Diabetes Mellitus

Diabetes Mellitus
ENFERMAGEM
Diabetes mellitus é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por níveis elevados de glicose no sangue (hiperglicemia) decorrentes dos defeitos na secreção e/ou na ação da insulina.

Normalmente, determinada quantidade de glicose circula no sangue. As principais fontes dessa glicose são a absorção do alimento ingerido no trato gastrintestinal (GI) e a formação de glicose pelo fígado a partir das substâncias alimentares.

A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, controla o nível de glicose no sangue ao regular a produção e o armazenamento de glicose. No estado diabético, as células podem parar de responder à insulina ou o pâncreas pode parar totalmente de produzi-la.

Isso leva à hiperglicemia, a qual pode resultar em complicações metabólicas agudas, como a cetoacidose diabética (DKA) e a síndrome não cetótica hiperosmolar hiperglicêmica (HHNS).

Os efeitos da hiperglicemia em longo prazo contribuem para as complicações macrovasculares (doença da artéria coronária, doença vascular cerebral e doença vascular periférica), complicações microvasculares crônicas (doença renal e ocular) e complicações neuropáticas (doenças dos nervos).

Classificação do Diabetes
Há vários tipos diferentes de diabetes mellitus, eles podem diferir quanto à causa, evolução clínica e tratamento. As principais classificações do diabetes são:
- Diabetes do tipo 1 (originalmente referido como diabetes mellitus insulinodependente);
- Diabetes do tipo 2 (originalmente referido como diabetes mellitus não insulinodependente);
- Diabetes gestacional;
- Diabetes mellitus associado a outras condições ou síndromes.

Os termos “diabetes insulinodependente” e “diabetes não insulinodependente” e seus acrônimos (DID e DNID, respectivamente) não são mais utilizados porque resultaram em classificação de pacientes com base no tratamento de seus diabetes em lugar da etiologia subjacente. O uso de numerais romanos (tipo I e II) para diferenciar entre os dois tipos foi trocado para tipo 1 e tipo 2 para diminuir a confusão.Aproximadamente 5 a 10% das pessoas com diabetes possuem diabetes do tipo 1, no qual as células beta pancreáticas, produtoras de insulina são destruídas por um processo autoimune.

Em consequência disso, elas produzem pouca ou nenhuma insulina e precisam de injeções desse hormônio para controlar seus níveis de glicose no sangue. O diabetes do tipo 1 é caracterizado por um início agudo, comumente antes dos 30 anos.

As complicações do diabetes podem desenvolver-se em qualquer pessoa com diabetes do tipo 1 ou do tipo 2, e não somente em pacientes que recebem insulina.
Alguns pacientes com diabetes do tipo 2 que são tratados com medicamentos orais podem ter a impressão de que eles realmente não têm diabetes ou apenas possuem diabetes “limítrofe”.

Eles podem acreditar que, em comparação com os pacientes diabéticos necessitando de injeções de insulina, o diabetes não constitui um problema grave. É importante que a enfermeira enfatize para esses indivíduos que eles têm diabetes e não um problema “limítrofe” com o açúcar (glicose). O diabetes limítrofe é classificado como comprometimento da tolerância à glicose (CGT) ou comprometimento da glicose em jejum (CGJ) e refere-se a uma condição em que os níveis de glicose no sangue se situam entre os níveis normais e os níveis considerados diagnósticos para o diabetes.

DIABETES DO TIPO 1
O diabetes do tipo 1 caracteriza-se por destruição das células beta pancreáticas. Acredita-se que os fatores genéticos, imunológicos e, possivelmente, ambientais (virais) combinados contribuam para a destruição da célula beta.

Embora os eventos que levam à destruição da célula beta não sejam totalmente compreendidos, em geral se aceita a suscetibilidade genética como um fator subjacente comum no desenvolvimento do diabetes do tipo 1.

As pessoas não herdam propriamente o diabetes do tipo 1; em vez disso, elas herdam uma predisposição genética, ou tendência, no sentido de desenvolver o diabetes do tipo 1. Também existe evidência de uma resposta autoimune no diabetes do tipo 1.

Essa é uma resposta anormal na qual os anticorpos são direcionados contra tecidos normais do corpo, respondendo a esses tecidos como se eles fossem não próprios.
DIABETES DO TIPO 2
Os dois principais problemas relacionados com a insulina no diabetes do tipo 2 são a resistência à insulina e a secreção de insulina comprometida. A resistência à insulina refere-se à redução da sensibilidade tecidual à insulina.

Normalmente, a insulina liga-se a receptores especiais nas superfícies celulares e inicia uma série de reações envolvidas no metabolismo da glicose. No diabetes do tipo 2, essas reações intracelulares estão diminuídas, tornando, assim, a insulina menos efetiva na estimulação da captação da glicose pelos tecidos, na regulação da liberação da glicose pelos tecidos e na regulação da glicose pelo fígado.

O mecanismo exato que leva à resistência à insulina e à secreção prejudicada pela insulina no diabetes do tipo 2 é desconhecido, embora se acredite que os fatores genéticos desempenhem algum papel.

Para superar a resistência à insulina e evitar o acúmulo de glicose no sangue, maiores quantidades de insulina devem ser secretadas para manter normal o nível de glicose ou ligeiramente elevado.

Entretanto, quando as células beta não podem lidar com a maior demanda por insulina, o nível de glicose se eleva, desenvolvendo-se o diabetes tipo 2.
O diabetes tipo 2 ocorre mais amiúde nas pessoas com mais de 30 anos de idade que são obesas, embora sua incidência esteja aumentando nos adultos mais jovens.

Diabetes Gestacional

O diabetes gestacional é qualquer grau de intolerância à glicose com seu início durante a gravidez. A hiperglicemia desenvolve-se durante a gravidez por causa da secreção de hormônios placentários, o que provoca resistência à insulina.

Para mulheres que preenchem um ou mais dos critérios a seguir, atualmente se recomenda a triagem seletiva para o diabetes durante a gravidez entre a 24ª e a 28ª semana de gestação; 25 anos de idade ou mais; 25 anos de idade ou menos e obesa; história familiar do diabetes em parentes de primeiro grau; ou membro de um grupo étnico/racial com uma alta prevalência de diabetes.

O diabetes gestacional ocorre em até 14% das mulheres grávidas e aumenta seus riscos de distúrbios hipertensivos durante a gestação.

Colunista Portal - Educação
O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.
Sucesso! Recebemos Seu Cadastro.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER