Os Riscos da Exposição Excessiva ao Sol

Os Riscos da Exposição Excessiva ao Sol
COTIDIANO
A exposição ao sol é cumulativa; a cada vez que a pele é exposta ao sol, os danos causados se acumularão durante toda a vida do indivíduo, ou seja, danos causados na adolescência se manifestarão com o envelhecimento, predispondo a riscos como o câncer de pele.

Na época em que a pele clara era considerada ideal e desejável, ainda não se conheciam os riscos da exposição ao sol, mas a partir do momento em que o estilo de vida foi modificando, surgiu também a preocupação com o câncer de pele e sua associação ao sol.

Os primeiros protetores solares só surgiram nos anos 70 e desde então há uma crescente evolução, mas mesmo assim estima-se que apenas 22% da população brasileira use filtro solar.

Muitos dos danos causados pelo sol ocorrem nas primeiras décadas de vida, época onde mais se expõe ao sol, e com o envelhecimento, esses danos aparecem em áreas expostas cronicamente. Podem surgir manchas escuras, agravamento dos cloasmas e melasmas, danos ao DNA celular, a pele tornar-se espessa, as rugas se tornarem mais profundas e os riscos de aparecimento de carcinomas e melanomas.

Pesquisas mostram que a infância é uma fase particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do sol, pois as crianças se expõem anualmente ao sol três vezes mais que os adultos. No Brasil, o câncer mais freqüente é o de pele, que segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) corresponde a cerca de 25% de todos os tumores diagnosticados em todas as regiões geográficas, e a radiação ultra-violeta proveniente do sol é o seu maior agente etiológico. Isto deve-se ao fato de que mais

de 50% da população brasileira possui pele clara e se expõe muito ao sol, seja por trabalho, seja por lazer, e o país situar-se geograficamente numa zona de alta incidência de raios UV.

Além disso, ocorre dano ao tecido conjuntivo da derme e as fibras elásticas ficam mais espessas, emaranhadas e se degeneram, fazendo com que a pele perca sua elasticidade e firmeza. A ação do sol na pele também pode degradar o colágeno e, juntamente com a perda das fibras elásticas, resultar em uma pele de aparência amarelada e ressecada.

A exposição aos raios UV também diminui a concentração de antioxidantes, que são substâncias que combatem os radicais livres, alterar a microcirculação da pele e levar a uma perda de água transepidermal maior.

O sol é ainda responsável por agravar certas doenças ou por causar danos esporádicos como as queimaduras solares, insolação, herpes labial e o lúpus eritematoso.

Portanto, para a prevenção não só do câncer de pele como também das outras lesões provocadas pelos raios UV, é necessário evitar a exposição ao sol sem proteção. O uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre, bem como a exposição em horários em que os raios ultravioletas são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas, são imprescindíveis para se evitar qualquer problema futuro.

É necessário ainda ter cuidado em regiões de grandes altitudes. A cada 300 metros de altitude, a intensidade da queimadura produzida na pele pela luz ultravioleta aumenta em 4%. A neve, a areia branca e as superfícies brancas são refletoras dos raios solares. Assim, nessas condições, os cuidados devem ser redobrados.

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