Protocolo de atendimento ao idoso em instituições de longa permanência

Protocolo de atendimento ao idoso em instituições de longa permanência
ENFERMAGEM

 RESUMO

A longevidade é uma realidade dos tempos atuais, porém o idoso pode ser forçado a aprender a conviver com aqueles totalmente desconhecidos. Esta realidade trás implicações para a enfermagem, uma vez que o profissional enfermeiro mobiliza tempo e esforço, para prestar uma assistência integral, visando amenizar os desafios impostos por tal condição de vida que a institucionalização proporciona aos indivíduos. Inserido neste contexto o presente trabalho tem como objetivo elaborar um protocolo para o atendimento ao idoso asilado. O desenvolvimento do trabalho foi embasado em uma pesquisa do tipo qualitativa, exploratória e bibliográfica. Assim conclui-se que o planejamento e a implementação de ações adequadas ao idoso, a partir do conhecimento de suas necessidades afetadas, podemos identificar seus maiores problemas e diminuir novas patologias e possíveis traumas ao ingressar em uma instituição de longa permanência.



1- INTRODUÇÃO

A longevidade é uma realidade dos tempos atuais, porém trás consigo a necessidade de adaptação pelas perdas que vão ocorrendo ao longo da vida. Viver mais significa ver seus entes queridos serem tirados do convívio pela morte, pela mudança para lugares distantes ou pelo distanciamento que a vida moderna provoca, como seu individualismo. Assim, o idoso se vê compelido a reconstituir seus vínculos, a buscar formas de viver seu cotidiano, sem contar mais com as redes de apoio familiar. O idoso pode ser forçado a aprender a conviver com aqueles totalmente desconhecidos, após longa trajetória de vida convivendo com aqueles com quem mantinha laços de amizade e consanguinidade, deixando para trás seu estilo de vida pessoal e de viver seu cotidiano, é nesse contexto que o residente em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) reconstitui o seu cotidiano. Dessa forma, interessa conhecer quais os principais fatores que conduzem o idoso a procurar uma Instituição de longa permanência e de que maneira é sua adaptação a este ambiente (BESSA, M.E. P, 2006).



A Política Nacional do Idoso, promulgada em 1994 e regulamentada em 1996, assegura direitos sociais à pessoa idosa, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade e reafirmando o direito à saúde nos diversos níveis de atendimento do SUS (Lei nº 8.842/94 e Decreto nº 1.948/96), (BRASIL 2003).



As Instituições de longa permanência são Instituições governamentais ou não governamentais, de caráter residencial, destinada a domicilio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar, em condição de liberdade, dignidade e cidadania (ANVISA; 2005).



Historicamente, é fato que grande parte das Instituições de longa permanência possui um perfil assistencialista, no qual prestar cuidados aos idosos se resume a oferecer abrigo e alimentação. Atualmente, acredita-se que o cuidar envolve o acesso ao atendimento de profissionais de saúde capacitados, condições de espaço físico e ambiental apropriados, disponibilização de atividades de lazer e contato social com a comunidade (TELLES, FILHO e PETRILLI, FILHO, 2002).



No Brasil, a primeira instituição voltada para os cuidados da velhice foi o Asilo São Luiz para a Velhice Desamparada, em 1890, na Cidade do Rio de Janeiro-RJ, Essa instituição asilar não abrigaria apenas os idosos pobres, prosseguindo numa óptica filantrópico-assistencialista do início do século XIX, mas também àqueles que tinham recursos financeiros. Para estes, foi criada uma ala especial na referida instituição em 1909, onde residiam mediante pagamento de mensalidade (GROISMAN D, 1999). Desde seu início, a função do espaço asilar não era promover a recuperação do indivíduo ali residente e incentivar sua volta ao convívio social mais amplo, como acontece nos hospitais, por exemplo. Era, e continua sendo, uma instituição depositária, tuteladora de indivíduos idosos, oferecendo apenas os cuidados suficientes às pessoas que estejam em seus últimos dias de vida (DAVIM, TORRES, DANTAS, LIMA, 2005).



Atualmente a família vem sofrendo uma série de transformações, sobretudo pelas próprias mudanças culturais e socioeconômicas da humanidade. Essas alterações ocorrem principalmente em sua formação, que passa aos poucos de famílias de predomínio nuclear (pai, mãe, filhos), para família monoparentais com um número maior de mulheres como chefes, principalmente nos grandes centros urbanos (MIOTO, 1999).



As mudanças que estão ocorrendo no seio da família, incluindo, principalmente as alterações no papel da mulher e, consequentemente nas práticas educativas das famílias (MARTINS, E. & SZYMANSKI, 2004) têm contribuído para o enfraquecimento do suporte às crianças e idosos, deixando o idoso sem o respaldo da família, possibilitando a institucionalização (PASCHOAL, S. M. P, 1996).


Atrelado às mudanças que ocorrem na família, o envelhecimento tem sido objeto de interesse de muitos pesquisadores, sobretudo, porque nas últimas décadas houve um significativo aumento do número de pessoas idosas numa perspectiva mundial. No caso do Brasil, assim como na maioria dos países em desenvolvimento, esse aumento das taxas de envelhecimento tem representado sérios problemas para a sociedade. Desse modo, há mundialmente uma necessidade crescente e urgente em organizar políticas públicas para se adequar ao novo perfil demográfico da população, pensando em serviços que atendam as peculiaridades, cuidado e assistência aos idosos (MARTINS, E. et al, 2007).



Em 1999, a Portaria Ministerial nº 1.395 anuncia a Política Nacional de Saúde do Idoso, a qual determina que os órgãos e entidades do Ministério da Saúde, relacionado ao tema promovam a elaboração ou a readequação de planos, projetos e atividades na conformidade das diretrizes e responsabilidades nela estabelecidas. Essa política assume que o principal problema que pode afetar o idoso é a perda de sua capacidade funcional, isto é, a perda das habilidades físicas e mentais necessárias para realização de atividades básicas e instrumentais da vida diária (BRASIL 1999).



Para colocar em prática as ações preconizadas pela PNI, foi elaborado o Plano de Ação Conjunta, que trata de ações preventivas, curativas e promocionais, com vistas à melhor qualidade de vida do idoso, o referido Plano de Ação norteia ações integradas de forma a viabilizar a implementação da PNI. Neste sentido, define ações e estratégias para cada órgão setorial, negocia recursos financeiros entre as três esferas de governo e acompanha, controla e avalia as ações (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).



De acordo com o Plano de Ação, os órgãos setoriais, usando de suas atribuições e baseados na PNI, realizam as ações conforme as demandas da população de idosos. Na busca da implementação desta política, têm ocorrido vários fóruns, formais e informais, de discussão a respeito dos direitos dos idosos de forma a efetivá-la e ampliá-la. Como observado, a referida política apresenta ações inovadoras usadas como referência na abordagem do idoso (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÙDE, 2005).



As Instituições de Longa Permanência para Idosos são partes da rede de assistência, podendo corresponder até 1 % (um por cento) da população idosa, parcela significativa tendo em vista sua fragilidade e vulnerabilidade. Diante disto, devem ser inseridas na área de abrangência da Equipe de Saúde da Família e ser respaldada nos demais níveis de atenção, inclusive na assistência farmacêutica (MENDES, 2002).



Cabe ao setor da saúde à vigilância sanitária a responsabilidade pela inspeção local, visando à funcionalidade da instituição e garantia de moradia digna e respeitosa aos idosos. Sugerem-se inserção da instituição nas representações em conselhos, outras instâncias de direitos e participação social (SANT’ANA, 2005).



Apesar da Instituição de Longa Permanência ser em muitos casos uma das únicas opções que restam no cuidado ao idoso, esses locais de internação por um longo período de tempo, representa um modelo excludente, que pode causar aos internos, deterioração na capacidade funcional e reduzir a autonomia para lidar com questões do cotidiano (SILVESTRE E COSTA NETO, 2003).

Com relação à ideia que o idoso faz do asilo, estudos de Yasaki et al. (1991) realizados em regiões metropolitanas apontam que, na maioria das vezes, a internação em asilo é vista como negativa pelos próprios idosos como também pelos seus familiares, independente da condição financeira (YAZAKI, MELO, RAMOS, 1991).



Chaimowicz e Grego (1999) colocam que, para os idosos, o fato de morar só; ter suporte social precário e baixa renda são fortes fatores de risco para institucionalização asilar, realidade cada vez mais frequente no Brasil. Os próprios autores também apontam que idosos das grandes metrópoles brasileiras apresentam alta prevalência de fatores de risco para a institucionalização. Dentre os principais fatores estão: as doenças crônico-degenerativas e suas complicações, hospitalizações e dependência para realizar as atividades de vida diária.



Estudos, como os de Telles Filho e Petrilli Filho (2002), apontaram dentre os principais fatores de risco para o asilamento do idoso: a necessidade de cuidados especiais, uma maior incidência de demências e deterioração cognitiva e física, mudanças na dinâmica e nos papéis da família, inexistência de apoio domiciliar, exercida por voluntários ou cuidadores profissional e grupos ou centros que possam dar apoio aos familiares, no cuidado e assistência ao idoso durante o dia. Esses autores complementam afirmando, que por conta das precárias condições de saúde, pelas quais passam as pessoas de idade avançada e, até mesmo, muitas vezes por desenvolverem distúrbios de comportamento, as atividades laborais ficam prejudicadas, o que levam muitas famílias, principalmente aquelas que possuem dificuldades financeiras, a encaminharem seus idosos para instituições asilares.



Atualmente, a preocupação dos especialistas em Gerontologia, está concentrada na longevidade, que deverá ser acompanhada pela qualidade de vida, e esta qualidade estará intimamente relacionada ao grau de dependência e autonomia das pessoas idosas. A autonomia de uma pessoa refere-se a sua capacidade de tomar decisões por si, e a independência, representa a capacidade de o indivíduo executar tarefas ou atividades, sem necessitar de auxílio de outras pessoas. Com o crescimento da população idosa e dependente de cuidados especiais, se tornam cada vez mais necessárias às instituições destinadas a prestar assistência a essa população (LEBRÃO E DUARTE, 2003).



Esta realidade trás implicações para a enfermagem, uma vez que o profissional enfermeiro mobiliza tempo e esforço, para prestar uma assistência que compreenda as relações macro e micros sociais existentes, de forma integral e complexa, visando amenizar os desafios impostos por tal condição de vida que a institucionalização proporciona aos indivíduos (BERGAMO, DALL’ AGNOL, PIMENTEL, PAZ, RUPOLO, 2009).



Ressoando diretamente no setor saúde, será preciso maior suporte e auxílio, orientado por profissionais especializados. Aqui, destaca-se o papel da Enfermagem como ciência comprometida com o cuidado do ser humano em todo o processo de viver e morrer, incluindo a velhice, e, a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) tem se mostrado uma das principais ferramentas para o desempenho da prática assistencial especializada. A SAE é embasada nas das seguintes fases: histórico de enfermagem, exame físico, Diagnóstico de Enfermagem (DE), prescrição de enfermagem, evolução de enfermagem e anotação de enfermagem. A etapa do Diagnóstico de Enfermagem (DE) tem sido objeto de investigação por contribuir para a identificação dos problemas do cliente e posterior formulação das intervenções de enfermagem, facilitando a conduta de enfermagem e mantendo a assistência individualizada e holística. O conhecimento destes diagnósticos fornece subsídios para a implementação das intervenções de enfermagem adequadas, identificando problemas e necessidades humanas básicas afetadas (DANIEL, GORREIS, CREUTZBERG, SANTOS, 2008).



É consenso entre as mais variadas especialidades científicas que a permanência dos idosos em seus núcleos familiares e comunitários contribui para o seu bem-estar. No entanto, os dados referentes à população idosa institucionalizada no Brasil são falhos. Em 2002, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados publicou o relatório “V Caravana Nacional de Direitos Humanos: uma amostra da Realidade dos Abrigos e Asilos de Idosos no Brasil”. De acordo com o relatório, havia cerca de 19.000 idosos institucionalizados em todo o País, o que representa 0,14% do total de idosos brasileiros. É de se esperar que esse número seja bem maior levando-se em conta que muitas das instituições asilares não são cadastradas e que grande parte funciona na clandestinidade (CAMARANO E PASINATO, 2004).



Aos moradores das Instituições de Longa Permanência deve-se respeitar sua individualidade e garantir medidas de retardamento e prevenção à dependência. Considera-se, sobretudo, que a institucionalização não deve ser estimulada, visto que as legislações enfatizam a autonomia, participação social e o convívio social e os casos de internatos deverão ocorrer como último recurso. Entretanto busca-se apoio da sociedade, família e Estado, bem como formas alternativas de articulação ou parceria (BRASIL, 1994).




2- JUSTIFICATIVA

O interesse pelo tema se deu pelo aumento de idosos no Brasil, o que aconteceu de forma rápida e progressiva culminando com o despreparo da sociedade para entender este fenômeno com isso aumentam também o número de idosos que são internados em Instituições de Longa Permanência, pois muitas famílias não possuem condições de cuidar e assistir estes idosos. No entanto é de fundamental importância conhecer a opinião dos mesmos, o que ele sente, em relação as suas vontades, seus desejos e expectativa de vida, que e se esta condição de asilamento permite que tenham uma vida com qualidade e possam satisfazer seus desejos.

Hoje nossa sociedade parece valorizar mais sua associação a perdas, reforçando atitudes e comportamentos que levam a perceber a velhice como sinônimo de incapacidade, pobreza, desprezo, discriminação, desigualdade e abandono. Desse modo, nega aos que envelhecem o direito de elaborar e concretizar projetos de vida.

Em virtude destes fatos, a enfermagem é uma profissão que se esforça para prolongar a vida do ser humano, contribuindo com o aumento da expectativa de vida. Porém, esta vida precisa de condições adequadas e de qualidade. Desse modo a participação efetiva do enfermeiro na elaboração de cuidados, pode contribuir tanto para o pleno exercício da cidadania do idoso, quanto para a diminuição da exclusão na velhice.




3-PROBLEMA DE PESQUISA

Como o enfermeiro pode melhorar a qualidade da assistência de enfermagem no atendimento ao idoso asilado?



4- OBJETIVO:

Elaborar um protocolo para o atendimento ao idoso asilado, buscando identificar através da literatura corrente os principais problemas apresentados por este idoso em instituições de longa permanência buscando padronizar a assistência de enfermagem na admissão e internação do idoso em Instituição de longa permanência.



5- METODOLOGIA DA PESQUISA

O desenvolvimento do presente trabalho foi embasado em uma pesquisa do tipo qualitativa, exploratória e bibliográfica. Tal fato justifica-se em função das características qualitativas dos atributos a serem evidenciados no presente estudo. Além disso, também é relevante o fato de ainda ser incipiente a literatura e os projetos acerca do papel do enfermeiro no atendimento ao idoso asilado o que levou à elaboração de um protocolo de atendimento à este idoso em ILPs.



Para melhor entendimento dos motivos que levaram à escolha pelo tipo de pesquisa exploratória e bibliográfica, cabem a seguir alguns esclarecimentos sobre esses temas.



Segundo Gil (2002) as pesquisas exploratórias têm como principal finalidade desenvolver e modificar conceitos e ideias, com vistas à formulação posterior de problemas mais precisos. Assim, pode-se dizer que essa pesquisa tem o propósito da descoberta e o aprimoramento das ideias envolvendo, habitualmente, a utilização de levantamento documental e entrevistas não estruturadas como instrumentos de coleta de dados. Procedimentos de amostragem e técnicas quantitativas para a coleta de dados não são, costumeiramente aplicados nessas pesquisas.



Para (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2006) a pesquisa exploratória é o passo inicial no processo de pesquisa que proporciona a formulação de hipóteses significativas para trabalhos posteriores. Esses autores ressaltam ainda que, tal tipo de estudo possibilita uma familiarização com os fenômenos ou a obtenção de novas percepções para o mesmo, favorecendo a geração de novas ideias.



Corroborando com as afirmações anteriormente citadas, Selltiz et al. (1988) afirmam que além dos objetivos já descritos, um estudo exploratório pode servir para: aumentar o conhecimento do pesquisador acerca do fenômeno que se deseja investigar detalhadamente em estudos posteriores; o esclarecimento de conceitos; o estabelecimento de prioridades para futuras pesquisas, e para a apresentação de um levantamento de problemas considerados urgentes por pessoas que trabalham em um determinado campo de estudo.



Em se tratando do conceito e da escolha da pesquisa bibliográfica como tipo de pesquisa aplicada ao presente trabalho é necessário uma explanação a respeito do conceito de revisão da literatura, já que há uma estreita relação entre ambos. Nesse sentido, Noronha e Ferreira (2000) destacam que revisão da literatura pode ser entendida como um tipo de estudo que analisa a produção bibliográfica em determinada área temática, fornecendo uma visão criteriosa ou um relatório do estado-da-arte acerca de um tópico específico, evidenciando ideias, métodos, subtemas que têm recebido maior ou menor ênfase na literatura selecionada.



Sob a ótica de (WOODWARD, 1977; GARNER E ROBERTSON, 2002) a revisão da literatura apresenta os seguintes papéis: 

Encontrar pesquisas similares e analisar a metodologia e o formato utilizado. 

Oferecer a oportunidade para que o pesquisador veja o próprio estudo dentro de uma perspectiva histórica e assim, evitar possíveis duplicações. 

Possibilitar ao pesquisador relacionar o seu estudo a outros anteriores e assim, sugerir estudos posteriores.



Para Caldas (1986) a pesquisa bibliográfica pode ser interpretada como a coleta e a armazenagem de informações para a revisão, processando-se mediante levantamento das publicações existentes acerca do tema ou problema em estudo, seleção, leitura e fichamento das informações relevantes. Nesse sentido, a pesquisa bibliográfica é uma fase da revisão de literatura. Esse ciclo começa com a determinação e delimitação do tema e segue com o levantamento e a pesquisa bibliográfica. A partir dessa é que se organiza a revisão, a qual requer uma postura altamente crítica na análise das informações.



Já na visão de (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2006) a pesquisa bibliográfica procura explicitar um problema a partir de referencias teóricas publicadas em artigos, livros, teses etc. Tal pesquisa pode ser realizada independentemente ou como parte de outros tipos. Em ambos os casos, procura-se conhecer as contribuições cientificas ou culturais do passado a respeito do tema em estudo. Dessa forma, a pesquisa bibliográfica, quando é realizada independentemente, percorre todos os passos formais do trabalho científico.




5.1- PROCEDIMENTO DE COLETA DE MATERIAL BIBLIOGRÁFICO



Conforme ressaltam (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2006) a pesquisa bibliográfica tem como objetivo básico encontrar respostas para os problemas formulados, por intermédio da consulta a diversos tipos de documentos bibliográficos. Esses autores salientam ainda que, por excelência, a fonte de informações para a pesquisa bibliográfica, está sempre na forma de documentos escritos, estejam esses impressos ou depositados em meios magnéticos ou eletrônicos.



Dessa forma, em consonância com os objetivos propostos no presente trabalho, por meio da consulta a diversos documentos elaborados por entidades nacionais e internacionais referentes à elaboração deste estudo que se pautará no estudo sobre o protocolo de atendimento ao idoso em instituições de longa permanência, objetivando contribuir de forma positiva no entendimento deste assunto a todos os profissionais de saúde.



Além disso, foram efetuadas consultas a diversas bibliotecas nacionais relacionadas a estudos sobre o envelhecimento humano, como BIREME, Lilacs, Mediline, Scielo entre outros, buscando desta forma enriquecer temática abordada neste estudo.



Esse método inclui a análise e síntese de pesquisas de maneira sistematizada, contribui para o aprofundamento do tema investigado, auxilia na tomada de decisão e, consequentemente, na melhoria da prática clínica, com base em resultados de pesquisas pré-existentes. Para a elaboração do presente trabalho adotou-se as seguintes etapas: identificação do tema ou formulação da questão norteadora; amostragem ou busca na literatura dos estudos; categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão; discussão e interpretação dos resultados e a síntese do conhecimento evidenciado nos artigos analisados.



A pergunta norteadora para a elaboração do presente trabalho foi: Como elaborar um protocolo para o atendimento ao idoso em instituições de longa permanência?


Os critérios de inclusão dos artigos foram: artigos que abordavam idosos em instituições de longa permanência, família, envelhecimento humano, enfermagem e atendimento humanizado, publicados em português entre 1999 a 2012. Foram selecionados identificados e pesquisados 60 textos e selecionados 52 artigos com título e resumo de acordo com o objetivo do estudo, obedecendo aos critérios de inclusão.



A análise e síntese dos artigos foram realizadas na forma descritiva, possibilitando ao leitor avaliar a qualidade das evidências (nível de evidência) disponíveis na literatura sobre o tema investigado, fornecer subsídios para a tomada de decisão no cotidiano da enfermagem no atendimento ao idoso asilado, bem como a identificação de lacunas do conhecimento para o desenvolvimento de futuras pesquisas.




6- DESENVOLVIMENTO DO TEMA

O envelhecimento populacional vem se tornando um fenômeno global e, consequentemente, fonte de preocupação de profissionais e estudiosos de várias áreas de conhecimento. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que em 2025 o Brasil será o sexto país do mundo com maior número de idosos. O envelhecimento pode ser conceituado como um processo dinâmico e progressivo onde há modificações tanto morfológicas como funcionais, bioquímicas e psicológicas que podem determinar perda de capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente. As alterações funcionais, decorrentes do envelhecimento como a predisposição às doenças crônicas, dependência e quedas, constituem fatores de risco para hospitalização de idosos fragilizados (NOBRE, A. M. D, et.al, 2010).

O envelhecimento populacional e o aumento da prevalência de doenças crônicas acarretaram o crescimento das taxas de incapacidades físicas e/ou mentais entre os idosos brasileiros, fato que representa muitos desafios para as famílias e para a sociedade, além de ser um risco à boa qualidade de vida destes indivíduos mais velhos (Medina, Ramos, 2003; Sairassu & Goldfeder, 1998). Segundo Karsch (2003), estima-se que no Brasil 10% das pessoas acima de 65 anos precisam de ajuda em atividades básicas de autocuidado e que cerca de 40% necessitam de auxílio nas atividades instrumentais de vida diária, o que significa mais de 6 milhões de pessoas e famílias com necessidade de apoio e suporte. A incapacidade funcional é a maior consequência das condições crônicas, além de afetar o status psicológico e o uso de serviços de cuidado de longa permanência.



O processo de envelhecimento dos seres humanos é entendido como um fenômeno complexo e vivenciado de maneiras diferentes pelas pessoas, segundo condições intrínsecas, individuais e do ambiente no qual elas estão inseridas. O ambiente que cerca ou envolve o idoso é fator determinante nas condições de saúde e satisfação com a vida; pode representar a diferença entre a independência e a dependência (MICHEL, T. 2010).



6.1- O ENVELHECIMENTO NO BRASIL E NO MUNDO

O envelhecimento populacional é definido como a mudança na estrutura etária da população, o que produz um aumento do peso relativo das pessoas acima de determinada idade, considerada como definidora do início da velhice (Carvalho & Garcia, 2003). No Brasil, é definida como idosa a pessoa que tem 60 anos ou mais de idade (BRASIL, 2003).


Devido ao aumento significativo do número de pessoas idosas no Brasil e no mundo e às especificidades necessárias para o seu cuidado, manutenção da sua saúde, seja ela psíquica, cognitiva, social, física e funcional, justifica-se a implantação de projetos e programas que atendam de maneira integral esta população. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, considera-se idosa a pessoa com idade a partir de 65 anos em países desenvolvidos e a partir 60 anos, em países em desenvolvimento.



O envelhecimento, segundo alguns estudos, assume uma experiência heterogênea, isto é, depende da maneira como cada indivíduo organiza e vivencia seu curso de vida, das circunstâncias histórico-culturais, dos fatores patológicos, genéticos e ambientais. O aumento da expectativa de vida, nas últimas décadas, relaciona-se à inovação tecnológica da saúde e saneamento e o número de anos vividos com qualidade deve-se às estratégias de promoção e prevenção, como hábitos de vida saudável, a atividade física, manutenção da capacidade física e funcional, contribuindo para independência e autonomia da pessoa idosa (MATO GROSSO, 2007).




6.2- ENVELHECIMENTO DEMOGRÁFICO, SOCIAL E PSICÓLOGICO

O processo de envelhecimento populacional tem sido discutido e acompanhado por medidas, destinadas a proteger os idosos, como cidadãos cada vez mais presentes nas sociedades mundiais. Até a década de 70, do século XX, no Brasil, os idosos recebiam, principalmente, atenção de cunho caritativo de instituições não governamentais, tais como entidades religiosas e filantrópicas. No aspecto legislativo, os idosos foram mencionados em alguns artigos, decretos-leis, leis, portarias, entre outras. Sobressaem artigos do Código Civil (1916), 4 do Código Penal (1940), do Código Eleitoral (1965), além da Lei Nº 6.179 de 1974,4 que criou a Renda Mensal Vitalícia, e de outros decretos-leis e portarias relacionadas, particularmente, com as questões da aposentadoria. Porém, a primeira Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento, da Organização das Nações Unidas (ONU), pode ser citada como o marco mundial que iniciou as discussões direcionadas aos idosos. Este fórum ocorreu em Viena - Áustria, no período de 26 de julho a 6 de agosto de 1982, com representação de 124 países de todo o mundo, incluindo o Brasil. Neste fórum foi estabelecido um Plano de Ação para o Envelhecimento, posteriormente publicado em Nova Iorque, em 1983 (RODRIGUÊS, R.A.P, et al, 2007).



O Plano de Ação para o Envelhecimento foi considerado um importante documento de estratégias e recomendações prioritárias nos aspectos econômicos, sociais e culturais do processo de envelhecimento de uma população, e deveria ser baseado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Estabeleceram-se, então, alguns princípios para a implementação de políticas para o envelhecimento sob responsabilidade de cada país. Destes princípios, destacam-se os seguintes: a estipulação da família, nas suas diversas formas e estruturas, como a unidade fundamental mantenedora e protetora dos idosos; cabe ainda às políticas sociais prepararem as populações para os estágios mais tardios da vida, assegurando assistência integral de ordem física, psicológica, cultural, religiosa/espiritual, econômica, de saúde, entre outros aspectos. Ainda como estabelecido, aos idosos deve ser proporcionada a oportunidade de contribuição para o desenvolvimento dos seus países, bem como a participação ativa na formulação e implementação de políticas, incluindo aquelas a eles direcionadas; os órgãos governamentais, não governamentais e todos que têm responsabilidades com os idosos devem dispensar atenção especial aos grupos vulneráveis, particularmente aos mais pobres, mulheres e residentes em áreas rurais (RODRIGUÊS, R.A.P, et al, 2007).



Em reconhecimento à importância do envelhecimento populacional no Brasil, em 4 de janeiro de 1994 foi aprovada a Lei Nº 8.842/1994, que estabelece a Política Nacional do Idoso, posteriormente regulamentada pelo Decreto Nº 1.948/96.6 Esta Lei tem por finalidade assegurar direitos sociais que garantam a promoção da autonomia, integração e participação efetiva do idoso na sociedade, de modo a exercer sua cidadania. Como previsto nesta lei, estipula-se o limite de 60 anos e mais, de idade, para uma pessoa ser considerada idosa (BRASIL, 1994).



Nos últimos 60 anos, o número absoluto de pessoas com 60 anos ou mais de idade aumentou nove vezes (Beltrão, Camarano e Kanso, 2004). Não só a população brasileira está envelhecendo, mas a proporção da população “mais idosa”, ou seja, há de 80 anos ou mais de idade, também está aumentando, alterando a composição etária dentro do próprio grupo. Significa dizer que a população idosa também está envelhecendo (Camarano et al, 1999). Em 2000, esse segmento representou 12,6% do total da população idosa brasileira. Isso leva a uma heterogeneidade do segmento idoso brasileiro, havendo no grupo pessoas em pleno vigor físico e mental e outras em situações de maior vulnerabilidade (Camarano et al, 2004).



O envelhecimento é também uma questão de gênero. Cinquenta e cinco por cento da população idosa são formados por mulheres. A proporção do contingente feminino é tanto mais expressivo quanto mais idoso for o segmento. Essa predominância feminina se dá em zonas urbanas. Nas rurais, predominam os homens, o que pode resultar em isolamento e abandono dessas pessoas (Camarano et al, 2004; Camarano et al, 1999; Saad, 1999).




6.3- IDOSO E FAMÍLIA

A família é o lugar de cuidados, e de preservação de seus membros. É através da solidariedade que existe na família que os indivíduos sobrevivem. Segundo Mioto (1997, p.117): a família pode ser tomada como o lugar privilegiado de preservação da vida. É nesse espaço que se evidencia o cuidado entre as gerações, onde pessoas aprendem a ser e a conviver em sociedade.



A falta de respaldo da família e com a escassez das políticas de proteção ao idoso, representadas pelo Poder Público, a possibilidade de um idoso ser institucionalizado é bastante grande. Atualmente, nota-se claramente a crescente demanda de idosos sem o acompanhamento efetivo de suas famílias no que se refere principalmente às atividades de vida diária. Muitos deles, ao envelhecer, trazem consigo doenças crônicas próprias desse período, necessitando maior atenção. Em muitos desses casos a família, impossibilitada de tratá-los adequadamente, pela própria dinâmica da vida nas grandes cidades, acaba por ter como única opção o asilo (MARTINS, E. et al, 2007).



As famílias foram se modificando tanto nas formas de proteção intrafamiliar como em suas relações sociais o que se reflete na proteção através das políticas públicas. As mudanças econômicas, assim como as transformações sociais, vêm formando novos arranjos familiares e novas formas de convivência, influenciando diretamente a forma de organização familiar (SILVA, F.B. 2007).



O constante processo de transformação da família, nesta passagem de século, faz surgir diferentes concepções para sua definição. São alguns aspectos da modernidade que influenciam as mudanças nas estruturas familiares: as transformações demográficas; o aumento da expectativa de vida da população; a maior autonomia de seus membros; a industrialização; o crescimento de serviços terceirizados e as mudanças nas relações sociais como os casamentos informais, famílias sem filhos, etc. (SILVA, F.B. 2007).



Nas diferentes sociedades as relações entre os membros de uma família e a forma como se dá a proteção social através dela, são ditadas pela forma como cada família se organiza e está ligada a determinações políticas, econômicas e sociais, aponta Lima (2005). Sem o amparo dessas políticas, as famílias tornam-se vulneráveis e, consequentemente, os cuidados e a proteção que a elas devem se dar, cada vez mais frágeis. Assim, para cumprir com as responsabilidades para com seus membros, as famílias criam alternativas, como a busca de relações de apoio e de ajuda mútua.

Todas essas mudanças exigem uma reorganização da família para que esta se adapte ao novo contexto mundial e às exigências que lhe são postas pela sociedade e por seus próprios membros. Essas mudanças e transformações a que as famílias estão submetidas dão início a um processo de enfraquecimento das relações internas das famílias e dos vínculos, tornando-as mais vulneráveis (SILVA, F.B. 2007).



A vulnerabilidade das famílias também está ligada às condições de proteção de seus membros diante das transformações e exigências da sociedade. Cada vez mais nota-se que as famílias procuram estratégias de sobrevivência, como já foi dito, a criação de relações, de apoio e de ajuda mútua, que vão desde o apoio de parentes até da comunidade. A procura de serviços de apoio familiar torna-se cada vez mais expressiva, quando a família está no seu limite de proteção, ou quando já se esgotaram todas as suas possibilidades de cuidados com seus membros. De acordo com Mioto, 2000.



A velhice sem projeção passa a ser um problema, os idosos são considerados incômodos quando ocupam espaços e alteram a estrutura familiar, segundo Cerneny (1997). A velhice passa a ser a fase de análise das demais etapas, a concepção de cada um sobre ela se formará de acordo com a situação do casal, das relações com os filhos, assim como da preparação para a velhice, podendo ser um momento de solidão, de medo ou de acomodação. O papel de avós pode dar um sentido de continuidade à família, pode significar um novo papel na família, ganho de afeto e carinho.




6.4- ASILAMENTO

Pesquisas sobre o envelhecimento têm crescido em todos os gêneros e áreas, entretanto, pouco se sabe sobre os aspectos psicológicos e físicos que envolvem a condição de ser idoso, sua subjetividade e sua percepção com relação ao meio em que está inserido e a sua saúde, sua construção histórica, o momento que está vivendo. De maneira geral, os estudos sobre essa temática ocorrem, sobretudo buscando respostas para questões socioeconômicas e de políticas públicas que atendam a saúde do idoso. A psicologia e a fisioterapia podem e têm ainda muito a contribuir com a saúde integral do idoso, buscando conhecer melhor aspectos da vida e da saúde dessa população que, com sua história, suas falas e comportamento fazem parte de uma população que, embora esteja crescendo mundialmente, tem sido historicamente excluída (MARTINS, E. et al, 2007).



Segundo Simões (2003), é visível, cada vez mais o aumento da população idosa nos mais variados meios sociais, numa dinâmica própria da sociedade contemporânea, em que se vislumbra o aquecimento de um mercado consumidor específico de produtos e serviços que atendam a essa população. Da mesma forma que o aumento da longevidade revoluciona a produção industrial, os idosos demonstram a necessidade de cuidados especiais e comumente são vistos, na atualidade, como uma questão de ordem “pública”, sendo alvo de discursos assistencialistas duvidosos advindos de instituições filantrópicas e públicas, que se colocam no papel de cuidar daqueles que envelhecem.



Residir em uma Instituição de longa permanência (ILP) leva a um reestabelecimento da vida na sua integralidade, o que, para quem vivencia o envelhecimento pode ser um evento por demais complexo. Culturalmente uma ILPI é rejeitada socialmente pelo simbolismo que carrega, por outro lado, está cada vez mais sendo a alternativa de quem ficou sem condições de tocar a vida com autonomia (BESSA, M. E.P, 2006).



Quando surgiram, os asilos tinham as características de lugar para a degeneração da velhice e a alienação do mundo. Nestes locais eram salientes as situações de abandono e a condição de dependência dos idosos (GROISMAN, 1999). Hoje, ainda se constata que as disfunções físicas, cognitivas e sociais, muitas vezes presentes entre as pessoas idosas, culminam na necessidade de institucionalização.



A prática da institucionalização no Brasil do século XIX perpassou mudanças nos valores socioculturais vigentes, sendo agrupadas por Groisman em três momentos. Num primeiro, o indigente, visto como incapaz para o trabalho era considerado parte da sociedade e, por isso, “protegido” pela caridade das famílias abastadas. Os idosos já se encontravam em meio a esses pobres, porém não como população diferenciada. O segundo momento é marcado pelo fortalecimento do discurso higienista da medicina social que, associada à filantropia, interveio sobre a organização do espaço urbano por uma “sociedade sadia, controlando, separando e categorizando os pobres, além de criticar a caridade realizada até então. O terceiro momento pode ser caracterizado pela “laicização”, quando as instituições se tornaram especializadas: os mendigos considerados inválidos eram encaminhados ao Asilo São Francisco de Assis (novo nome do Asilo de Mendicidade), os loucos ao Hospício Nacional, os menores aos institutos correcionais (GROISMAN, D. 1999).



Apesar de essas novas imagens existirem como parte de um momento de reformulação do discurso científico sobre o processo de envelhecimento, a realidade vivida pelos idosos residentes em instituições asilares parece estar a margem desse contexto, na continuidade de uma dinâmica que aparenta lhes ser própria. Talvez a visibilidade das instituições asilares se deva a isso, em parte, visto que os velhos institucionalizados dificilmente se encaixam nas imagens da terceira idade (GROISMAN, D.1999).



O significado da velhice institucionalizada é muitas vezes atribuído a uma imagem de horrores, descaso e maus-tratos. Considera-se que a imagem dessas instituições está em boa parte relacionada às condições nas quais estas surgiram na sociedade (CREUTZBERG; GONÇALVES; SOBOTTKA, 2008). A regulamentação do funcionamento dessas instituições ocorreu apenas recentemente, visto que as normas técnicas para o funcionamento das casas de repouso, clínicas geriátricas e outras instituições destinadas ao atendimento de idosos, consta na Portaria n°. 810 de 22 de setembro de 1989 (BRASIL, 1989). Posteriormente, receberam a denominação de ILPI na legislação vigente da RDC no. 283 de 26 de setembro de 2005, que estabelece os critérios mínimos para o funcionamento dessas instituições (BRASIL, 2005).



A literatura atual sobre a temática das ILPIs aponta para situações como o isolamento e abandono, além da perda da identidade e autonomia dos residentes e, por outro lado, alguns estudos recentes mostram que a admissão nessas instituições aparece como condição de acesso a cuidados de saúde, apoio social e segurança. “Culturalmente uma instituição de longa permanência é rejeitada socialmente pelo simbolismo que carrega, por outro lado, está cada vez mais sendo a alternativa de quem ficou sem condições de tocar a vida autonomamente” (BESSA, SILVA. 2008).




6.5- A ENFERMAGEM E O IDOSO ASILADO

Na área da saúde, a enfermagem tem contribuído na abordagem do cuidado em aspectos do processo de envelhecimento (capacidade funcional, independência e autonomia, fragilidade, avaliação cognitiva, engajamento social, qualidade de vida, promoção de saúde, prevenção de doenças, entre outros); e da senilidade (condições crônicas de saúde, situações de urgências e emergências, atenção domiciliar, entre outros). A enfermagem desempenha papel determinante na execução e cumprimento das leis direcionadas aos idosos, promovendo a inclusão social indiscriminada (sexo, cor, raça, religião, classe social) dos idosos, respeitando suas capacidades e limitações. Contudo, ainda há muito a conquistar nessa área de conhecimento (RODRIGUÊS, R.A.P, et al, 2007).



Ao ver-se sozinho no asilo o idoso queixa-se de solidão, entretanto, alguns se recusam a interagir com seus companheiros de asilamento. Alguns idosos, além de recusarem-se a conversar com seus colegas de asilo, solicitam exclusivamente a atenção dos profissionais ou outros funcionários da instituição. Contudo, com o estímulo à interação realizado pela equipe, percebe-se que novos vínculos afetivos se formam com o decorrer do tempo de asilamento, passando a haver entre eles um sentimento de amizade, de solidariedade mútua, de compartilhamento das dores, ansiedades, preocupações e perdas. Pode-se entender assim, que a condição de asilamento é possivelmente um fator propiciador de formação de laços afetivos entre os idosos e equipe de enfermagem. Essa situação pode ser vista em pesquisa, cujos resultados revelam que os idosos consideram os seus amigos de asilo como sua família e percebem a amizade como um fator importante em suas vidas (SILVA, A.C, et al, 2006).



Quando se estabelecem vínculos afetivos, os mesmos sentem-se mais fortalecidos para enfrentar a tristeza ou a doença. A dor, a ansiedade e a preocupação são compartilhadas entre eles. Na eminência ou no agravamento de uma enfermidade, de um dos companheiros ou afastamento de um funcionário querido, percebe-se uma infinidade de sentimentos frente à possibilidade de não os velos (SILVA, C.A, 2004).



Estudos revelam como os idosos asilados sentem-se e reagem quando perdem um amigo-companheiro na instituição asilar. Levando a acreditar na profunda necessidade de atenção por parte das enfermeiras e demais profissionais que trabalham em residências para idosos. É importante relembrar que o enfermeiro é o profissional da equipe multidisciplinar que está mais próximo e continuamente com os residentes. Assim, tem a oportunidade de observar qualquer alteração que por ventura o idoso apresente. De maneira que se conhecer bem os idosos que se cuida, será a primeira pessoa a detectar as alterações, e deverá sinalizar para que os outros membros da equipe se envolvam no intuito de auxiliar o idoso, evitando, assim, problemas futuros (SILVA, C.A, 2004).


7- ELABORAÇÃO DO PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM

Pensando em prestar um atendimento com segurança, qualidade e humanizado ao idoso, foi formulado um protocolo de atendimento, visando identificar problemas que os idosos enfrentam ao ingressar em uma instituição de longa permanência de acordo com a revisão de literatura, para elaboração deste protocolo foram analisados vários artigos bibliográficos, que possa auxiliar a enfermagem a prestar um atendimento diferenciado e eficaz, buscando melhoria da qualidade de vida deste idoso.



Sendo assim foi necessária a leitura de varias artigos para elaboração, do protocolo, para podermos entender quais as reais necessidades destes idosos, e definirmos como será a melhor forma de admitir ou acompanha-los durante sua permanência dentro da instituição. Segundo os artigos estudados, existe uma grande diferenciação entre as instituições de longa permanência em termos de estrutura como de serviços ofertados a seus internos. As restrições orçamentárias existentes na maioria das instituições levam a um atendimento que se limita ao mínimo de serviços disponíveis aos idosos. Um atendimento que englobe serviços que contribuam para melhorar a qualidade de vida dos idosos, com atividades de lazer e serviços especializados, como fisioterapia e terapia ocupacional, acaba sendo ofertado em poucas instituições, em geral para uma clientela com maiores recursos financeiros. Muitas instituições de longa permanência não conseguem pessoal especializado e qualificado porque os recursos são limitados.


Os recursos financeiros escassos, ou mesmo problemas administrativos, dificultam o acesso a pessoal qualificado em quantidade satisfatória para um melhor atendimento; também impedem a instituição de fornecer cursos de capacitação a seus funcionários, obter equipamentos adequados e melhorar a estrutura física para permitir uma qualidade de vida superior aos idosos que ali residem.



Nestes artigos pesquisados a maioria dos idosos declaram que a necessidades de melhorias, e apontam o atendimento oferecido pela equipe profissional, à alimentação, atividades oferecidas, o relacionamento com os demais idosos e as instalações físicas.



Já, no que se referem à percepção, os cuidadores destacam o aspecto emocional ao citar o baixo número de visitas dos familiares, em muitos casos chegando ao abandono, solidão, depressão e estresse, além da limitação física dos idosos, como os principais transtornos que os afligem.



Assim questionamos se o abandono pela família é tão significativo, por que os profissionais, mesmo sendo capazes de perceber isso, não incorporam outra postura em suas práticas?



Uma questão observada durante este trabalho é o conflito entre as limitações legais para o trabalho do idoso e a necessidade de ocupação do tempo. Muitos idosos se ressentem de não poder ocupar-se dos cuidados com a horta e o jardim, e mesmo atividades domésticas, uma vez que a proibição de exploração do trabalho do idoso é severamente vigiada. Na verdade, observou se que a aplicação rígida da legislação confunde, em muitos casos, exploração do trabalho com o que seria mera ocupação do tempo pelos idosos, impedindo que estes pratiquem atividades que lhes são prazerosas.



As instituições de longa permanência apontaram vários problemas de saúde entre os internos. Onde os mais frequentes foram hipertensão/problemas cardíacos, doenças crônico-degenerativas e dificuldades motoras (sequelas AVC, amputação, etc.).




7.1- PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE DOS IDOSOS EM ORDEM DE IMPORTÂNCIA:

-Hipertensão,

-Problemas Cardíacos,

-Depressão,

-Sistema Emocional,

-Doenças Crônico-Degenerativas,

-Dificuldades Motoras,

-Catarata, Outros,

-Problemas de Visão,

-Diabetes,

-Doenças,

-Respiratórias/Pulmonar,

-Doenças Mentais,

-Artrose, Artrite e Lombalgia,

-Outros.



A maioria das pesquisas nacionais apresenta um predomínio do sexo feminino, nas instituições de longa permanência, entretanto, nas pesquisas de Camarano et al. (2007, 2008), para as regiões Norte e Centro-Oeste e, na pesquisa de Converso e Iartelli (2007) em uma cidade do estado do Rio de Janeiro o predomínio foi do sexo masculino. Também, percebeu-se que, no geral, a maioria dos idosos são independentes ou semi-dependentes.



Depois de analisar estes artigos podemos chegar a um consenso referente à assistência que são fundamentais no atendimento ao idoso:

- O papel do profissional de saúde como fator de integração do modelo biopsicossocial e espiritual,

- A continuidade do tratamento,

- Apoio a família,

- Habilidade na comunicação,

- Construção de uma relação enfermeiro-paciente,

-Necessidade da aplicação de exame físico e avaliação completa,

- Prevenção e manutenção da saúde,

- Tratamento direcionado às necessidades do idoso,

- Tomadas de decisões pautadas pela ética,

- Interdisciplinaridade,

- Respeito ao idoso,

- Assistência integral.



A equipe de saúde deve controlar o ambiente que circunda o paciente visando a um benefício terapêutico sensorial e psicológico. Neste primeiro contato entre o paciente e a equipe, o acolhimento é o momento mais importante para o estabelecimento de uma relação de confiança e cumplicidade. Existem três fatores importantíssimos para o sucesso desta tarefa, quais sejam: atenção específica; cordialidade da equipe e resolução de problemas.




7.2- PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM NA ADMISSÃO DO IDOSO INSTITUCIONALIZADO

Na chegada do idoso na instituição, as intervenções de toda equipe de enfermagem no momento devem contemplar os cuidados na admissão como:

- Controle do ambiente, (Funcionários e equipe de enfermagem),

- Redução da ansiedade, (Funcionários e equipe de enfermagem),

- Conhecer o idoso, (Funcionários e equipe de enfermagem),

- Ouvir ativamente, (Funcionários e equipe de enfermagem),

- Toque, (Funcionários e equipe de enfermagem),

- Promover a segurança, (Funcionários e equipe de enfermagem),

- Supervisão, (Enfermeiro),

- Orientação quanto à instituição, (Gestor, enfermeiro),

- Troca de informações sobre cuidados de saúde, (Enfermeiro),

- Informações quanto aos direitos do idoso. (Gestor, Enfermeiro).

Após esta recepção onde se espera que o idoso esteja mais tranquilo, aplicar a SAE (Sistematização de enfermagem), que é o método que permite aplicar os conhecimentos teóricos de enfermagem na prática cotidiana do cuidado, atendendo com mais precisão e eficiência as necessidades humanas básicas do cliente/paciente.


A implementação da SAE bem como a Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) deverá ser registrada formalmente no prontuário do paciente devendo ser composta por:

- Histórico de Enfermagem; (Enfermeiro).

- Exame Físico; (Enfermeiro).

- Prescrição da Assistência de Enfermagem; (Enfermeiro).

- Evolução da Assistência de Enfermagem; (Enfermeiro).

- Anotações de Enfermagem. (Enfermeiro, tec. de enf., aux. de enf.).



Anotar informações subjetivas e objetivas, problemas/preocupações do cliente, sinais/sintomas, eventos ou mudanças significativas do estado de saúde, cuidados prestados, ação e efeito das intervenções de Enfermagem baseadas no plano de cuidados e respostas apresentadas, bem como avaliar distúrbios nutricionais, alterações de comportamento, identificar idosos vulneráveis à iatrogenias, promover ambiente seguro á fim de evitar quedas, estimular a participação em atividades recreacionistas, estimular a leitura, orientar familiares quanto ao estado de saúde do idoso e seus anseios.




7.3- Escalas Utilizadas na Avaliação Geriátrica Ampla

- Avaliação funcional: Índice de Katz para atividades da vida diária (AVD). (Enfermeiro). Avaliar a independência funcional.

- Escala de depressão geriátrica. (Enfermeiro). Avaliar estados depressivos

- Escala de avaliação nutricional. (Enfermeiro). Identificar sinais de alterações nutricionais

- Mine Exame do Estado Mental. (Enfermeiro) Identificar sinais de Distúrbios cognitivos e avaliação de estágios demenciais.

- Escala de Braden. (Enfermeiro) Avaliar risco de escaras de decúbito em idosos acamados.



Falar pausadamente e olhando para o paciente, para facilitar a leitura labial em caso de déficit auditivo. Não gritar, pois dificulta a compreensão, e usar gestos para ajudar na comunicação.



Portanto padronizar e identificar o conjunto mínimo de dados que forneça informação suficiente e necessária na avaliação inicial do idoso é fundamental. Ou seja, os dados coletados nesta fase do processo de enfermagem podem ser padronizados em um conjunto de itens essenciais, que podem auxiliar o enfermeiro a identificar a saúde global do idoso, e podem oferecer subsídios para que o enfermeiro tome suas decisões na elaboração de planos de cuidados de enfermagem mais eficazes, melhorando significativamente a qualidade da assistência do idoso em questão.




8- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Acredita-se que este estudo que poderá contribuir para um cuidado padronizado e humanizado ao idoso institucionalizado e para as práticas de enfermagem, mantendo um atendimento de qualidade, respeitando a individualidade do idoso.



Considerando a autonomia do enfermeiro, torna-se evidente sua atuação na promoção, prevenção, terapêutica e reabilitação do idoso, com cuidado humanizado, além de incentivar o autocuidado, respeitando suas potencialidades e diferenças individuais.



A utilização do protocolo de enfermagem no atendimento ao idoso visa proporcionar a otimização das capacidades humanas para manter ou restaurar o maior grau de bem-estar, facilitando a comunicação entre os profissionais e propiciar a integralidade na assistência, proporcionando um correto diagnóstico possibilitando a elaboração de intervenções de enfermagem para idosos institucionalizados.



Assim, o planejamento e a implementação de ações adequadas ao idoso, a partir do conhecimento de suas necessidades afetadas, podemos identificar seus maiores problemas e diminuir novas patologias e possíveis traumas ao ingressar em uma instituição de longa permanência.




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Valeria Cristina Dias
Rua doutor Manoel Guimarães, 560 / casa 02 Vila Taquari Itaquera São Paulo - SP Nascido (a) em: São Paulo 18/03/1979 Estado civil: Casada Telefone: (11) 2057-5693 Tel. Recados: (11) 2961-0215 Tel. Celular: (11) 6693-1371 diasvc@uol.com.br
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