Estímulos e Respostas Fisiológicas em Animais

Estímulos e Respostas Fisiológicas em Animais
VETERINARIA
O organismo sempre que estimulado tende a manifestar respostas fisiológicas físicas, químicas, hormonais, entre outras. O estresse pode ser entendido como um estímulo cabe entender o que são os fatores estressores, sua intensidade, variações e consequências sobre o bem-estar e condições gerais do animal, consequentemente sua qualidade de vida.

Seria impossível e, ao mesmo tempo indesejável eliminar completamente todos os tipos de estresses, porque ao mesmo tempo estes funcionam, em diferentes graus, como estímulos. No entanto, os efeitos danosos podem devem ser combatidos para tanto a compreensão de seus mecanismo e respostas fisiológica, são importantes, bem como o conhecimento de fatores estressores, do comportamento normal dos animais em questão, de suas necessidades, etc. Mas essa reação do organismo aos agentes estressores tem um propósito evolutivo. É uma resposta que a natureza dotou os animais superiores ao perigo.

A reação ou alterações fisiológicas frente ao estímulo – estresse - pode ser avaliado em três estágios onde basicamente se tem como fator primordial a ativação do sistema neuroendócrino.

Em sua fase inicial temos um conjunto de alterações fisiológicas do chamado Sistema Nervos Autônomo (SNA), ativando as respostas físicas, mentais e psicológicas ao estresse, SNA: um complexo conjunto neurológico que controla, autonomamente, todo o meio interno do organismo, através da ativação e inibição dos diversos sistemas, vísceras e glândulas.

Durante o momento da estimulação, uma parte do Sistema Nervoso Central denominado Hipotálamo promove a liberação de um hormônio, o qual, por sua vez, estimula a hipófise (glândula vizinha ao Hipotálamo) a liberar um outro hormônio, o ACTH, este ganhando a corrente sanguínea e estimulando - o Hipotálamo secreta algumas substâncias conhecidas por neuro-hormônios, como é o caso, entre outros, da Dopamina, da Norepinefrina (noradrenalina) e do Fator Liberador da Corticotrofina (CRF).

A Hipófise (também chamada de Pituitária), se localiza no Hipotálamo e aumenta a produção de outros hormônios, tais como a Vasopressina, a Prolactina, o Hormônio Somatotrófico (do Crescimento ou GH), o Hormônio Estimulador da Tireoide (TSH)

Genro ou Hormônio Liberador de Gonadotrofinas - produzido no Hipotálamo e estimula a Hipófise na liberação dos hormônios gonadotróficos – pode aumentar ou diminuir, o hipotálamo é considerado o principal sítio cerebral responsável pelo conjunto de respostas orgânicas aos agentes estressores.

Hipófise - tem como uma das principais ações estimular as glândulas suprarrenais. A partir da produção do Fator Liberador da Corticotrofina, o Hipotálamo estimula a Hipófise para aumentar a produção da própria corticotrofina, chamada também de Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH). O ACTH sobre as supra renais.

Nas Glândulas supra renais: há um aumento na liberação de seus hormônios; os corticoides e as catecolaminas, fundamentais na resposta fisiológica ao estresse. O aumento na produção destes hormônios pelas supra renais são indicadores biológicos da resposta ao estresse.

Os níveis aumentados de cortisóis podem influenciar nas atividades do sistema imunológico, desaparecendo os agentes estressores, todas essas alterações tendem a se interromper e regredir. Se, no entanto, por alguma razão o organismo continuadamente submetido à estimulação estressante prolongada as respostas as respostas podem comprometer diferentemente o animal. Este arco formado pelo hipotálamo, hipófise e córtex da adrenal é essencial para a sobrevivência e fundamental nos processos de adaptação, pois quando um animal é submetido a constantes elevações nos níveis plasmáticos de cortisol, os mecanismos de homeostase são alterados e o estresse crônico poderá se desenvolver.

Os níveis de cortisol podem ser monitorados através do plasma, saliva ou urina, alguns autores consideram os níveis de glicorticóides como indicadores de BEA, a investigação de um animal deve começar pela obtenção de informações acerca do consumo de alimentos e de água, defecação, vômito, alteração no comportamento, vocalizações ou qualquer outro sinal que possam ser reportados pelo proprietário/tratador.

O manejo em si, transporte, fuga de predadores, intervenções cirúrgicas, mudanças bruscas nas condições regulares vividas pelo mesmo podem servir como agentes estressores.

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