Religião e política: Medievo a modernidade com reflexos na contemporaneidade

Religião e política: Medievo a modernidade com reflexos na contemporaneidade
PEDAGOGIA
1. INTRODUÇÃO


O que foi e representou o Medievo sob o aspecto político e social? E como se deu a passagem do Homem medieval ao Homem moderno? Até que ponto as práticas religiosas influenciaram neste processo? São realmente questionamentos mui intrigantes e instigantes, no tocante ao Estudo antropológico da historicidade do ser humano na temporalidade ou por que não dizer atemporalidade.


Desde quando o Homem é religioso? Desde seus primórdios ele já olhava para o Alto, repensava sua existência, e atribuía poder a ALGO OU ALGUÉM, através do Panteísmo, do Politeísmo, do Monoteísmo, ou Ateísmo, o ser humano ocupa seu lugar, em se tratando da acepção do temo RELIGIÃO, que significa Religare, ou seja, religar-se com o Divino, em língua latina, sair do Imanente para o Transcendente.


Segundo os gregos existia um rio Oceano, cujo curso era do Sul para o Norte na parte Ocidental da Terra e em direção contraria do lado oriental. Seu curso firme e constante não era perturbado pelas mais violentas tempestades. Era dele que o mar e todos os rios da Terra recebiam suas águas, e havia na parte setentrional uma raça feliz. Até que ponto a política e a religião se assemelham? Estratégia e devoção são duas palavras que definem sucessivamente os dois termos, segundo o dicionário Aurélio estaria ambas as definições atreladas no exercício que as relaciona, preponderantemente no período Medieval...


Erich Von Daniken, autor do livro “Eram os Deuses Astronautas”? lançado em 1968, através de descobertas arqueológicas, lança uma teoria, que todos os deuses antigos ao longo da civilização humana eram extraterrestres, e isso se transformou em filme mais tarde, a repercussão disso ocorre até hoje, e esse fato de certa forma abala o contexto cristão estabelecido desde há muito.


“Enoch foi a primeira pessoa na antiguidade, que escreveu na primeira pessoa, eu fiz, eu vi, eu estava lá. Então ele foi levado aos céus, conheceu o divino, na religião eles o chamam Deus, e o divino disse aos seus servos ensinem a esse jovem a nossa língua, e nossa escrita. E depois ele escreve livros, e é claro ele os cita, todos, pelos nomes, ele sabe a profissão deles, ele sabe qual desses extraterrestres é astrônomo, então Enoch é a primeira e única pessoa milhares de anos que menciona alguns dos nomes dos extraterrestres, e cita algumas de suas profissões. Como isso é possível? Nós temos uma testemunha, e ninguém fala sobre isso. Então eu fiquei muito confuso.”
(Daniken, 1968).



Repensar o papel da religião na sociedade perpassa por fatos históricos, ou marcos políticos desde que o ser humano criou cultura, ele questiona, e pergunta sobre suas origens. Para o homem medieval, o referencial de todas as coisas era sagrado, fenômeno psicossocial típico das sociedades agrárias, com dependência da natureza, portanto a mercê de forças desconhecidas e não controláveis, que geravam incertezas e receios profundos nestas mentes. E na Idade Média, quem detinha o poder político era quem tinha o poder Religioso; especialmente no Ocidente Cristão; o poder eclesiástico sugava as forças mentais de uma classe humana submetida ao poder sobrenatural que aspirava a uma vida feliz após a morte, uma vida regalada de bênçãos: Através da Salvação – Apregoada pelo Cristianismo.



Se houveram trevas no Medievo, elas começam a se dissipar em fins da Baixa Idade Média, período compreendido entre o século XII e século XV, momento em que os valores medievais passam a se transformar, principalmente pelo renascimento das cidades e do comércio, no Ocidente.


DESENVOLVIMENTO

Na verdade a primeira fase medieval, especialmente do ponto de vista demográfico foi um prolongamento da situação do Império Romano, cuja população conhecera um claro recuo desde o século II. Com a desorganização do sistema estatal do Império Romano foram rareando as importações de gêneros alimentícios que haviam por séculos permitido a vida urbana – As hagiografias desse período relatam que os seres humanos que conseguiam alimento para seus concidadãos eram considerados santos; e a conquista: Milagre.


Tempo histórico, social, e religioso se fundem nesta época, como já se sabe, e durante o Medievo a condição demográfica foi instável, ocorrendo épocas diversificadas em relação à sobrevida – Isto porque pestes (resultado de uma desmedida expansão do período do século XI), e fome assolaram em especial esta etapa histórica no mundo. Isso atrelado ao rigor do Clero e Nobreza fazia do segmento laboratores um pano de fundo manuseado para expansão demográfica.


A igreja tornou-se herdeira natural do Império Romano, mas para isso ela necessitava ter sua própria hierarquia, o medo escatológico do fim do mundo, somado ao contexto histórico já mencionado, promoveu pari passu a figura horrenda do Anticristo na Cristandade Ocidental (isso facilitava o seu monopólio). No século IV o Cristianismo já é a Religião Oficial representada pela Igreja, que se dizia poderosa no tocante sobrenatural: Com isso os fiéis encontravam-se seguros em relação à palavra de Deus, de Jesus, que através do Clero se fazia lei Durante sua longa trajetória, o Cristianismo, que regia o tempo medieval, foi substituído pelo Catolicismo – Mas estoico, menos indulgente, e inclemente; o herege deveria pagar com a vida, caso decidisse assumir caminhos divergentes da doutrina vigente.


Essa história de diversas heresias (escolhas) remonta à Alta Idade Média estando vinculadas à própria formação e consolidação do Cristianismo como religião monoteísta. Considerado como crime de lesa majestade humana e divina, qualquer modelo racional que sob o título de bruxaria e como tal, segundo a fé Católica, deveria ser julgado (tal modelo herege) em um tribunal de Inquisição; que excomungava e matava.


“Há, porém, algo que os sacerdotes têm em comum com os leigos”. Atentíssimos em acumular ganhos, ambos estão sempre se valendo de pardos métodos a adotar. Se houver um peso a carregar, prudentemente o depositam nos ombros de outro e o fazem passar de mão em mão, como num jogo de bola. Como os príncipes leigos, delegam a vigários, setor por setor, as funções de governo, e o vigário por sua vez, recorre ao segundo vigário; assim por modéstia, entregam ao povo os cuidados de tudo que se refere à religião.


O povo por sua vez repassa tais cuidados aos que chama eclesiástico, como que por seu lado nada tivesse a ver com a Igreja; parece que os votos pronunciados no batismo nada valem. Por sua vez os chamados sacerdotes seculares, repassam o fardo ao clero regular; o clero regular para os monges; os monges de observância menos estrita aos de observância mais rígida; ambos aos mendicantes, os mendicantes aos cartuxos, os únicos junto aos quais, sepultada, se esconde a piedade, mas tão escondida que mal se percebe. Assim agem também os pontífices: aplicadíssimos em recolher dinheiro, confiam aos bispos os encargos mais estritamente apostólicos; bispos confiam-nos aos párocos; os párocos aos vigários; os vigários aos frades mendicantes, que, por sua vez os remetem aos que tosam a lã das ovelhas.


Mas não é meu propósito aqui passar em revista os costumes dos pontífices e dos sacerdotes, não gostaria de parecer compor uma sátira, “quando é o meu elogio que pronuncio” nesse trecho do livro Elogio Da Loucura de Erasmo de Rotterdam, o autor que nascera em 1466, em pleno século XV, ou seja, ainda durante o Medievo – teceu suas páginas do livro supracitado realizando vez em quando uma viagem por entre os meandros da rica história medieval, ressaltando em especial o poder do clero, e a subserviência do povo.


E o baile da Idade Média vai sendo orquestrado durante um longo período entremeado por algumas revoltas, alguns momentos de renascimento: Até que uma nova ordem cultura denominada mais tarde por RENASCIMENTO se estabelece e de forma artística, filosófica, politica, social faz nascer um momento de renovo, nos mil anos de medievo.


E esta mudança, esta transição, foi ocorrendo através de crises, como por exemplo, a alta taxa de mortalidade ocasionada pela peste negra, doença transmitida por ratos, que a época proliferava-se em casas, onde a precariedade higiênica imperava: Onde os humanos viviam em convivência com estes animais de forma competitiva, no que tange aos alimentos – Afinal de contas a fome pululava na Europa, que migrou do campo para as cidades periféricas, onde a insalubridade imperava.


A carência nutricional, aliada ás péssimas condições de higiene, levaram a sucumbência homens e mulheres que eram orientados a crer que tudo de ruim que sobreviesse aos seres humanos, vinha do pecado, ou da falta de fé, e os judeus eram culpados nesta época por transmitir uma doença, que depois na modernidade já saberíamos ser transmitida por ratos: A peste bubônica.


Os burgueses estavam desejosos de um mundo de fé, e de enriquecimento, e o capitalismo seria uma nova heresia, àquela que traz o lucro, e que faz desse setor social um novo senhor feudal (cujo feudo é o comércio que gera lucro) – o burguês é um homem visionário, que enxerga longe com o olhar da produção, da acumulação, e do prosperar para garantir o futuro.


O momento crítico da sociedade tripartida é quando surge uma nova classe social que não se encaixa nesse modelo, a partir do século XII ocorre a laicização da visão da sociedade, devido às necessidades dos que praticavam o comércio.


De acordo com Norbert Elias, a sociedade não é um baile à fantasia em que cada um pode mudar a máscara ou a fantasia a qualquer momento. Desde o nascimento, estamos presos às relações que foram estabelecidas antes de nós e que existem e se estruturam durante nossa vida. Todos os seres seguem de acordo com Norbert Elias?


E o baile da transição do Medievo para a Modernidade não acabou, e agora abrigando o ano de 1580, durante o Carnaval, a pequena cidade de Romans, na França se transformará em palco de um Massacre: “Os acontecimentos que levam a esta mistura explosiva de celebração e morte mobilizam toda a sociedade: camponeses e artesãos reivindicam a redução dos impostos, cobrados de forma extorsiva pela nobreza”. O assassinato de Paumier, líder do movimento popular, deflagra um confronto sangrento entre os habitantes do povoado, divididos também pela oposição ente protestantes e católicos.
“Corre o ano de 1580. Durante o carnaval, a pequena cidade francesa de Romans se transforma em palco de um massacre. Os acontecimentos que levam a esta mistura de celebração e morte mobilizam toda a sociedade: camponeses e artesãos reivindicam a redução dos impostos, cobrados de forma extorsiva pela nobreza. O assassinato de Paumier, líder do movimento popular deflagra um confronto sangrento entre os habitantes do povoado, divididos também pela oposição entre protestantes e católicos Em uma minuciosa obra de reconstituição histórica, Emanuel Le Roy Ladurie analisa o surgimento da burguesia francesa – momento histórico crucial para se entender a fundação da modernidade – e identifica o início das transformações sociais que levariam aos acontecimentos da Revolução Francesa, dois séculos depois”.


O texto acima citado encontra-se na contracapa do livro: O Carnaval de Romans – Da Candelária à Quarta-feira de cinzas de 1579-1580, de Emmanuel Le Roy Ladurie. O historiador e escritor Le Roy foi administrador geral da Biblioteca Nacional de Paris durante sete anos, e é um dos principais representantes da História Nova.


Tal obra/relato traz a luz histórica o entendimento de um período que é marcado por rivalidades religiosas e sociais, entre Homens que inconformados com as desigualdades clamavam por justiça O heroísmo na figura de Paumier, ou na figura de Joana D`Arc, na Guerra dos Cem Anos, ou mesmo num reflexo disso tudo na Contemporaneidade, por exemplo: Na figura de Antônio Conselheiro, demonstram o quanto às mudanças, ou transições sociais sempre possuem seu ícones resistentes no que tange a conformidade humana.


Setembro, 22, de 1897, Antônio Conselheiro, um cearense de Quixeramobim cujo nome de batismo é e morto, por uma granada militar, em uma comunidade baiana, às margens Antônio Vicente Mendes Maciel, é alvejado no Rio Vaza Barris, Arraial de Canudos. Esta comuna fora fundada por ele (beato) e nela homens e mulheres tinham trabalho e acesso a terra sem serem explorados.


Os relatos deste processo acontecido em solo brasileiro, no século XIX, inserido dentro de uma Era historiográfica chamada Contemporânea, demonstram o quanto à religião, a fé, a doutrina no Sobrenatural, mesclada com atitudes Iluministas geraram uma Guerra, isto porque, as autoridades da época não queriam aceitar que alguém pudesse fundar uma vila onde o povo vivesse sem domínio, sem subjugo .A devoção e a política se faz mister para que a roda da vida gire? E cada ser, utiliza que estratégia de devoção e estratégia para imprimir sua existência global?


“Um calção de pindoba e meia zorra”.; Camiza de urucu: matéo de azara, Em logar de cotó, arco e tacoara: Penacho de guarás, em vez de gorra: Furado o beiço, sem temer que morra, O pai, que lhe envarou com uma titára: sendo a mãe a que a pedra lhe aplicára: Por reprimir-lhe o sangue, que não corra. Alarve sem razão, bruto sem fé: Sem mais lei que a do gosto; e quando erra: De fauno se tornou em abaeté. Não sei como acabou, nem em que guerra: Só sei que desde Adão de Maçapé, uns fidalgos procedem desta terra (Matos Guerra 1946:148).


O texto poético acima citado, que vem de Gregório de Matos Guerra, que rola de rir, ao discorrer sobre os fidalgos da Bahia, porém o mesmo sabe, que breve irá ser deportado para Angola, o poeta nascido em 1636, em Salvador-BA, em pleno século XVII, tinha autenticidade, e criatividade em suas críticas aos governantes, e também a toda crueza estabelecida pós Descobrimento exercida pela política dos europeus dominadores.


E o que é ser moderno? Ou Medieval? Ou Iluminado? Esclarecido? O termo moderno é uma palavra “inventada” na própria Era Moderna, que expressava todo o seu descontentamento com a Idade Média, que durou do século V até o século XV – E denotou para os “modernos” um período mergulhado no caos, no atraso, nas trevas... Trevas estas que foram iluminadas mais tarde pelo movimento Iluminista, depois de passar por um profundo Renascimento.
Esclarecimento (Aufklãrung), luz, aquecimento de um tempo, um século marcado por Iluminação, de ideais de LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, marcas de um momento Moderno, onde o ser humano se tornava maduro e influenciando diversos campos do conhecimento. Razão como alavanca da vida, o Homem como modelo de si mesmo, para estruturar-se como difusor de novas concepções filosóficas e racionais.


Muitos foram os que pensaram de forma moderna, vanguardista, ainda dentro de uma fase medieval: Como Rabelais, que foi um monge, porém advogado, um ser disposto a enxergar os valores humanos de forma consciente, e não apenas teológica; e outros como Erasmo de Roterdã, que assim como Gregório de Matos, utilizava a sátira para denunciar um tempo tido como tenebrae: Como o admirador dos Clássicos Antônio Petrarca (1304-1374) já aludia ao Período da Idade Média; inaugurando um mito historiográfico da Idade das Trevas: Aí os Iluministas modernos já tinham uma historiografia fecunda calcada nesses precursores.



De uma visão teocêntrica a uma visão antropocêntrica, o Homem medieval caminhou a passos largos para escolher seu lugar no mundo, tornando-se letrado, e provedor de si mesmo; um gestor de sua complexidade humana.


A alternância entre os modos de vida produzidos sob a égide de regimes instituídos, ao longo dos séculos da existência humana, nos leva a filosofar, a procurar entender a razão da vida, e a História procura dialogar com a evolução do homem; para organizar o tempo no espaço: Religioso e político.


“O nada não é compreendido como nada senão em sua relação com alguma coisa”.



Artur Schopenhauer – Filósofo moderno

2. CONCLUSÃO

E ao viajar por essas nuances históricas através de tantos séculos que o Homem descortina os horizontes, em busca de respostas: Após mais de mil anos de repressão, ou seja, de tentativas de calar a boca da humanidade; Homens como Erich Von Daniken, Enoch, Jesus Cristo, Martinho Lutero, Montesquieu, Voltaire, Imanuel Kant, Robespierre, Graco Babeuf, Einstein, Zumbi, Tiradentes, Antônio Conselheiro, Valeria Guerra Reiter, Dom Fernando Pugliese e tantos outros buscam encontrar a verdade.


Quando o religioso Dom Fernando Pugliese da Igreja Católica Brasileira, que estuda os códigos bíblicos em Roma, disse acreditar que Jesus Cristo pode ser um alienígena, a tese de Erich Von Daniken, que afirma que Deuses são astronautas torna-se mais contundente.


“Um documento apócrifo, escrito no segundo século antes de Cristo, costuma ser apresentado como mais uma prova do Messias alienígena”. O livro do profeta Enoque, bisavô de Noé, relata algumas passagens inspiradoras aos simpatizantes da teoria. Entre as quais, “200 anjos desceram e tiveram relações amorosas com as filhas da Terra, que deram nascimento a gigantes”. Seria um dos mais antigos registros de casos de sexo entre humanos e ETs, tema preferido da ufologia moderna. As mensagens cifradas da Bíblia, repletas de figuras de linguagem, realmente dão margem a diversas interpretações.


Numa sociedade sacralizada como a que compunha a Idade Média, certamente, pessoas com este tipo de pensamento seriam excomungadas, ou mesmo sacrificadas, pela justiça Inquisitória que à época imperava. Haverá sempre “Luteros” que perseguem as transformações, sob as luzes de novas interpretações, que buscam nas entrelinhas a realidade de um fato.


E dentro de um contexto paradigmático, haverá sempre os paradoxais, ou seja, a condição humana, que avilta e sonha, torna-se soberba e vai além do bem e do mal, independente da existência ou não de um Deus.


Há sim, dentro de cada criatura, um desejo de que exista Algo Maior, Algo Transcendental, que o acarinhe, e o aconselhe, na sua senda limitada de Homem mortal. E em cada Idade, Era, Época da história humana, o divino esteve presente, independente do pensamento, ou modo de produção, ou governo vigente. O Homo sapiens desde sua primeira produção cultural: O fogo; vem ressurgindo das cinzas da morte, através da fé.
E sem dúvida, que, a importância do Cristianismo se faz atual, e moderna, em tempos contemporâneos, como divisor de águas entre dois períodos da existência histórica do Homem: Antes e Depois de Cristo; e isso é relevante em se tratando de Religare, e constitui um marco histórico inimaginável para a humanidade: Independente de sua religião, ou não religião.


Na verdade, ser um herege, é escolher o seu caminho, realizar sua escolha, seu Sturm Und Drang, movimento iluminista alemão do século XVIII, onde jovens retomavam seus costumes medievais de forma iluminada; eles queriam deixar que protocolos sociais importados de outras nações caíssem por terra, e que costumes a muito abandonados fossem retomados com vigor natural.


O termo civilizado significa: Indivíduo munido de civilidade, de progresso dentro de uma civilização. Os astecas, maias, índios e tantas outras comunidades do Planeta, são civilizados? Ou vivem no calabouço miserável da selvageria? Com suas organizações...


Assim como criamos termos que nos fazem civilizados, ou não civilizados, nós também criamos guerras, onde o extermínio em massa como o de 6.000.000 de indivíduos na Segunda Guerra Mundial, por exemplo, levou quase ao fim uma etnia: judaica. E isso nos remete ao fato de que em nome do binômio religião/política; o homem vive sob trevas.
REFERÊNCIAS

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro. Edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.


LE ROY LADURIE, Emmanuel. O Carnaval de Romans – Da Candelária a  Quarta-feira de Cinzas 1579-1580. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.


HALDEMAN, Július Company. A filosofia de Schopenhauer. Livrarias Ediouro. CARVALHO, Maria Cecília Maringoni de (Org.). Construindo o saber: metodologia cientifica, fundamentos e técnicas. 5. ed. São Paulo: Papirus, 1995. 175 p.


NISHIKAWA Taise Ferreira da Conceição. História Medieval/História II. Pearson Prentice Hall. São Paulo, 2009.


TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o Ensino Médio. São Paulo: Saraiva 201


FRANCO, Júnior Hilário. A Idade Média – Nascimento do Ocidente. Brasiliense,São Paulo, 2006.


http://www.discoverychanel.com.br

http://super.abril.com.br

Valéria Sá Guerra de Araujo
Professora de História e Biologia. Escritora, poeta, atriz, com várias peças escritas e encenadas, livros publicados, Antologias poéticas e prêmios em ambas as áreas. Atualmente dirige o Grupo teatral "Os Atemporais" na cidade de Petrópolis, na Cidade de Petrópolis, onde reside. Ocupa a Cadeira 56 da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro. Cursa cinema também.
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