Os Tipos de Avaliação

Os Tipos de Avaliação
PEDAGOGIA
Empregamos o termo no sentido de forma de organização. Poderíamos também falar de tipos ou espécies de avaliação. Mas nos parecem os últimos termos de uso mais válido quando desejamos tentar uma classificação de todas as formas de avaliação que possam ser até o momento conhecidas.

Este, porém, não é nosso propósito. Pretendemos somente explicar o que alguns autores indicaram como avaliação diagnóstica, formativa, e somativa. Observaremos cada uma dessas modalidades, no entanto atentemos para o fato de que essas denominações foram estabelecidas com referencia à função que assumem.

A avaliação diagnóstica:
Como todas as formas de avaliação, dizem os autores, a avaliação diagnóstica envolve a descrição, a classificação e a determinação do valor de algum aspecto do comportamento do aluno. Contudo, propósitos particulares a tornam distinta das outras formas.

A avaliação diagnóstica está relacionada a uma metodologia do diagnóstico. Teríamos então que considerar as formas em que um diagnóstico pode ser realizado.

Uma forma de diagnosticar é determinar o grau em que um aluno domina os objetivos previstos para iniciar uma unidade de ensino, uma disciplina ou um curso. Outra forma é verificar se existem alunos que já possuem o conhecimento e as habilidades previstos a fim de orientá-los a outras oportunidades, novas aprendizagens.

Não teria sentido, por exemplo, uma vez diagnosticado que a criança já sabe ler e escrever, a nível de exigência da 1ª série, mantê-la nesta série, obrigando-a a repetir o que já aprendeu.

Outra forma de diagnóstico é constatar interesses, possibilidades, necessidades, etc., para individualizar o ensino numa mesma classe, ou localizar o aluno noutra classe mais ajustada a seus interesses, possibilidades, etc.

Outra forma de diagnosticar é, ainda, constatar insuficiências, problemas específicos de aprendizagem. Requer essa espécie de diagnóstico muitas habilidades por parte do professor e uma instrumentação bastante refinada.

Eis um exemplo: Maria, uma aluna da 1ª série do ensino inicial, apresenta muita dificuldade em interpretar textos (problema de leitura).

O professor observa o comportamento de Maria e levanta a hipótese de que esta dificuldade se deva mais a insuficiência de vocabulário do que a outras causas.

Então o professor verifica, por meios diversos, qual o nível de domínio do vocabulário da aluna (inclusive da área específica do conhecimento, no caso, "Comunicação e Expressão"), suas experiências anteriores de leitura (cabedal de leitura, ou que livros já leu), seus interesses (qual o tipo preferido de leitura), etc.

Se a hipótese do professor se confirma pela constatação de que Maria tem realmente um vocabulário reduzido (poucos termos é capaz de utilizar e conceituar) por falta de leitura, realizou este professor um diagnóstico do problema que a aluna apresenta.


A avaliação informativa:
A avaliação formativa busca basicamente identificar insuficiências principais em aprendizagens iniciais, necessárias à realização de outras aprendizagens. Providencia elementos para, de maneira direta, orientar a organização do ensino-aprendizagem em etapas posteriores de aprendizagem corretiva ou terapêutica.

Neste sentido, deve ocorrer frequentemente durante o ensino.

É essa modalidade de avaliação uma parte integrante do processo ensino-aprendizagem e, quando bem realizada, assegura que a maioria dos alunos alcance o objetivo desejado.

Constitui uma analogia para a avaliação formativa, em termos muito gerais, a historieta assim resumida: Um pequeno grupo de fazendeiros vizinhos, nas tardes de domingo, costumava sair pelos campos, a passeio, observando o panorama de seus domínios...

Constatavam eles o crescimento das plantações, o que haviam feito e o que estava ainda por fazer... Trocavam ideias, dialogavam e se interrogavam, traçando planos para o futuro e antevendo o que deveriam já realizar na segunda-feira. Isso para que seus planos chegassem a ser bem sucedidos.

Como esses fazendeiros, professores e alunos, com auxílio da avaliação formativa, podem assegurar o alcance de seus objetivos, desde que vislumbrem com clareza onde desejam chegar e o modo como fazê-lo. Impede essa forma de avaliar, os efeitos indesejáveis que, em geral, são fáceis de ocorrer em consequência de julgamentos subjetivos, na área educacional:

- o sentimento de fracasso escolar (tanto por parte do professor como, principalmente, de alunos);

- maior motivação para "passar", "tirar uma nota boa" do que realmente para aprender, por parte de alunos;

- a perda de autoestima e autoconfiança que muitos alunos (julgados "insuficientes") carregam penosamente, ao longo de toda uma vida escolar.

Para que se processe a avaliação formativa é principalmente necessário:

- selecionar objetivos e conteúdos e distribuí-los em pequenas unidades de ensino;

- formular esses objetivos, com vistas à avaliação, em termos de comportamento observável;

- tomar como referência (para a formulação de objetivos e construção de questões) um quadro ou esquema teórico (como a "Taxionomia de Objetivos Educacionais" ou outros esquemas de referência, inclusive um elaborado pelo professor), que facilite a identificação precisa de áreas de dificuldades ou insuficiências;

- valerem-se o professor e o aluno de feedback frequente, isto é, utilizarem a informação para corrigir erros, insuficiências, ou para reforçar comportamentos bem sucedidos. Por exemplo, se após uma tarefa importante, relativa ao domínio de certos conhecimentos e habilidades pré-requisitos, for constatado que o(s) aluno(s) ainda não alcança(m) os objetivos correspondentes, é necessário que o(s) aluno(s) receba(m) imediatamente essa informação e o professor Ihe (s) propicie outros meios para o alcance dos objetivos.

Antes de prosseguir para uma etapa subsequente de ensino-aprendizagem, os objetivos em questão, de uma ou de outra forma, devem ter seu alcance assegurado;

- selecionar alternativas corretivas (terapêuticas) de ensino-aprendizagem. Alternativas terapêuticas são procedimentos variados de ensino que se destinam a sanar de modo específico à insuficiência constatada.

Por exemplo, se um aluno (ou mais alunos) não aprendeu a solucionar uma equação de primeiro grau, com a explicação do professor, embora atendendo este a organização lógica e sequencial do conteúdo, outros procedimentos de ensino-aprendizagem podem ser utilizados, como um estudo dirigido (que propicie a revisão de pré-requisitos), ou auxílio de um colega que já desenvolveu essa habilidade, ou até mesmo uma nova explicação do professor, em que variem seu modo de ensinar, recursos utilizados, etc.

A Avaliação Somativa:
Também chamada de classificatória ou tradicional.

Costumam alguns especialistas em avaliação ilustrar essa modalidade com um episódio bíblico (No tempo dos juízes; 12 - Antigo Testamento). Narra essa passagem que os homens de Efraim entraram em luta com os homens de Galaard que saíram vencedores.

No entanto, alguns dos vencidos conseguiram escapar e ocupar vaus do Jordão. Os efrateus deveriam, para retomar às suas terras, passar pelos vaus ocupados. Quando pediam passagem, eram solicitados a pronunciar a palavra shibholet (espiga), mas, por força de sua própria linguagem, só conseguiam pronunciar siboleith. Eram então simplesmente decapitados. Morreram desse modo 42.000 efrateus.

Dizem os mencionados especialistas que possivelmente aí se encontre o primeiro exemplo de exame final, representativo da avaliação somativa ou classificatória.

A avaliação somativa é um processo de descrição e julgamento para classificar os alunos ao final de uma unidade, semestre ou curso, segundo níveis de aproveitamento, expressos em graus (notas) ou conceitos.

Dirige-se, pois, para uma verificação geral do grau em que os resultados mais amplos foram obtidos.

Basicamente, no entanto, abrange comparação de resultados. Requer a definição de objetivos (o que usualmente é realizado mais em termos de conteúdos) e procedimentos de medida, como provas de dissertação, testes objetivos, etc.

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