Testes para identificar Síndrome do desfiladeiro torácico

Testes para identificar Síndrome do desfiladeiro torácico
FISIOTERAPIA
A Síndrome do desfiladeiro torácico constitui-se em uma síndrome compressiva de estruturas vasculares e nervosas e apresenta uma variedade de sinais e sintomas. Caracteriza-se como uma disfunção resultante da compressão do feixe neurovascular - plexo braquial, a artéria e a veia subclávia - quando essas estruturas passam pelo estreito desfiladeiro torácico. Os testes usados para o diagnóstico da síndrome do desfiladeiro torácico tentam estreitar o desfiladeiro torácico e reproduzir os sinais ou sintomas de uma compressão neurovascular (insensibilidade, formigamento, dor, perda de pulsos palpáveis).

Teste de Adson

Posição do paciente: sentado ou em pé de frente para o examinador.

Descrição do teste: no Teste de Adson, o terapeuta deverá em primeiro lugar palpar o pulso radial do paciente e após realizar o teste por etapas.

Na primeira etapa, deverá ser realizada uma abdução de 30º e hiperextensão do membro superior. Mantendo o braço nessa posição, verificar o pulso do paciente, que se diminuído, provavelmente, será em decorrência de um músculo peitoral menor que se apresenta encurtado.

Na segunda etapa, deveremos instruir o paciente, que realize uma inspiração forçada e rode a cabeça para o lado que está sendo testado. Nessa posição, verifique o pulso do paciente, que se diminuído, poderá ser devido a um estreitamento causado pelo encurtamento ou hipertrofia dos músculos escalenos, pois o feixe neurovascular passa entre os músculos escalenos: anterior e médio, na altura do pescoço e a inspiração máxima irá elevar a primeira costela, estreitando ainda mais a passagem do feixe.

Sinais e sintomas: aumento da sensação de formigamento e fraqueza em todo o membro superior. Ainda o paciente poderá apresentar reações como sudorese e sensação de peso no membro superior.

Teste de Roos

Posição do paciente
: em pé, com os braços abduzidos a 90º e com o cotovelo fletido a 90º.

Descrição do teste: o terapeuta instrui o paciente para realizar rapidamente o movimento de abrir e fechar os dedos, por no mínimo por 30 segundos.

Sinais e sintomas:
o paciente começa o movimento, mas não consegue permanecer por muito tempo. O terapeuta irá observar a queda do membro ou a inabilidade do paciente para continuar executando a ação. Esse teste demonstra que o feixe neurovascular está sendo comprimido no defiladeiro torácico.

Teste de hiperabdução

Posição do paciente:
sentado ou em pé e de costas para o examinador com os braços em abdução em torno de 30º ou 40º.

Descrição do teste: O terapeuta palpa ambos os pulsos radiais do paciente e leva os braços em abdução horizontal máxima.

Sinais e sintomas: alterações no pulso radial do lado afetado confirmam a suspeita da síndrome do desfiladeiro torácico, geralmente por contratura do músculo peitoral menor ou presença de costela cervical.


Teste de Halsted


Posição do paciente: Em pé com o cotovelo em flexão a 90º, antebraço em supinação. Rotação e extensão cervical para o lado oposto.

Descrição do teste:
o terapeuta palpa o pulso radial do paciente, enquanto pede ao mesmo que realize uma extensão e rotação cervical para o lado oposto, o terapeuta associa uma tração sobre o braço.

Sinais e sintomas:
No momento da rotação e extensão cervical, o terapeuta poderá notar a diminuição do pulso do paciente, devido a uma possível contratura ou espasmo dos músculos escalenos e, ainda, poderá notar uma maior obliteração do pulso no momento da tração sobre o braço. O teste poderá ser positivo, na suspeita de síndrome do desfiladeiro torácico devido à presença de costela cervical ou espasmo da musculatura.

OBS: para melhor identificar a estrutura causadora da obliteração, o Teste de Halsted poderá ser realizado por etapas:

Palpando-se o pulso, pedir ao paciente que realize a extensão e rotação da cervical. Nesse primeiro movimento, se houver redução do pulso radial suspeitaremos de uma contratura ou espasmo da musculatura cervical (músculos escalenos). Em seguida, o terapeuta realiza uma rotação externa do braço do paciente e em caso de alteração do pulso a provável causa seja um encurtamento do músculo peitoral menor. E na terceira fase do teste, no momento da tração, caso haja diminuição do pulso, a possível causa será a presença de uma costela cervical.

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