Transtorno De Estresse Pós-Traumático

Transtorno De Estresse Pós-Traumático
PSICOLOGIA

Atualmente o número de pessoas que vem sofrendo sequestros relâmpagos no nosso país está cada vez maior, podendo gerar nas vítimas um transtorno de estresse pós-traumático. Cada pessoa reage de uma forma no sequestro-relâmpago e após ele também. A reação no momento do acontecimento normalmente é compulsiva, por mais que a pessoa pense que vai agir de certa maneira caso aconteça algo como isso na vida, só na hora é que vem a real reação. A vítima pode estar sozinha ou acompanhada de filhos, dos pais, companheiro e cada reação, dependendo da situação, será de um jeito.

Mas normalmente ela é sempre pegadesprevenida porque está distraída. A vítima pode ter logo em seguida um transtorno de estresse pós-traumático, ou dias depois ou depois de algum tempo maior. A qualquer hora isso pode vir à tona. Há pessoas que podem também entrar em estado de choque. Muitas pessoas podem desenvolver medo intenso ou até pânico de saírem de casa, de voltar para o mesmo lugar, de voltar a dirigir, de trabalhar, etc. Ela pode começar a ter medo das pessoas na rua, de andar a pé, de entrar ou sair de um carro, de parar o carro no semáforo ou estacionar.

Pode ter pesadelos ou desencadear um processo de insônia. É natural que a pessoa fique algum tempo mais assustada, mais nervosa e ansiosa, mas se isso permanecer ou for ficando cada vez pior a pessoa precisa procurar ajuda, que no caso pode ser terapia e talvez também acompanhamento com psiquiatra para medicações. Um complementa o trabalho do outro.

A pessoa que não tratar o estresse pós-traumático, isto é, não trabalhar bem a cabeça sobre esse acontecimento na vida que foi bem marcante, pode desenvolver outras fobias, como por exemplo transtorno de ansiedade, síndrome de pânico, depressão, etc.

Qualquer pessoa em qualquer momento da vida, está sujeita a desenvolver algum tipo de transtorno, mas a que está com o transtorno de estresse pós traumático está mais suscetível a isso. Normalmente a pessoa precisa de um tempo para analisar e ir organizando na cabeça o ocorrido, algumas preferem conversar só com um amigo ou terapeuta, outros preferem desabafar com muitas pessoas, ou até mesmo escrever, pois cada vez que ela conta, apesar da angústia que ela pode viver de novo ao contar, acaba organizando aos poucos o fato ocorrido na cabeça.

Os familiares e amigos próximos da vítima devem ficar observando por um tempo como está o comportamento de quem passou por isso. Se estiver muito alterado, se a pessoa estiver tendo uma péssima qualidade de vida após o acontecimento, se estiver tendo pesadelos, medo de sair de casa, se estiver paralisando a própria vida, entre inúmeras outras coisas, ela deve ser encaminhada a especialistas da área de saúde, como terapeutas e dependendo do caso também com acompanhamento de um médico psiquiatra. A medicação ajuda a pessoa a se acalmar, a diminuir a ansiedade, a parar de ter insônia, isto é, vai atuar nas químicas que estão trabalhando de forma desregulada por causa do estresse pós-traumático, ansiedade, medo, etc.

A pessoa por mais que tente, muitas vezes não consegue se controlar, pois é químico e é mais forte do que ela. Na terapia ela vai reviver o acontecimento, contando toda a história, contar os detalhes, os fatos que mais marcaram, os medos, fora outros acontecimentos traumáticos na vida, tudo o que ela sentiu e tudo o que está sentindo.

Cabe ao terapeuta ajudá-la a ver as coisas sob outros pontos de vistas, de outras maneiras, de ajudá-la a ver que mudanças para melhor ela teve na vida dela depois daquilo, de que forma isso afetou a vida das pessoas em volta (familiares e amigos), organizar tudo isso na cabeça, para que ela posso ir se acalmando, se sentindo mais fortalecida e confiante novamente. Ele pode sugerir técnicas de relaxamento, entre outras coisas.

O terapeuta acompanha essa pessoa por um tempo, a ajuda a reorganizar a história na cabeça, ajuda a enxergar o que aconteceu de uma forma mais ampla, até que ela retome a vida mais tranquila, sem tanto medo, ansiedade e sem transtornos. O terapeuta e o psiquiatra podem ir trabalhando juntos e analisando quando é hora detirar os remédios caso seja preciso tomar e quando é hora da pré-alta e da alta na terapia. Finalizando, o mais importante é a vítima querer se ajudar, pois o tratamento depende essencialmente dela.

IMPORTANTE: As informações contidas neste artigo são apenas para referência, não devendo ser usadas para automedicação ou autodiagnóstico. Se você estiver com algum problema de saúde, qualquer tipo de sofrimento, algo que está prejudicando sua vida procure um médico.

Karina Romera de Carvalho
Terapeuta Transpessoal, credenciada pela ABRATH, Constelação Familiar individual, Mesa Radiônica Quântica, Regressão de Memória, Numerologia Cabalística, Florais, Cristais, Mestre em Reiki, Tarô Terapêutico, alinhamento dos Chacras, entre muitas outros recursos terapêuticos. Email: karinaromeracarvalho@gmail.com / Site: www.terapiaholisticacampinas.com.br
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