A importância das diretrizes na formação teórica e prática do professor

A importância das diretrizes na formação teórica e prática do professor
PEDAGOGIA

INTRODUÇÃO

Este trabalho visa discorrer a importância das Diretrizes Curriculares Nacionais na formação teórica e prática do professor de educação infantil, bem como sua relevância e aplicabilidade no cotidiano escolar.


Como sabemos o campo da Educação Infantil vive um intenso processo de revisão de concepções sobre educação de crianças em espaços coletivos, e de seleção e fortalecimento de práticas pedagógicas mediadoras de aprendizagens e do desenvolvimento das crianças.


Em especial, têm se mostrado prioritárias as discussões sobre como orientar o trabalho junto às crianças de até três anos em creches e como assegurar práticas junto às crianças de quatro e cinco anos que prevejam formas de garantir a continuidade no processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças, sem antecipação de conteúdos que serão trabalhados no Ensino Fundamental.


As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil articulam-se e reúnem princípios, fundamentos e procedimentos definidos pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, para orientar as políticas públicas e a elaboração, planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e curriculares de Educação Infantil.


Assim, em paralelo com as disciplinas estudadas será feito uma breve produção textual articulando as contribuições destas com as diretrizes e o uso contínuo na sala de aula.


DESENVOLVIMENTO
A Educação Infantil se expandiu no Brasil e no mundo e para acompanhar a intensificação da urbanização, a participação da mulher no mercado de trabalho e as mudanças estruturais das famílias e a sociedade tornou-se mais importância cuidar da primeira infância nas escolas, a expansão da educação infantil como a primeira fase da educação básica também significou a ampliação da cidadania e tornou-se um marco na história da construção social desse novo sujeito de direitos a criança pequena passando com isso ao atendimento às crianças de zero a cinco anos.


Após a Constituição Federal de 1988, a educação infantil passou a ser um dever do Estado e um direito da criança, sendo que este atendimento é fundamentalmente para as crianças de zero a cinco anos e foi complementada com o Estatuto da Criança e do Adolescente ampliando ainda mais o direito da criança a este atendimento, visto que a educação infantil é considerada a primeira etapa da educação básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, visto que quando ela foi feita ainda não existia o ensino fundamental de nove anos.

Por meio das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e as disciplinas deste semestre no curso de Pedagogia, abordam de forma geral como o educador pode mudar a realidade do aluno, bem como transformar a comunidade em que estão inseridos. Tendo como base as diretrizes, as quais constituem o documento legal que traça uma direção para que as escolas reflitam sobre suas propostas pedagógicas.


Este documento, no entanto constitui-se em um conjunto de referências e orientações pedagógicas que visam a contribuir com a implantação ou implementação de práticas educativas de qualidade que possam promover e ampliar as condições necessárias para o exercício da cidadania das crianças brasileiras, e traz como proposta contribuir com as políticas e programas de educação infantil, socializando informações, discussões e pesquisas, subsidiando o trabalho educativo de técnicos, professores e demais profissionais da educação infantil e apoiando os sistemas de ensino estaduais e municipais.


Considerando-se as especificidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas das crianças de zero a seis anos, a qualidade das experiências oferecidas que podem contribuir para o exercício da cidadania, resgatar a família para que possam trilhar juntos em prol de uma educação mais significativa.


Assim, em contrapartida com as disciplinas estudadas, é necessário que o educador pense no aluno somo sujeito ativo, que participa e intervém no que acontece ao seu redor, pois suas ações são também forma de refletir, reelaborar e recriar suas propostas pedagógicas.


Tendo em conta que o conhecimento de diversas estratégias de explicar e representar o mundo, ao contato com as explicações científicas e à possibilidade de conhecer e construir novas formas de pensar sobre os eventos que as cercam, se faz necessário para que as crianças tenham contato com diferentes elementos, fenômenos e acontecimentos do mundo, sejam instigados por questões significativas para observá-los e explicá-los e tenham acesso a modos variados de compreendê-los e representá-los.


Nas disciplinas estudadas como Educação da Criança de 0 a 5 anos encontramos a importância do educador/estimulador, visto este ser um fator decisivo para o desenvolvimento integral da criança, pois deve observar tudo e ter sempre um olhar crítico e, ao mesmo tempo, benevolente para todas as reações comportamentais do educando. Além disso, deve sempre refletir sobre sua prática educativa de modo que sua atuação seja positiva e ajude a construir a autonomia da criança. Já em Organização e Didática na Educação Infantil, podemos perceber a presença destas diretrizes através da leitura dos RCNEI, pois ambos focam com precisão a maneira como se deve cuidar e educar permitindo condições de aprendizagens significativas tanto para as crianças quanto para o educador, além do papel do educador na formação e transformação da criança.


Em Ensino e Alfabetização I percebem-se as concepções e métodos de alfabetização, visando sempre maneiras de se absorver o máximo possível de entendimento e compreensão dos conteúdos expostos, bem como as contribuições da teoria da linguagem, a história da escrita e os diversos gêneros do discurso.


Enquanto na disciplina Ensino da Linguagem Oral e Escrita, esta complementa de maneira significativa a disciplina anterior, pois foca com mais precisão não só a escrita, mas também a gramática, a língua, a linguagem oral e escrita, além da comunicação em sua diversa amplitude e aquisição. Enquanto na disciplina Ludicidade e Educação, há a presença marcante da importância de inserir atividades lúdicas na sala de aula, quebrando o tabu de que estas atividades não são didáticas ou pedagógicas.


Além da relação entre brinquedo e criança, a qual proporciona melhor entendimento e absorção de conteúdos de forma prazerosa, absorve-se que o conhecimento não está nem no sujeito e nem no objeto, pelo contrário, dá-se pela interação ou pelas trocas do sujeito com objeto, onde ambos se transformam.


Assim sendo, a aquisição de conhecimentos depende tanto das estruturas cognitivas do sujeito como de sua relação com o ambiente. Entretanto, vale ressaltar que o construtivismo é uma construção científica que procura extrair leis explicativas dos fenômenos, sem se preocupar com a aplicação prática.


Por isso, não é certo afirmar que o construtivismo seja um método de ensino, já que esta teoria psicológica da aprendizagem volta-se para compreensão de como o sujeito aprende e não para a questão de como o/a professor/a deve ensinar, visto que o papel da aprendizagem é defendido por Piaget da seguinte maneira: a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele e Vygotsky, ao contrário, postula que o desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente.


Percebe-se que a teoria de Piaget é de extrema importância para a educação e, consequentemente para o trabalho do professor, e bem convincente em nossa reflexão textual, uma vez que podemos nos orientar a partir dos estágios de desenvolvimento, conhecendo o pensamento e o funcionamento de cada criança em determinada faixa etária, o que pode ser eficaz na construção do seu planejamento e na sua atuação na sala de aula. O que planejar e como ensinar, nos leva, a saber, quem é o aluno e quais as suas possibilidades de aprendizagem encontra-se a limitação do processo reflexivo em considerar as estratégias e habilidades de ensino (os meios para se ensinar) e a exclusão, da alçada dos professores, da reflexão sobre os fins da educação, bem como os aspectos moral e ético do ensino.


Sabemos que o desenvolvimento intelectual da criança não ocorre por si mesmo, mas é fruto da atividade do homem a partir da relação com o meio, assim, através da inserção de atividades lúdicas o aluno aprende mais, principalmente quando ela é mais ativa em todos os seus estilos de atuação em diferentes linguagens, com variados objetivos.


E aliar atividades lúdicas ao processo de ensino e aprendizagem pode ser de grande valia, para o desenvolvimento do aluno, um exemplo de atividade que desperta e muito o interesse do aluno é o jogo, sobre o qual nos fala Kishimoto: "O jogo como promotor da aprendizagem e do desenvolvimento passa a ser considerado nas práticas escolares como importante aliado para o ensino, já que colocar o aluno diante de situações lúdicas como jogo pode ser uma boa estratégia para aproximá-lo dos conteúdos culturais a serem veiculados na escola". (1994, p. 13).


Dessa maneira percebe-se a necessidade do professor de pensar nas atividades lúdicas nos diferentes momentos de seu planejamento, lembrando que o jogo e a brincadeira exigem partilhas, confrontos, negociações e trocas, promovendo conquistas cognitivas, emocionais e sociais. A prática educativa associada à linguagem musical pode alcançar diversos objetivos como: a melhoria da linguagem, da coordenação, da percepção auditiva, rítmica, das orientações temporal e espacial, do equilíbrio e, principalmente, da comunicação.


Aos professores, permite- se apenas que ajustem os meios para se atingir objetivos definidos por outras pessoas para não transformar o ensino em uma atividade técnica. É necessário que eles sejam capazes de confrontar e transformar os aspectos estruturais de seu trabalho e que minam a possibilidade de atingirem seus objetivos educacionais, mas vale lembrar que cuidados devem ser tomados para que a transferência de poder para os professores não mine suas capacidades. Sabemos que se os professores refletirem sobre o que fazem, eles necessariamente serão melhores profissionais, e o autor afirma que a formação docente reflexiva precisa abordar todas essas dimensões e não deve ser apoiada, a não ser que contribua para a construção de uma sociedade melhor para os filhos de todos. CONCLUSÃO
LIBÂNEO (1990), diz que a pedagogia liberal sustenta a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais. Isso implica que o indivíduo precisa adaptar-se aos valores e normas vigentes na sociedade de classe, através do desenvolvimento da cultura individual.


Contudo cabe ao educador promover aulas significativas e perceber que a aprendizagem da criança, principalmente em fase escolar, deve estar baseada, na sua maior parte, na leitura, e atenta, ainda, para uma questão fundamental: esse ensino deve ensejar ao aprendiz a compreensão dos textos escritos que lhe são propostos pela escola em todos os componentes curriculares, pois disso advirá todo o sucesso ou insucesso do aluno ao longo da sua escolarização.


Dentro desta perspectiva as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e as disciplinas deste semestre no curso de Pedagogia contribuem significativamente para a construção e organização da prática pedagógica do educador, visto que estas socializam informações, discussões e pesquisas, subsidiando o trabalho educativo de técnicos, professores e demais profissionais da educação infantil e apoiando os sistemas de ensino estaduais e municipais, e de certa forma se relacionam com os PCNs e RCNEIS, ambos todos escritos como referenciais e orientações pedagógicas para os profissionais docentes da educação infantil, onde os professores podem utilizá-los para consultas, anotações, elaboração de projetos e discussões entre seus colegas e os familiares das crianças que atende.


REFERÊNCIAS
BRASIL. CNE/CEB. Parecer 22/98, discute as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília - DF, 17/12/98. _________. Conselho Nacional de Educação. Resolução CEB 1/99. Diário Oficial da União, Brasília, 13 de abril de 1999. Seção 1, p. 18. ________.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Diretrizes_e_Bases_da_Educa%C3%A7%C3%A3o_Nacional. Acesso em: 19/04/2012. ___________.

Parâmetros Curriculares Nacionais. SEF: Brasília: MEC 1997. ______. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Introdução. Volume 1. 1998. ______. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Formação social e pessoal. Volume 2. 1998. ______.

Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Conhecimento de Mundo. Volume 3. 1998.

LIBANEO, J. C. Tendências pedagógicas da prática escolar. Revista ANDE, São Paulo, 1(4), 1982. MOREIRA, A. F. B. Os parâmetros Curriculares em Questão. Educação e Realidade. Porto Alegre, v 21, n. 1, p. 9-22, jan/jun., 1996.

SOARES, M. B. Sobre os parâmetros curriculares nacionais de Língua Portuguesa: algumas anotações. In: MARCUSQUE, Elizabeth; SOARES Edla de Araújo L. Avaliação Educacional e Currículo: inclusão e pluralidade. (org). Recife: Ed. Universitária. UFPE, 1997.

Maria do Carmo S. de Jesus
Professora de Língua Portuguesa e Literaturas, no Colégio Estadual Luis Eduardo Magalhães e Colégio Estadual Gildásio Penedo.Licenciada em Letras Vernáculas pela Universidade do Estado da Bahia, Campus XXII; Graduada em Pedagogia pela Faculdade de Tecnologias e Ciências; Pós-graduanda em Gestão Educacional, Psicopedagogia Clinica e Educação Infantil.
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