Métodos de tiras reagentes para glicose

Métodos de tiras reagentes para glicose
MEDICINA

Outro teste para glicose consiste num rápido método quantitativo que utiliza tiras de papel distribuídas por vários fabricantes. Parte da tira é impregnada com glicose-oxidade, uma enzima específica da glicose, e com um reagente de cor. Coloca-se uma gota de sangue total, de plasma ou soro sobre a área do reagente e compara-se a cor que aparece com uma tabela de cores de referência.

Existem pequenos medidores eletrônicos de leitura para várias das tiras de papel comercializadas. Em geral, foi constatado que estes medidores resultam em melhora significativa da precisão. As avaliações dos vários métodos de tiras de papel fornecem um consenso segundo o qual, com a experiência do uso de um medidor de leitura, os experimentos que utilizam material de controle de qualidade ou soluções de glicose geralmente estão de acordo com os métodos laboratoriais padrões dentro de aproximadamente 5% para mais ou para menos.

Ao utilizar amostras de sangue capilar obtido de punção digital, os níveis situados entre 40 e 130 mg/dL geralmente estão de acordo dentro de aproximadamente 15% para mais ou para menos com os valores obtidos através dos métodos laboratoriais padrões. As pessoas pouco familiarizadas com a técnica podem obter resultados mais erráticos.

Estes métodos com tira de papel reagente têm sido utilizados com sangue venoso total ou com sangue obtido de punção digital como maneira rápida de se fazer o diagnóstico da hipoglicemia e da hiperglicemia em pacientes comatosos ou gravemente enfermos, bem como para orientar o auto ajustamento da dose de insulina apelo paciente em casa, o que é bem mais comum hoje em dia.

Alguns cuidados incluem possíveis diferenças entre os valores obtidos com sangue capilar (punção digital) e sangue venoso, citadas anteriormente, e os efeitos do hematócrito sobre os resultados, uma vez que o sangue com baixo hematócrito (menor que 35 %) produz resultados mais elevados (de cerca de 10 a 15 %), enquanto o sangue com hematócrito alto (maior que 55 %) produz resultados mais baixos. Isto cria um problema especial com o recém-nascido que normalmente apresenta um alto valor de hematócrito em comparação com o do adulto.

Além disso, o controle de qualidade ou a avaliação dos diferentes produtos do fabricante ao utilizar soluções de glicose podem não prever de modo acurado os resultados quando se utilizam amostras de sangue do paciente.

Presença de níveis séricos muito elevados de ácido ascórbico (vitamina C) ou a ocorrência de lipemia visível podem interferir nos resultados. Os pacientes com hiperglicemia hiperosmolar, com ou sem cetose, podem apresentar resultados com tiras de papel reagentes inferiores aos valores verdadeiros. As amostras de sangue capilar de áreas cianóticas ou de pacientes em estado de choque podem produzir resultados falsamente baixos, já que pouco sangue há nesses locais.

Em um estudo de pacientes em estado de choque, 64% dos casos cujas amostras foram obtidas de punção digital apresentaram níveis de mais de 20% abaixo daqueles observados com sangue venoso, e 32% apresentaram viveis de mais de 50% a menos dos resultados obtidos com sangue venoso.

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