Microbiota de Oceanos

Microbiota de Oceanos
BIOLOGIA

Os microrganismos são encontrados em todas as profundidades do mar, sendo uma das possíveis explicações para esse fato de os oceanos terem um ambiente mais aberto aos raios solares, o que faz que os agentes não tenham muitas flutuações ambientais.

O plâncton marinho é constituído por uma enorme população de fitoplâncton de cianobactérias e algas (diatomáceas, dinoflagelados, cocolitóforos e clamidomônadas), que correspondem a 50 bilhões de metros cúbicos. As bactérias e algas sob algumas condições ambientais podem crescer na costa, alterando a coloração da água pelas algas.

As bactérias marinhas são gram negativas, pois são mais adaptadas ao ambiente aquático que as gram positivas, podendo se proteger de toxinas no meio e se ligar a nutrientes na água. Segundo Pelczar (1996), as bactérias marinhas mais comuns são dos gêneros Vibrio, Acinetobacter, Pseudomonas, Flavobacterium e Alteromonas, mas àquelas superficiais possuem características que as diferenciam de outros microrganismos, pois algumas são pigmentadas para se protegerem das radiações solares.

Além das bactérias, alguns fungos e protozoários são encontrados no oceano, principalmente na zona fótica, onde há bastante luminosidade. Nessa zona são descobertos esporos de fungos, principalmente dos grupos Deuteromicetes, Ficomicetes, Mixomicetes e protozoários, foraminíferos e radiolária, além de outras espécies flageladas e ciliadas.

Esses organismos durante o dia migram para o fundo do oceano, evitando a zona fótica, mas durante a noite migram para a superfície para se alimentarem do fitoplâncton. No fundo dos oceanos o sedimento é um local rico em microrganismos, pois além de conferir atividade anaeróbia pode ser um abrigo para muitos organismos como bactérias e protozoários.

Essa população bêntica encontra-se na interface lama-água. Muitas algas possuem estrutura celular na forma de sílica ou cálcio, que funciona como uma proteção do microrganismo. Essas células ao morrerem acumulam este material insolúvel no fundo.

As Diatomáceas, as Radiolárias e Silicoflagelados produzem esqueleto com sílica, enquanto os foraminíferos e os cocolitóforos produzem esqueleto de cálcio. Outros depósitos de materiais geológicos marítimos estão relacionados à ação de microrganismos, principalmente as cianobactérias, que precipitam carbonato de cálcio formando o calcário, outros microrganismos convertem ferro e manganês em enxofre e na formação do petróleo a partir de depósitos orgânicos acumulados e fósseis.

Outro fato interessante com relação a microrganismos é bioluminescência. Muitas bactérias marítimas são luminescentes e algumas se associam simbioticamente com peixes da zona bêntica. Essa associação é muito benéfica para esses animais, pois o brilho da bactéria auxilia na atração de presas para o peixe.

O brilho destas bactérias se deve principalmente a uma enzima denominada lucitransferase, que emite energia dos elétrons na forma de um fóton de luz. No mar aberto, principalmente na zona fótica, há maior predomínio das bactérias do grupo Bacteria e no fundo é predominante o grupo Archaea. A presença destes grupos está relacionada a fatores como o tipo de nutrição, oxigênio e luminosidade.

Os oceanos possuem a maior quantidade de biomassa microbiana da superfície da Terra. A produção de plâncton é considerada um fator de produtividade marinha, pois muitos animais aquáticos se alimentam do plâncton, como baleias, lulas peixes, etc.

Nos oceanos, a população microbiana também é afetada pela movimentação da correnteza. Há certos fenômenos naturais, como a ressurgência, onde a água do fundo sobe para a zona mais rasa, como resultado de correntes afastadas.

Na ressurgência os microrganismos e nutrientes do fundo vão para a superfície, modificando a composição microbiana do local. Existem outros eventos marítimos que alteram a composição microbiana, um deles são os turbilhões, que são correntes espiraladas que modificam e carreiam microrganismos e matéria orgânica.

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