Capacidade Funcional e Envelhecimento

Capacidade Funcional e Envelhecimento
EDUCACAO-FISICA

Capacidade funcional é a resultante da relação harmônica entre saúde física, mental, independência na vida diária, integração social, suporte familiar e independência econômica, interagindo de forma multidimensional. Qualquer desequilíbrio em um desses universos pode afetar a capacidade funcional e todas as outras dimensões relativas à vida do idoso (Ramos, 2002).

Sem dúvida, na velhice a capacidade de realizar as atividades de vida diária (AVD) sofre alterações, nota-se uma tendência à diminuição das atuações no meio em que vive, refletindo um comprometimento no comportamento (Andreotti & Okuma, 1999). A involução motora decorrente do processo de envelhecimento traz muitos prejuízos a qualidade de vida dos idosos; temos como exemplo, a velocidade de caminhada, que é inferior a indicada aos pedestres nas vias públicas e semáforos. E a necessidade se assistência para realizar pequenas tarefas do dia a dia, compromete seriamente a qualidade de vida no envelhecimento. Felizmente, evidências indicam que um estilo de vida ativo é fundamental para prolongar e aumentar a capacidade de trabalho, melhorando a realização das AVD's e prevenindo a incapacidade e dependência nos últimos anos de vida.

Quando se fala em qualidade de vida, estudos apontam como principal indicador a capacidade funcional, e indicam a força e flexibilidade como as principais qualidades da aptidão física responsáveis pela execução das tarefas diárias como levantar e sentar, subir escadas, transportar objetos, utilizar ferramentas e utensílios, vestir roupas e calçados e cuidar da higiene pessoal (Santarém, 2003).

Sharkey (1998), afirma que para se alcançar a longevidade com qualidade, alguns aspectos são relevantes para quem envelhece, como: moderação em todos os aspectos da vida, flexibilidade física e psicológica, aceitar e criar desafios, ter hábitos saudáveis, manter as relações sociais, ter bons cuidados com a aparência e manter a autoestima, ter uma vida ativa, envolver-se em atividades diversas e praticar atividades físicas. 

A capacidade funcional, a saúde percebida e o bem estar subjetivo ou satisfação representam os aspectos mais importantes do fenômeno qualidade de vida que tem múltiplas dimensões: física, psicológica e social, que interagem com aspectos conceituais, pragmáticos (cauteloso, prático, previdente) ou empíricos (conhecimentos vivenciados), que condizem com as experiências individuais e definem o bem estar para cada um. A qualidade de vida envolve aspectos globais de comportamento, estados emocionais e capacidades, que resultam em satisfação ou insatisfação indicando maior ou menor qualidade de vida. Na velhice pode-se somar a estes aspectos a influência inerente das condições ambientais, desempenho comportamental nas situações diárias (potencial e experiências de cada um), avaliação da própria vida (valores, objetivos, expectativas) e bem estar subjetivo (interação de todos os outros aspectos) (Ueno, 1999).

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