Cuidados de enfermagem

Cuidados de enfermagem
ENFERMAGEM
Na hipotermia aquecer o paciente, aplicação de bolsas de água quente, controlar a temperatura verificando os valores constantemente, na hipertermia, retirar cobertores, aplicar compressas (regiões frontal, axilar e inguinal), usar antipiréticos cpm, controlar a T e sinais de instalação de quadro convulsivo.

Processo mental alterado

O paciente da URPA pode estar desorientado, sonolento, confuso ou delirante. A causa pode variar de efeito residual da anestesia, a dor e ansiedade. A hipoxemia deve ser descartada primeiro; permanece como causa mais comum de agitação pós-operatória.

Os pacientes que são dependentes ou abusam de substâncias químicas muitas vezes despertam em estado de agitação. A distensão vesical também pode contribuir para a agitação em um paciente sonolento, confuso. O enfermeiro da URPA deve identificar e eliminar a causa da agitação ou confusão, se possível. O paciente pode participar de pequenas conversações e ser reorientado quanto ao lugar e à pessoa. Dados pré-operatórios de base são importantes para determinar a causa. Mudanças persistentes do estado pré-operatório requerem avaliação completa e possível intervenção do médico.

Dor
A dor é uma experiência subjetiva e pode ou não ser verbalizada. Muitas vezes o profissional de saúde requer sinais objetivos de desconforto além do relato subjetivo da dor do paciente. Como resultado, acredita-se que mais de 75% dos pacientes pós-cirúrgicos são subtratados para dor. Atualmente, tem-se desenvolvido guias clínicos práticos para controle da dor aguda e entende-se que todos os pacientes devem ser avaliados quanto à gravidade da dor usando uma escala de frequência verbal ou uma escala visual análoga.

Intervenções não farmacológicas que podem ser usadas incluem posicionamento, confiança verbal, toque, aplicações de calor ou gelo, massagem, e estimulação elétrica transcutânea do nervo (EETN). Se o paciente foi ensinado no pré-operatório, outras técnicas que podem ser usadas são o relaxamento, imagem auto sugestiva, distração com música e biofeedback.

Evidências têm indicado que a analgesia precoce reduz os problemas pós-operatórios. Drogas antiinflamatórias não-esteroidais (AINES) e opiáceos são os analgésicos de escolha. Uma dose intramuscular de 30 mg de cetorolac é equivalente a 100 mg de meperidina. AINES e opiáceos são usados geralmente em combinação na URPA. O paciente pode receber uma dose de cetorolac na sala de cirurgia ou imediatamente após a chegada na URP A. A dor é então tratada com um opiáceo por via intravenosa, como a morfina, a meperidina e o fentanil.

A analgesia controlada pelo paciente (ACP) permite que este controle a administração analgésica. Dosagem, tempo entre as doses e a dosagem máxima que pode ser administrada são prescritos pelo médico. A ACP pode ser iniciada na URPA ou imediatamente na chegada à sala do paciente. Outros métodos de alívio da dor no pós-operatório incluem a colocação de opiáceo espinhal e epidural e a colocação direcionada de anestésico local pelo cirurgião.
Cuidados de enfermagem: avaliar o grau de dor de cada paciente, afastando causas extra cirúrgicas, tranquilizar o paciente, orientando-o. Administrar analgésico conforme prescrição médica, anotar tipo, local e intensidade da dor.

Náusea e Vômito
Náusea e vômito são problemas pós-operatórios que afetam um grande número de pacientes na URPA. O controle da náusea e do vômito atualmente começa no pré-operatório e continua em todo o período intra-operatório. A terapia preventiva tem sido efetiva na redução da incidência. Não há um único método de prevenção ou tratamento de náusea e vômito.

Muitos fatores causais estão relacionados com a anestesia e cirurgia. O enfermeiro da URPA deve proteger as vias aéreas do paciente inconsciente ou semiconsciente para prevenir a possibilidade de aspiração de conteúdo gástrico. Fatores precipitantes devem ser eliminados, como evitar conversações que poderiam suscitar náusea e vômito, prevenir o movimento rápido e elevar a cabeça do paciente.

Terapia antiemética é planejada para reduzir os sintomas gastrointestinais (GI) sem supersedar o paciente. Uma droga usada frequentemente, especialmente nos serviços de cirurgia ambulatorial, é o droperidol. Outras drogas usadas comumente são metoclopramida (Reglan, Plasil), proclorperazina (Compazine) e prometazina (Fenergan). O agente antiemético odansetron (Zofran) foi aprovado recentemente para a prevenção da náusea e do vômito pós-operatório. Esta droga tomou-se popular devido a sua ausência de efeitos colaterais como a sedação, hipotensão e tremores. Outras medicações úteis incluem dimenidrinato (Dramamine), hidroxizina (Vistaril, Atarax) e escopolamina (Transderm-Scop).

Cuidados de enfermagem: posicionar em decúbito lateral, aspirar se necessário, aspirar por SNG se intenso, higienização oral após episódios, pesquisar a natureza do episódio, anotar características, quantidades, cor, odor, etc. Oferecer gelo para chupar. Um equipamento de aspiração deve ser mantido à beira do leito do paciente até não mais haver risco de aspiração. O enfermeiro observa atentamente se o paciente mostra dificuldade de deglutir ou eliminar secreções orais. Exceto quando houver contraindicação, o enfermeiro coloca o paciente em decúbito lateral até ele conseguir deglutir secreções orais.

Soluços

São espasmos diafragmáticos intermitentes, provocados pela irritação do nervo frênico causados por estímulo do nervo por distensão gástrica ou abdominal, peritonite, abscesso diafragmático, pleurisia e tumores torácicos. Ou ainda, por estímulo no centro do nervo (situado na medula espinhal), por uremia e toxemia, ou então por estímulos reflexos decorrentes do tubo de drenagem, exposição ao frio, ingestão de líquidos muito frios ou quentes, obstrução intestinal. No PO, normalmente cessa espontaneamente, mas podem persistir causando complicações como deiscência, vômitos, irritação, etc.

Cuidados de enfermagem: eliminar as causas aquecendo o paciente, mudando decúbito, aspirando conteúdo gástrico, estimulando deambulação, fazer o paciente respirar num saco de papel (aumentando o CO2) reduzindo a irritação nervosa, administrar medicamentos prescritos como o dióxido de carbono e em casos mais graves Amplictil®). Auxiliar na infiltração de anestésico local ou preparo do paciente para esmagamento cirúrgico do nervo (último recurso)

Sede

É a sensação de ressecamento da boca e faringe por ação inibidora de secreções da Atropina, perdas sanguíneas, de líquidos (sudorese excessiva, evaporação da cavidade, etc), hipertermia.
Cuidados de enfermagem: observar os sinais de desidratação pelo turgor da pele, diurese, alterações de PA, sonolência. Verificar o jejum para hidratar EV, umidificar a boca e realizar higiene oral.

Choque
É um quadro grave caracterizado pela oxigenação celular inadequada e pela incapacidade de excretar os produtos do metabolismo, o prognóstico dependerá da rapidez do atendimento. Pode ser classificado em: hipovolêmico, cardiogênico, neurogênico, séptico, anafilático, pirogênico. A sintomatologia é clássica, pulso taquicárdico e filiforme, hipotensão arterial, dispneia, cianose das extremidades, palidez, sudorese fria, hipotermia, agitação, oligúria ou anúria.

Cuidados de enfermagem: variam de acordo com o tipo, mas basicamente visa avisar o médico imediatamente, controle SSVV, controle de PVC, controle de hemorragias, instalar soroterapia, avaliação neurológica, colher amostra de sangue para tipagem, manter o paciente calmo em DD e MMII elevados, aquecendo moderadamente. Administrar medicamentos cpm, sangue e hemoderivados prescritos, controlar volume, uso de SVD (anúria), preparar material de emergência.

Complicações Pulmonares

São os mais comuns e frequentes problemas de PO, sendo as principais complicações as atelectasias, broncopneumonias (Bcp), e embolia pulmonar (principalmente em POM). Todos apresentando como sintomas básicos a hipertermia, alterações de pulso e respiração, dor torácica, dispneia e tosse, tendo como fatores de risco: o tipo de cirurgia (tamanho, localização e duração), repouso prolongado no leito, idade, condições físicas (obesos, desidratados, fumantes) e aspiração de secreções de VAS como o vômito, etc.

Cuidados de enfermagem: estimular a movimentação e deambulação, incentivo dos exercícios respiratórios, estímulo de tosse, tapotagem, aspiração VA, manter material de oxigenoterapia pronto (máscaras, cânulas, cateteres, material de intubação endotraqueal, traqueostomia, etc), manter nebulização contínua, manter hidratação adequada, verificar SSVV e evitar infusão EV em MMII.

Complicações Urinárias

A mais comum em POI é a retenção urinária, que é caracterizada pela incapacidade de urinar, apesar da vontade, causada por espasmos do esfíncter urinário, cistite aguda, hipertrofia prostática, estenose uretral, perfuração uretral, cálculo uretral, paralisia dos nervos da bexiga ou compressão.

Cuidados de enfermagem: observar a quantidade e frequência urinária, observar queixas álgicas do paciente, a visualização do bexigoma, estimular a diurese com aberturas de torneiras e chuveiro, usar compressas mornas na região suprapúbica (se não houver contraindicação), utilizar SVA se necessário, banhos de assento com água morna.


Hemorragia

É a perda de sangue anormal, cuja consequência par o paciente vai depender da quantidade de sangue perdido e do estado geral no momento. Pode ser venosa ou arterial, primária ou secundária, interna ou externa. Suas causas principais são: defeitos de hemostasia, distúrbios de coagulação e tensão no local da incisão.

Cuidados de enfermagem: identificar precocemente os sinais de hemorragia, principalmente a interna, manter o paciente em repouso, fazer curativo compressivo, comprimir artérias próximas ao local de sangramento, controlar SSVV, posicionar o paciente em DD e MMII elevados (exceto em hemorragias cranianas ou torácicas).

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