Riscos e perigos em biossegurança

Riscos e perigos em biossegurança
ENFERMAGEM
O risco e perigo são terminologias utilizadas em biossegurança, portanto devem ser compreendidas o seu significado, dessa forma, RISCO quer dizer como o perigo que é mediado através do conhecimento que se possui da situação, ou seja, é aquele que se tem como prevenir e deve ser sempre realizado. Já PERIGO é aquele que existe quando não se conhece a situação. É aquele que é desconhecido ou ainda mal conhecido.

Cabe ao homem desenvolver, através de metodologias apropriadas e baseadas na ciência e tecnologia formas que propiciem a análise e interpretação do risco com a finalidade de poder melhor controlá-los e remediá-los com ações efetivas, pois o conceito de risco hoje é resultante de processos de transformações econômicas, sociais, políticas e culturais.

De acordo com Rio de Janeiro [s.d.] os componentes básicos do RISCO são classificados em três, a saber:


-Potencial de perdas e danos;
-Incerteza de perdas e danos;
-Relevância de perdas e danos.

No ambiente hospitalar há riscos físicos, químicos e biológicos e para cada um deles há normas específicas disponíveis visando proteger a clientela dos estabelecimentos, a saber: o paciente, o trabalhador da saúde e o acompanhante. Além disso, e por definição, há ainda a preservação do meio ambiente.

Acidentes

Os acidentes podem ser prevenidos na maioria das vezes. Cerca de 98% dos acidentes tem causa que não é única. Uma causa que é comum a todos os acidentes e a “social”.

Grandes causas de acidentes:

-Instrução inadequada;
-Supervisão ineficiente;
-Práticas inadequadas;
-Mal uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s);
-Higiene pessoal;
-Fatores sociais;
-Planejamento deficiente;
-Não observar normas;
-Manutenção falha;
-Jornada excessiva de trabalho;
-Motivação.

“Acidentes ocorrem nas melhores instituições e são decorrentes de uma falta de gerenciamento para o assunto”.

No ambiente dos estabelecimentos assistenciais de saúde a maioria dos acidentes está relacionada com perfuro cortantes contaminada com material biológico.

O uso de barreiras de proteção deve ser conduta priorizada, diferentemente do que é recomendado pela Portaria n. 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego para os agentes insalubres químicos e físicos.

Nos casos dos agentes químicos e físicos, os EPIs devem ser adotados tanto quanto todas as outras possibilidades (equipamentos de proteção coletiva, controle da fonte).

No caso dos agentes biológicos, como em grande parte das situações é impossível ou inviável o controle da fonte ou do ambiente como um todo as barreiras de proteção, representadas nesse caso pelos EPIs, devem estar presentes em todas as situações que ofereçam risco, mesmo que potencial.

A eficiência dessas barreiras foi demonstrada no estudo de Bennet & Howard e Mast et al. apud Caixeta e Branco (2005), que comprovaram que as luvas funcionam como medidas de proteção no caso de acidentes com exposição da pele das mãos a sangue e fluidos corporais.

No caso de acidentes perfuro cortantes foi demonstrado que uma única luva pode reduzir o volume de sangue injetado por agulhas maciças de sutura, em 70,0%. No caso de agulhas ocas, a luva pode reduzir de 35,0% a 50,0% a inoculação do sangue, uma vez que uma porção deste permanece na parte interna da agulha.

Mesmo oferecendo redução menor que com agulhas maciças, sem dúvida a utilização de luvas configura uma barreira auxiliar para a prevenção de acidentes perfuro cortantes.

Conforme as normas pós-acidente, os profissionais devem ser encaminhados para coleta de sorologia anti-HIV, hepatites B e C.

Tipos de riscos


Os tipos de riscos são:


-Riscos de Acidentes;
-Riscos Ergonômicos;
-Riscos Físicos;
-Riscos Químicos;
-Riscos Biológicos.

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