Metodologia Bow-Tie

Metodologia Bow-Tie
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Muito tem se falado dessa metodologia, porém, vejo recorrentes relatos de profissionais ligados à área de QSMS, Gestores ou não, que afirmam não dominar ou desconhecer totalmente a utilização dessa ferramenta e por isso, nos procuram para esclarecer tal questão. O objetivo desse artigo é trazer de forma compacta algumas informações a respeito dessa, nem tão nova assim, ferramenta de avaliação e análise de riscos/consequências.


Um breve histórico
O Diagrama BowTie é uma evolução dos diagramas de causa-consequência dos anos 70 e dos diagramas de barreiras dos anos 80. No início dos anos de 1990 o Grupo Royal Dutch/Shell aplicou essa técnica no estudo do desastre PiperAlpha, evento este que pode ser considerado como um divisor de águas para a difusão e amadurecimento dessa metodologia.


O que é?
A análise bowtie é uma maneira esquemática e simples de descrever e analisar os caminhos de um risco, desde as suas causas até as suas consequências. O foco do BowTie está nas barreiras entre as causas e o risco e, o risco e as consequências.


A metodologia BowTie é única na habilidade de analisar e avaliar riscos complexos de uma maneira fácil de visualizar e gerenciar, traduzindo-se em uma alternativa gráfica para tradicionais métodos de análise de risco, como HAZOP (hazard and operability) e “what-if ”. Nela, o evento a ser estudado é posicionado no centro do diagrama, suas causas a esquerda e, seus efeitos a direita, permitindo a visualização das relações entre os elementos do sistema modelado.


Como utilizar?

A aplicação do método de análise BowTie é realizada considerando os seguintes passos:

1. Um risco específico é identificado para análise e representado como o nó central de uma BowTie;

2. As causas do evento são listadas considerando as fontes de perigo;

3. O mecanismo pelo qual a fonte de perigo leva ao evento crítico é identificado;

4. Linhas são traçadas entre a causa e o evento, formando o lado esquerdo da BowTie;

5. As barreiras que evitariam que cada causa leve a consequências não desejadas podem ser mostradas como barras verticais cruzando a linha;

6. No lado direito do BowTie diferentes consequências potenciais do risco são identificadas e linhas desenhadas para irradiar o evento de risco para cada consequência potencial;

7. As barreiras para consequências são representadas como barras que cruzam as linhas radiais;

8. As funções de gestão que suportam os controles (tais como treinamento e inspeção) também devem ser mostradas sob a BowTie e vinculadas ao respectivo controle.


Existem diversas maneiras de se construir um diagrama BowTie, como por exemplo a partir da utilização das árvores de falhas e eventos, mas o método mais frequentemente utilizado continua sendo a boa e velha sessão de brainstorm.


Vantagens


A sua aplicação é convidativa, pois se trata de uma representação gráfica de simples compreensão, facilitando a adesão e compreensão dos mais diversos níveis da Organização, pois não necessita de alto nível de especialização para sua utilização.


Logo, a correta adoção dessa metodologia, observando-se todas as etapas necessárias ao gerenciamento de uma mudança, tem o potencial de trazer melhorias significativas para a Gestão da Segurança de Processos de uma Organização.

Daniel de Souza Dias
Graduado em Direito e Especialista em Planejamento e Educação Ambiental, atuo nas áreas de Consultoria Jurídica, Consultoria em Gestão e Acadêmica.
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