papila, distúrbio da fala, déficit visual, déficit sensitivo-motor, alteração da consciência. Podem também se tornar malignos durante seu crescimento.

• Astrocitoma anaplásico (grau III): bastante frequente, acomete adultos de 40 a 60 anos de idade, possui difícil erradicação total e proporciona uma sobrevida média de 2 anos. Podem ocorrer em todos os hemisférios cerebrais, porém é mais comum no lobo frontal e temporal.

• Gliobastoma multiforme (grau IV): é o mais maligno tumor cerebral e representa 50% dos gliomas encefálicos. Acomete pessoas com mais de 50 anos e proporciona uma sobrevida média de 36 semanas. A sintomatologia é semelhante ao glioma de baixo grau, porem com evolução rápida.

Os olingodendrogliomas são tumores na maioria das vezes infiltrativos, acometem pessoas de 30 a 50 anos de idade. Estão localizados nos hemisférios cerebrais, geralmente em fossa posterior, com crescimento lento e os primeiros sintomas apresentados são crises convulsivas, seguidos no decorrer da evolução de sinais deficitários focais e hipertensão intracraniana. (Ferraz 2007) Os ependiomas são cinco vezes mais comuns em crianças, representam cerca de 2 a 8% dos tumores primários. Em geral localizados em IV ventrículo e fossa posterior.

A sobrevida média é de 5 anos. (Ferraz 2007) Como citado inicialmente outro tipo de tumores acometem o sistema nervoso, tais como meningioma e hipofisário, sendo estes apresentados a seguir:

• Meningioma: tumores em sua maioria benignos, mais encontrado em adultos e sua incidência aumenta com a idade, é predominante nas mulheres devido a presença de receptores hormonais. O pico de incidência é de 43 anos para mulheres e 52 anos para homens. Em geral são tumores globosos, aderidos a duramáter, de crescimento lento, deslocam ao parênquima cerebral, pode atingir grande tamanho sem apresentar sinais/sintomas. Já os meningiomas malignos, podem invadir parênquima. Os sintomas mais apresentados são: crise convulsiva, alterações de olfato, visão, audição, paresias ou parestesias progressivas com alteração mental.

• Hipofisário: os tumores de hipófise mais comuns nascem na adeno-hipófise e são denominados adenomas, podem secretar hormônios pituitários ou não. Os que secretam hormônio pituitário em geral secretam prolactina, seguido de hormônio do crescimento e são benignos. Os não secretores crescem silenciosamente e interrompem a secreção de hormônios pituitários, podem chegar a tamanhos grandes antes de gerar sintomas, e em geral os primeiros sintomas é compressão das veias ópticas. Os sintomas mais frequentes estão ligados a hipersecreção do hormônio prolactina e em mulheres apresenta galactorréia, amenorréia e infertilidade e para os homens a diminuição da libido. Quando estão ligados a hipersecreção do hormônio do crescimento apresentam gigantismo, diabetes melittus, hipertensão arterial e aumento de órgãos internos.

Por fim, a metástase cerebral é atualmente a tumoração intracerebral mais frequente devido à longevidade da população. Os tumores metastáticos chegam ao cérebro através da circulação arterial por via hematogênica, são mais comuns os tumores de pulmão, mama, rins, pele, trato geniturinário e gastrintestinal. A maioria das lesões acomete os hemisférios cerebrais (80%). Os sinais e sintomas são semelhantes aos demais tumores cerebrais.

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