Edema Agudo de Pulmão

Edema Agudo de Pulmão
ENFERMAGEM
Definição
O edema agudo do pulmão (EAP) representa uma síndrome clínica resultante da transudação de líquido dos capilares pulmonares, inicialmente para o tecido intersticial do pulmão e, posteriormente, para os espaços alveolares. O fato de essa transudação ocorrer de modo relativamente rápido e, às vezes, imprevisível distingue o edema agudo do pulmão de outras formas de edema pulmonar subagudo e crônico. Constitui uma emergência médica de extrema gravidade, porque pode evoluir para o óbito se não for tratada de modo adequado e imediato; por isso, exige do médico que a atende conhecimento e rapidez de ação.

Etiologia
O fator etiológico de edema agudo do pulmão mais frequente é a insuficiência ventricular esquerda. Entretanto, é comum que o EAP se instale em portadores de outros distúrbios, primariamente cardíacos ou extracardíacos. Embora as condições que produzem esses distúrbios sejam numerosas, elas operam por um número limitado de mecanismos que devem ser identificados em cada paciente para que o tratamento seja o mais adequado possível. Por esse motivo, a classificação etiológica do edema pulmonar é muito útil, desde que se reconheça que mais de um mecanismo pode estar presente em um mesmo enfermo.

Os seguintes mecanismos devem ser considerados na classificação do edema pulmonar:
Aumento de permeabilidade alveolocapilar;
Aumento da pressão hidrostática capilar pulmonar;
Diminuição da pressão oncótica do plasma;
Diminuição da drenagem linfática;
Elevação da pressão negativa intersticial; e
Mecanismos múltiplos ou ignorados.
Sintomas
As manifestações clínicas do edema agudo do pulmão estão relacionadas com a fase evolutiva em que se encontra o edema. Nas fases iniciais o acúmulo de líquido no pulmão se limita ao interstício – edema intersticial. O diagnóstico clínico deste tipo de edema é muito difícil, pois os sinais e sintomas são discretos e inespecíficos, restringindo-se geralmente a taquipneia; a hipoxemia é mais tardia. Como é importante para o tratamento que o diagnóstico de edema agudo do pulmão seja precoce, considera-se a taquipneia como indicativa de edema intersticial em todo doente com prováveis fatores etiológicos.

Nas fases avançadas o excesso de líquido extravasa para os espaços alveolares – edema alveolar –, às vezes, em quantidade suficiente para chegar às vias aéreas superiores. Nessa fase, é o edema agudo do pulmão diagnosticado com maior frequência, porque sua instalação geralmente é abrupta, evolui de modo rápido e os sinais e sintomas são mais evidentes. O doente primeiro fica extremamente ansioso, às vezes, possuído de sensação de morte eminente ou de tonturas. Posteriormente torna-se obnubilado.

A dispneia é acentuada e habitualmente ele assume a posição sentada. As formas mais leves caracterizam-se pela dispneia paroxística noturna. A tosse, a princípio seca, com evolução passa a se acompanhar da eliminação de uma secreção espumosa de cor rósea. A ausculta pulmonar revela a presença de estertores bolhosos geralmente audíveis até a parte superior de ambos os hemitórax; ocasionalmente observam-se sinais de intenso broncoespasmo (asma cardíaca) e sibilos expiratórios são audíveis em ambos os hemitórax.

A expansibilidade torácica pode estar diminuída em decorrência das alterações da complacência pulmonar. A taquicardia está presente na maioria dos casos que não apresentam distúrbio na formação ou condução do estímulo. A pressão arterial geralmente encontra-se aumentada mesmo em pacientes previamente normotensos. A queda da pressão arterial durante o edema agudo do pulmão sugere a possibilidade de infarto agudo do miocárdio.

Nos estágios mais avançados a pele pode apresentar-se cianótica e coberta por um suor frio, como resultado de hipoxemia e vasoconstrição intensas; o paciente torna-se comatoso; a depressão respiratória geralmente antecede a instalação da parada cardíaca.

Diagnóstico
Na sua forma clássica, o diagnóstico de edema agudo do pulmão é simples e raramente pode ser confundido com outras condições. As maiores dificuldades surgem quando, devido à situação clínica do paciente, não se obtêm informações suficientes sobre os seus antecedentes ou o exame físico se torna muito precário.

Eletrocardiograma
Nas informações obtidas não é capaz de avaliar a capacidade funcional do coração, porém com o seu registro podem ser de grande utilidade no diagnóstico de cardiopatias ou de arritmias e, assim, oferecer elementos para a elucidação da etiologia ou mesmo para o tratamento do edema agudo do pulmão. Auxilia na avaliação da gravidade do edema agudo do pulmão e orienta sobre a indicação e emprego de outras medidas como a ventilação artificial.

Tratamento
Medidas recomendadas são distintas e devem-se avaliar as circunstâncias. Na maioria das vezes são empregadas de modo simultâneo.

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