Cuidados de Enfermagem: Criança com Desidratação

Cuidados de Enfermagem: Criança com Desidratação
ENFERMAGEM
Uma importante responsabilidade consiste na observação de quaisquer sinais de desidratação. As condições nas quais podem surgir alterações com surpreendente rapidez em crianças de pouca idade incluem diarreia, vômitos, sudorese, febre, distúrbios como diabetes, doença renal e anomalias cardíacas, administração de certos fármacos, como agentes diuréticos e esteroides; e traumatismo, como cirurgia de grande porte, queimaduras e outras lesões extensas.

A avaliação de enfermagem diante da suspeita ou possibilidade de perda de líquido começa com a observação do aspecto geral do paciente e, a seguir, com observações específicas.

Controle de Ingestão e Excreta

As medidas precisas da ingestão e excreta de líquidos são de suma importância para avaliação parenteral e perdas por meio de urina, fezes, vômitos, fístulas, aspiração nasogástrica, suor e drenagem de feridas. A avaliação da excreta deve ser realizada por meio de:

- Urina: avaliar frequência, volume, coloração e densidade urinária (DU).
- Fezes: avaliar frequência, volume e consistência das evacuações.
- Vômitos: avaliar volume, frequência e tipo de vômito.
- Sudorese: só pode ser estimada por meio da frequência de troca de roupas e lençóis.

Importante
Na criança especialmente considera-se 1 g de fralda úmida = 1 ml de urina. Outras observações, além da ingestão e eliminação de líquidos, ajudam a avaliar a desidratação, como:
- Sinais vitais: temperatura (normal, elevada ou baixa, dependendo do grau de desidratação), pulso (taquicardia), respiração (taquipineia) e pressão arterial (hipotensão).
- Pele: avaliar coloração, temperatura, turgor, presença ou ausência de edema e enchimento capilar.
- Mucosas: avaliar umidade, coloração, presença e consistência das secreções.
- Peso corporal: diminuído em relação ao grau de desidratação.
- Fontanela (lactentes): deprimida, mole, normal.
- Alterações sensoriais: presença de sede.
DISTÚRBIOS DA MOTILIDADE
Dentre os distúrbios de motilidade, aquele de maior frequência que acomete as crianças é a diarreia. A diarreia pode ser aguda ou crônica, inflamatória ou não inflamatória; as consequências fisiológicas variam consideravelmente em relação a sua intensidade, duração, sintomas associados, idade da criança e seu estado nutricional antes do início da diarreia.
 
Diarreia Aguda
Caracteriza-se por um aumento perceptível ou súbito no número de evacuações, uma alteração na consistência das fezes, com o aumento de conteúdo de líquido, e tendência das fezes adquirirem uma cor esverdeada, contendo muco ou sangue.

Etiologia

Os fatores que predispõem uma criança à diarreia e suas consequências fisiológicas incluem:
- Quanto mais nova a criança, maior a suscetibilidade a diarreia e maior a sua intensidade;
- Crianças desnutridas ou debilitadas por doenças são mais suscetíveis à diarreia, da mesma forma que as crianças com deficiência imune;
- A falta de água potável e a compreensão insuficiente de higiene contribuem para contaminação, da mesma forma que as aglomerações e condições sanitárias precárias com recursos inadequados para o preparo e a refrigeração dos alimentos.

Causas Específicas
Diarreia Aguda: súbita alteração na frequência das evacuações e a consistência das fezes é frequentemente causada por processo inflamatório de origem infecciosa, reação tóxica à ingestão de origem infecciosa, reação tóxica à ingestão de venenos, exageros dietéticos ou infecções fora do trato GI (por exemplo: doenças contagiosas, infecções respiratórias ou urinarias, tensão emocional).

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