Arritmias Ventriculares

Arritmias Ventriculares
ENFERMAGEM
Parassístole ventricular (PV)

Batimento originado no ventrículo em foco que compete com o ritmo fisiológico do coração - marca-passo paralelo que possui bloqueio de entrada e de saída. É visível eletrocardiograficamente apresentando frequência própria, batimentos de fusão e períodos de acoplamento variáveis.

Ritmo idioventricular de escape (RIV)

Ritmo originado no ventrículo (QRS alargado), tendo FC inferior a 40 bpm, ocorrendo em substituição a ritmos anatomicamente mais altos que foram inibidos temporariamente.

Batimento(s) de escape ventricular (es) (BEV)

Batimento(s) de origem ventricular (es), tardio(s) por ser (em) de suplência, que surgem em consequência da inibição temporária de ritmos anatomicamente mais altos.

Ritmo idioventricular acelerado (RIVA)

Ritmo originado no ventrículo (QRS alargado), tendo FC superior a 40 bpm, em consequência de automatismo aumentado e que compete com o ritmo basal do coração. Não é ritmo de suplência, é autolimitado e costuma estar relacionado à isquemia miocárdica.

Extrassístole(s) ventricular (es) (EV)

Batimento originado no ventrículo, precocemente, com pausa pós-extrassistólica quando recicla o intervalo RR. Quando não ocorrer modificação no intervalo RR é chamada de interpolada. Quando possuidoras da mesma forma eletrocardiográfica devem ser denominadas de monomórficas e quando tiverem formas diversas de polimórficas. De acordo com sua frequência podem ser classificadas em isoladas, pareadas, em salva, bigeminadas, trigeminadas, quadrigeminadas, etc. Deve ser abreviada com a sigla: EV e no plural EEVV.

Batimento(s) de fusão (BF)

Batimento originado no ventrículo, tardio, que se funde com o batimento do ritmo fisiológico do coração. Eletrocardiograficamente possui onda P seguida de QRS alargado, que é a soma elétrica do batimento supraventricular com a extrassístole ventricular.

Captura de batimento(s) supraventricular (es) durante ritmo ventricular

Batimento(s) originado no átrio que consegue(m) ultrapassar bloqueio de condução (anatômico ou funcional) existente na junção AV e despolarizar o ventrículo.

Taquicardia ventricular sustentada monomórficas (TVSM)

Ritmo ventricular com morfologia uniforme, frequência superior a 100 bpm e duração maior de 30 segundos.

Taquicardia ventricular sustentada polimórfica (TVSP)

Ritmo ventricular com QRS de morfologia variável, frequência superior a 100 bpm e duração superior a 30 segundos.

Taquicardia ventricular não sustentada (TVNS)

Ritmo ventricular repetitivo, com três ou mais batimentos consecutivos, autolimitado, com duração inferior a 30 segundos e FC superior a 100 bpm.

Taquicardia ventricular tipo Torsades de Pointes (TdP)

Taquicardia com QRS largo, polimórfica, autolimitada, com QRS "girando" em torno da linha de base. Geralmente é precedida por ciclos: longo-curto-longo-curto (batimento sinusal-extrassístole-batimento sinusal-extrassístole) e QT longo, que pode ser congênito ou secundário a fármacos.

Fibrilação ventricular (FV)

Eletrocardiograficamente se caracteriza por ondas bizarras, caóticas de amplitude e frequência variáveis. Esse ritmo pode ser precedido de taquicardia ventricular ou torsades de pointes, que degeneraram em fibrilação ventricular. Clinicamente corresponde à parada cardiorrespiratória.

Colunista Portal - Educação
O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.
Sucesso! Recebemos Seu Cadastro.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER