Administração de Medicamentos por Via Retal

Administração de Medicamentos por Via Retal
ENFERMAGEM
Os medicamentos administrados pela via retal podem produzir efeitos locais ou sistêmicos. Utiliza-se essa via nos casos dos pacientes inconscientes, vomitando ou incapaz de deglutir; para preparo cirúrgico e diagnóstico, como também para aliviar o intestino do conteúdo das fezes nos casos de constipação intestinal.

Os medicamentos administrados por esta via não irrita o TGI superior, como alguns medicamentos orais. Na maioria das vezes, não são destruídos pelas enzimas digestivas e intestinais e eles não sofrem a biotransformação no fígado, se desviando do sistema porta, indo direto aos vasos que desembocam na veia cava inferior. Quando penetra um pouco mais, o medicamento é absorvido por vasos que drenam para a veia porta, sofrendo a primeira passagem pelo fígado.

Desvantagens
• Contra indicado em pacientes que apresentam distúrbios que afetam o TGI (sangramento retal ou diarreia, devido absorção irregular ou incompleta);

• A administração retal geralmente estimula o nervo vago através do esfíncter anal, gerando um risco para os pacientes cardiopatas;

• Pode irritar a mucosa retal;

• Causar desconforto ou embaraço no paciente;

• A absorção costuma ser irregular e incompleta.

Tipos de medicamentos mais utilizados por via retal:
• Sólidos: supositórios;

• Líquidos: clisteres ou enema;

• Pomadas.

Técnica de administração de supositório por via retal

Caracteriza-se por ser um objeto firme e no formato de um projétil, feito por uma substância que se liquefaz em contato com a temperatura corporal, liberando o medicamento no reto do paciente, sendo absorvido pela mucosa local.

Os supositórios têm tamanho variável, cerca de 4 cm para adultos ou menos para crianças.

Contra indicação

Não administre o medicamento em pacientes com inflamação local, nos casos de arritmias cardíacas ou que sofreram infarto do miocárdio;

É contra indicado em paciente pós-cirurgia recente no reto, cólon ou próstata;

Não administre o medicamento em pacientes com dor abdominal não diagnosticada. Nos quadros de apendicite, a peristalse causada pela administração retal pode provocar o rompimento do apêndice. Efeito local do supositório

Alívio da dor e irritação local;

Tem ação adstringente;

Controla o prurido local;

Reduz a inflamação;

Estimula a defecação;

Lubrifica e limpa;

Alivia cólica e a flatulência;

Alivia náusea e vômitos.

Efeito sistêmico do supositório

Reduz a febre;

Proporciona broncodilatação;

Promove sedação;

Promove tranquilidade e relaxamento.

Executando a técnica
- Providenciar:

O medicamento prescrito;

Várias compressas de gazes;

Luva descartável;

Um campo;

Lubrificante hidrossolúvel;

Uma comadre.

Executando a ação

• Avalie o paciente;

• Oriente a mãe e o paciente sobre a necessidade do medicamento retal;

• Tenha em mãos a papeleta do paciente e verifique a prescrição médica; • Proporcione privacidade;

• Coloque o paciente em decúbito lateral esquerdo na posição de Sims. Cubra-o com lençóis, deixando expostas apenas as nádegas;

• Coloque um campo sob as nádegas para proteger as roupas de cama;

• Lave as mãos e calce as luvas;

• Retire o supositório da embalagem e aplique nele um lubrificante hidrossolúvel;

• Usando a mão não-dominante, levante a nádega superior do paciente para expor o ânus;

• Oriente o paciente a respirar várias vezes pela boca para relaxar o esfíncter anal, reduzir a ansiedade e o desconforto durante o procedimento;

• Usando a mão dominante, introduza a extremidade afilada do supositório no reto do paciente;

• Com o dedo indicador, direcione o supositório através da parede retal (para que a membrana possa absorver o medicamento), por cerca de 8 cm ou no comprimento do seu dedo, até que ultrapasse o esfíncter anal interno;

• No caso de criança, introduza o supositório apenas até a primeira articulação do seu dedo. Em lactentes, utilize o dedo mínimo para introduzir o medicamento;

• Promova o conforto do paciente. Mantenha-o deitado tranquilamente, e oriente a retê-lo por um período de tempo;

• Em crianças menores, comprima as fáscias internas das nádegas com os dedos, para reter o supositório no reto e ocorrer a absorção do medicamento;

• Um supositório administrado para aliviar a constipação intestinal deve ser retido por pelo menos 20 minutos, para que seja eficaz;

• Após o período de tempo necessário ou limitado pelo paciente, coloque-o sobre a comadre ou encaminhe ao banheiro para defecar;

• Registrar no prontuário as alterações e a resposta do paciente ao procedimento. Checar na prescrição médica o medicamento e o horário de administração.

Observações de Enfermagem

Mantenha os supositórios retais no refrigerador, a fim de conservá-los firmes e manter a eficácia do medicamento.

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