A vida adulta

A vida adulta
EDUCACAO-FISICA
A vida adulta constitui-se na fase mais ativa do ser humano em sociedade. O ser humano adulto vivencia em suas próprias situações de vida, características que lhe são particulares. A grande maioria produz e trabalha; do trabalho vive e dele sobrevive, em qualquer circunstância de realidade social, econômica e cultural (SANTOS; ANTUNES, 2007).

Mosquera (1982) apresenta as fases da vida adulta em adultez jovem, adultez média e adultez velha.
São várias as transformações biológicas que ocorrem do início ao final da vida adulta. As capacidades físicas são um exemplo disso, as quais poderão reverter-se do físico ao psicológico na adultez, e, consequentemente, nas relações intra e interpessoais.

Os aspectos fisiológicos e psicológicos são os que impulsionam a conduta do ser humano. Quando tentamos entender as necessidades básicas de cada ser humano, e como elas são saciadas, devemos compreender que estas fazem parte da interação complexa de mecanismos fisiológicos e processos psicológicos em cada um.

No Brasil, aproximadamente 70% dos adultos são sedentários (BOCH, 1998), o que repercute negativamente nas transformações físicas, fisiológicas e psicológicas, pois o desenvolvimento corporal da vida adulta no decorrer do tempo tende a ocorre uma decaída nas estruturas corporais tais como: melhor elasticidade da pele, menor resistência óssea, menor força muscular, ocorre um aumento na gordura corporal, baixa autoestima, risco a doenças crônicas tais como hipertensão, diabetes, dentre outros.

De acordo com Wolfson (1995), o envelhecimento é caracterizado por um declínio na performance motora e pela diminuição gradual do movimento, sendo a fraqueza muscular um grande contribuinte para o declínio da funcionalidade do ser humano. A diminuição na força muscular pode ser um fator limitante na manutenção de um estilo de vida independente e na prevenção de quedas, que representam 82% das mortes acidentais no lar após os 75 anos (SKELTOM et. al., 1995).

A marcha normal requer força muscular, controle neuromuscular e função adequada das articulações dos membros inferiores, de modo que um declínio na velocidade da marcha é, geralmente, um sinal de deterioração em um ou mais destes sistemas. (WOLFSON, 1995).

Para minimizar esse quadro e proporcionar uma melhor qualidade de vida à população adulta, a prática de atividade física tem sido considerada um dos componentes mais importantes na modificação do risco em indivíduos acometidos por comorbidades decorrentes ou associadas à inatividade.

Essa é uma estratégia importante, tanto na prevenção, como no tratamento das doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral, alguns tipos de câncer, osteoporose, depressão e desequilíbrio no perfil lipídico (FRANCIS, 1999).

A recomendação do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), com objetivo de diminuir os percentuais de incidência de morbidade e mortalidade, é de que indivíduos adultos devam praticar pelo menos 30 minutos de atividade física de moderada intensidade, 5 vezes ou mais por semana (PATE et al, 1995).

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