Equipes e Grupos de Trabalho

Equipes e Grupos de Trabalho
PSICOLOGIA
Dentro os fatores que contemplam as organizações de trabalho estão ainda presentes os aspectos que envolvem as equipes e grupos de trabalho, é por meio das equipes que os colaboradores trabalham para atingir os objetivos propostos para a execução do trabalho e alcance de metas e resultados.


Albuquerque (2004) fez um estudo que mostra que todos nós nos diversos papéis que desempenhamos na vida, fazemos parte de diferentes grupos. Para ele um grupo é um conjunto entre duas ou mais pessoas, que para alcançar objetivos, necessita de algum tipo de interação, durante um intervalo de tempo considerado longo. Levando em consideração o funcionamento dos grupos o autor entende que as equipes de trabalho referem-se a um determinado tipo de grupo.


Sendo assim um grupo passa a constituir-se numa equipe de trabalho, Nos grupos, a realização das tarefas depende de maneira fundamental do esforço individual, já nas equipes a realização do trabalho depende tanto do esforço individual como do esforço coletivo de todos os seus membros. Nos grupos cada um se responsabiliza pelos resultados de maneira individual e nas equipes, a responsabilidade pelo resultado final é compartilhado por todos (ALBUQUERQUE, 2004).


Para Moscovici (2003) não é fácil estabelecer parâmetros bem definidos na diferença entre grupos e equipes, pois a equipe é um grupo com funcionamento qualificado. Pode-se considerar equipe um grupo que entende seus objetivos e está disposto a alcançá-los, de forma compartilhada, sendo a comunicação entre os membros verdadeira e opiniões divergentes são estimuladas. Existe alto grau de confiança e os seus integrantes não tem medo de assumirem riscos e, como as habilidades dos membros complementam umas as outras possibilitam alcançar resultados. Os objetivos compartilhados determinam seu propósito e direção. O respeito, mente aberta e cooperação permitem a equipe investimentos constantes no próprio crescimento.


A autora enfatiza que um grupo torna-se equipe quando passa a prestar atenção em sua própria forma de operar procurando resolver sempre que necessário os problemas que afetam o desenvolvimento e o sucesso da equipe na execução dos trabalhos. Um grupo que se desenvolve como equipe incorpora à sua dinâmica as habilidades de diagnose e de resolução de problemas (MOSCOVICI, 2003).


Segundo Chiavenato (1998) as equipes de trabalho operam de modo participativo na tomada de decisões. Um aspecto fundamental é a habilidade multifuncional. Cada integrante do grupo tem várias habilidades para desempenhar diferentes tarefas e são responsáveis por atingir resultados e metas. Têm autonomia para decidir sobre a distribuição das tarefas entre si, a programação do trabalho, treinam uns aos outros, avaliam a contribuição de cada um e são responsáveis pela qualidade do trabalho em grupo e pela sua melhoria permanente.

O autor afirma ainda que os principais atributos para as equipes de alto desempenho são designados por: a participação, onde todos os integrantes estão comprometidos com o empowerment e autoajuda; a responsabilidade, onde todos se sentem responsáveis pelo resultado no desempenho das tarefas; a clareza de que todos compreendem os objetivos da equipe; interação, todos se comunicam de forma aberta e confiável; flexibilidade, todos desejam sempre mudar e melhorar o desempenho; focalização, onde todos os integrantes se dedicam a atingir a expectativa do trabalho; criatividade, as novas ideias e talentos são valorizados de modo a beneficiar a equipe; e rapidez fazendo com que os membros da equipe atuem prontamente sobre os problemas e oportunidades.


A procura pelos procedimentos que prometem a eficácia das equipes tende a ficar incrementados de acordo com o aumento na divulgação de relatos de equipes bem-sucedidas. Sendo assim nos relatos de sucesso devem ser cuidadosamente avaliados as evidências concretas do êxito atingido, a partir da implementação dos procedimentos, assim como as diferenças, entre a empresa em que ocorreu a experiência bem-sucedida e a empresa em que se está pretendendo implantá-lo (ALBUQUERQUE, 2004).



De acordo com Spector (2002, p. 314): Existe uma crença que diz que o desempenho do grupo é superior ao individual em muitas tarefas. Esta crença esta baseada na noção de que algo surge da interação entre as pessoas, possibilitando que o grupo seja melhor do que a soma de seus membros. (Spector, 2002, p. 314).



Sendo assim podemos dizer que as pessoas inspiram umas às outras a serem melhores do que seriam se estivessem trabalhando individualmente.


Uma equipe funcionar bem e de maneira eficaz, é preciso que haja uma definição clara de papéis para os seus membros. Os papéis denominados formais são determinados pela organização e são parte de uma descrição formal do trabalho, podendo haver até mesmo documentos ou descrições na empresa como meio comprobatório para esta definição (SPECTOR, 2002).


Com o passar do tempo e o desenvolvimento dos trabalhos os papéis informais passam a surgir a partir da interação dos membros do grupo, ou seja, os grupos criam estes papéis informais que podem exceder os formais. Outro fator importante que precisa ser lembrado é que a partir dos papéis determinados a cada um da equipe é necessário que haja uma coesão do grupo, pois ela é a força que atrai os seus membros e os mantém unidos e, para que ele seja coeso a maior parte dos integrantes deve estar fortemente motivada para se manter nele (SPECTOR, 2002).


Quando se faz referência à coesão do grupo é preciso entender que uma série de fatores estimula esta coesão. Entre as mais importantes estão: atitudes, valores ou interesses pessoais compartilhados, que tendem a sentir a atração recíproca; acordo quanto ás metas da equipe; interação frequente e avaliação favorável. Estes fatores são de suma importância para que o grupo se mantenha coeso na realização do trabalho (WAGNER, 2003).


Para Wagner (2003) as estruturas para desenvolvimento do trabalho, baseada em equipes, oferecem duas vantagens em relação às estruturas hierárquicas tradicionais. A primeira é que permitem à organização levar seus produtos ao mercado com maior rapidez. A segunda vantagem é que as estruturas baseadas em equipes eliminam as necessidades de níveis diferentes de gerenciamento, dando aos colaboradores maior autonomia nas tomadas de decisões que anteriormente eram somente de domínio dos gerentes. A autonomia produz um efeito muito positivo na motivação da mão de obra e a redução do número de gerentes diminui despesas para a organização.


A progressão das equipes para uma maior autonomia exige algum tempo de esforços persistentes, reforço motivacional, e confiança na continuidade. Contudo traz compensações significativas. A melhoria não está somente na produtividade aumentada, proporciona principalmente mudanças positivas de atitudes dos colaboradores para com a gerência, a organização e o trabalho. Porém quando uma equipe se desenvolve, mas não alcança autonomia compatível com a sua competência, é possível que venham a surgir problemas relacionados à diminuição da efetividade e de criatividade, levando ao desapontamento dos seus membros, que acabam desistindo de resolver problemas emergentes (MOSCOVICI, 2003).

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