Jeitos e jeitos de se falar a mesma coisa

Jeitos e jeitos de se falar a mesma coisa
COTIDIANO

Sempre falo para as pessoas que atendo que existem jeitos e jeitos de se falar a mesma coisa. Um jeito você defende suas opiniões e do outro você as impõe. Na maioria das vezes o segundo jeito é o mais utilizado com o que tenho visto no consultório e lógico que o resultado acaba não sendo tão bom. Todos sempre querem ter razão e mesmo que, ás vezes, tenham acabam perdendo a credibilidade por não argumentarem da forma correta. Sempre digo que respeitar e compreender é diferente de aceitar. Você pode não concordar com as ideias e comportamentos do outro, mas pode aprender a compreender o que ele quer dizer e respeitar. Isso não significa que você mudou sua opinião, apenas que você esteve aberto ao diálogo, foi paciente e aceitou o outro com suas diferenças e não que tenha aceitado a verdade dele como sua.

O maior problema no diálogo é a falta de diálogo ou então o diálogo cruzado, onde um fala uma coisa, o outro entende outra e rebate de acordo com o que ele entendeu. Sendo que, na verdade, não era nada daquilo e a briga já está formada. Até mostrar a diferença entre “lé e cré”, já foram horas de discussão desnecessária.

É preciso realmente criar o hábito de se ter diálogos para expor opiniões, ideias, resolver conflitos e assim não deixar a “bola de neve” da dúvida ir crescendo. Mas para isso acontecer não é necessário apenas aprender a falar de forma correta, mas também aprender a ouvir da mesma forma. Ouvir o que realmente o outro está querendo dizer e não ouvir o que você quer ouvir ou acha que está ouvindo. Se ficar na dúvida pergunte: “Eu entendi... do que você falou. É isso mesmo?”.  Esse pequeno questionamento pode evitar muitos desentendimentos desnecessários, muitos julgamentos errados e poupar todos de desgastes emocionais.

Com certeza se você expor seu ponto de vista de forma clara, gentil e utilizar uma argumentação que sustente a sua opinião, será muito mais certo que seja ouvido e até concordem e comecem a pensar da mesma forma. Se isso não acontecer, pelo menos, será compreendido e respeitado por ter sua opinião diferente embasada em algo racional e não será mais visto como alguém que de forma agressiva e petulante, tenta inferiorizar os demais que não pensam como você.

 

Patrícia Oguma
Psicóloga Clínica graduada em Psicologia Licenciatura Plena e Formação do Psicólogo, atua hoje em consultório particular na Cidade de Santo André, na região do ABC Paulista. Graduada também em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda e formada no curso de Magistério. Pós graduanda em Neuropsicologia na FMABC.
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