Conservação da Audição dos Trabalhadores

Conservação da Audição dos Trabalhadores
FONOAUDIOLOGIA
No programa de conservação da audição de trabalhadores é de suma importância a avaliação de áreas onde há presença de ruído, com métodos de avaliação apropriados de análise quantitativa. Deve ser elaborado um procedimento escrito que aborde com clareza a avaliação do ruído.

Identificando-se grupos de trabalhadores que apresentam iguais características de exposição (grupos homogêneos de exposição) não precisarão ser avaliados todos os trabalhadores, as avaliações podem ser realizadas em um ou mais funcionários cuja situação corresponde à exposição típica de cada grupo considerado.

Este procedimento pode fazer referência ao PPRA da empresa, porém, existem excelentes indicativos de áreas com potencial para expor o trabalhador como:
-Mapas de Riscos
-Informações médicas
-Informações do funcionário

Para a avaliação de áreas de risco são utilizados técnicas e instrumentos de acuidade e precisão próprios para a avaliação, para que sejam realmente identificados com precisão os níveis de ruídos existentes. O bom-senso e a ética devem reger esta avaliação para que os resultados obtidos ajudem nas medidas de estratégias para a saúde do trabalhador. Os dados de medição de ruído obtidos são necessários para determinar o grau de exposição e para a tomada de decisões para proteger os trabalhadores expostos.

Seguem abaixo as razões para que a avaliação da exposição seja cautelosa:
-Definir áreas perigosas
-Identificar os trabalhadores expostos para o PCA (programa de conservação auditiva)
-Classificar o tipo de exposição
-Definir política de uso dos EPI's
-Avaliar fontes geradoras de ruído
-Documentar os níveis de ruído

De acordo com AIHA (American Industrial Hygiene Association), para a avaliação da exposição é necessário caracterizar o ambiente de trabalho. Devem ser identificadas as exposições potenciais para cada empregado ou grupo de empregados alocados em determinado local de trabalho, além de identificar os limites de tolerância apropriados e definir os Grupos Similares de Exposição (GSE) ou grupos Homogêneos de Exposição (GHS). Existem quatro componentes para a caracterização básica da avaliação da exposição, que são:

• Caracterizar o ambiente de trabalho
-Conhecimento do ambiente
-Descrição dos processos
-Atividades envolvidas
-Agentes existentes


• Caracterização da população exposta
-Atividades realizadas por cargo, função e subfunção
-Características da população

• Características dos agentes

-Local de trabalho, atividades e tarefas
-Efeitos à saúde
-Normas relacionadas
-Estudos dos limites de exposição aplicáveis

• Formação preliminar dos GSE ou GHE
-Trabalhadores com idênticas probabilidades de exposição
-Permite inferências estatísticas
-Informação representativa das exposições
-Observação a partir das funções e áreas de trabalho

Determinando e fechando o GSE, passa para a próxima etapa da avaliação que é realizar a classificação qualitativa da exposição. As medições devem representar as condições reais de exposição do grupo ao ruído, motivo pelo qual os períodos escolhidos (para avaliação) devem ser considerados os ciclos de trabalhos nos processos (ciclos repetitivos e/ou ciclos não regulares).

Durante a avaliação da exposição às medições não podem afetar a rotina do trabalhador, devem ser realizadas periodicamente (geralmente as avaliações são anuais), no entanto podem ser frequentemente caso haja suspeita de alterações de exposições dos trabalhadores.

No entanto, é importante manter uma previsão das avaliações, com os objetivos definidos, descrevendo claramente um acordo sobre os limites lógicos (definir o escopo). É ideal o planejamento e a coordenação ética com o pessoal responsável pela produção (funcionários e supervisores de produção), assim, conseguiremos informações necessárias e confiáveis nas avaliações do ruído, que sirvam para responder questões sobre como proteger os expostos.
A documentação tem que conter detalhes suficientes para que outra pessoa possa compreender o que foi realizado. O trabalhador tem que estar ciente de que a sua rotina de trabalho não será alterada durante a avaliação e que eles também são responsáveis pela notificação (aos coordenadores do PCA, ou seu superior) de qualquer problema ou necessidades de melhorias com relação ao ruído. A comunicação dos resultados deve atingir a todos (gerência, supervisão, enfermaria, setor de fonoaudiologia, setor de segurança), um resumo completo pode ser de interesse dos membros do PCA.

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