Doenças cerebrovasculares

Doenças cerebrovasculares
ENFERMAGEM

Acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI)

Bellan, Angelis e Cintra (2003) afirmam que as doenças cerebrovasculares são a terceira causa mais comum de óbito no Brasil e em países ocidentais, perdendo para doenças cardíacas e câncer. Massaro (2007) complementa além da mortalidade o grande impacto econômico desta doença reside nas seqüelas neurológicas presentes na grande parte nestes pacientes.

O AVCI resulta de uma diminuição do fluxo sanguíneo cerebral, que pode ser local ou difuso e diminui o suprimento do tecido cerebral de oxigênio e outros metabólitos. Dependendo do local acometido e da extensão da isquemia vai ocorrer uma incapacidade neurológica, que pode ser considerada leve até grave. Sendo assim, Ferraz e Pedro (2003) definem o acidente vascular cerebral (AVC) como uma emergência médica.

Os pacientes que apresentam suspeita de AVC devem ser encaminhados imediatamente para serviço de atendimento médico. Os sintomas mais frequentes são cefaléia súbita e intensa, de localização occipital unilateral ou generalizada, diferindo de qualquer tipo de cefaléia que o paciente tenha sofrido até então, pode ainda ser acompanhada de rigidez de nuca, náuseas vômitos, lipotimia, distúrbios visuais e déficits motores e sensitivos. Podem ainda apresentar confusão mental, delírio, amnésia, sonolência ou estado de coma. (Bellan, Angelis e Cintra 2003)

Sinais mais específicos estão relacionados diretamente com o local e a extensão da lesão do AVCI. Sendo classificados por seu mecanismo fisiopatológico:

Causa do AVC e Mecanismo fisiopatológico

- Doença cerebrovascular aterosclerótica (trombose, embolia, hipoperfusão): O infarto pode estar localizado na região cortical ou subcortical, apresentar tamanhos variáveis e estar relacionado com a circulação carotídea ou vertebro-basilar. Associada a flutuação de sinais e sintomas neurológicos.

- Doenças das artérias penetrantes (infartos lacunares): Demonstram a isquemia de pequenas lesões isquêmicas (< 15 mm), em geral nas artérias penetrantes e acomete a região capsular interna, tálamo e ponte. Incluem síndromes motoras e sensitivas puras (hemiparesia/hemitaxia, disartria).

- Embolia cardiogênica (fibrilação atrial, doença valvar, trombo intracavitário, aterosclerose aórtica): Reconhecida em pacientes com inicio súbito dos sintomas. Geralmente de localização cortical, comprometendo a artéria cerebral média, ou topo da artéria basilar. Nestes pacientes é possível identificar fonte cardíaca de alto e médio risco. 

-Criptogenético: De origem indeterminada, quando não encontrado a origem, o AVC é assim classificado.

- Causas pouco frequentes (estados pós-trombóticos, dissecção de artérias cranianas, arterites, abuso de drogas, vasoespasmo, enxaqueca): Podem ser encontradas neste grupo arteriopátias não ateroscleróticas, tais como doença de moyamoya, dissecção arterial, doença fibromuscular, anemia falciforme, vasculite.

Atualmente, o conceito de Ataque Isquêmico Transitório (AIT) se caracteriza um déficit neurológico focal, encefálico ou retiniano, súbito e reversível, secundário a uma doença vascular isquêmica, com duração menor que uma hora e sem evidência de lesão isquêmica nos exames de imagem, portanto, AIT e AVC isquêmico são espectros de uma mesma doença vascular isquêmica encefálica. (Massaro 2007) Sendo assim, o AIT é um sinal de atenção para o AVCI, devendo este paciente ser encaminhado para prevenção do AVCI.

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