Goji Berry

Goji Berry
NUTRICAO
A goji berry é uma planta da família Solanacea que tem origem no sul da Ásia (China, Índia e Tibete). Embora novidade na cozinha Ocidental, é utilizada na medicina tradicional chinesa há milhares de anos.


Seu nome científico é Lycium barbarum, sendo chamada popularmente como goji, bagas-de-goji, goji berry, lício da Barbária ou wolfberry.


São cultivadas principalmente na China, Europa e Himalaia porque os arbustos desenvolvem-se melhor nos climas equatorial, mediterrâneo, oceânico e subtropical.


Os frutos amassam com facilidade, por isso, a versão in natura não é encontrada facilmente no Brasil. São vendidas no seu estado seco, ainda cruas, desidratadas ao sol ou a temperaturas inferiores a 40ºC.


Podem ser consumidas cruas ou misturadas a frutas, saladas, sucos, ou iogurtes. Porém, também podem ser adicionadas à receitas (ex: bolos, barrinhas de cereal, mousses, etc).


Para conseguir os benefícios, alguns pesquisadores recomendam a ingestão diária de 1 a 2 colheres de sopa (cada colher de sopa de bagas de goji berry seco contém 10-15 gramas). Contudo, não há um consenso de especialistas sobre a quantidade ideal, além de haver carência de artigos científicos que avaliem a ingestão da fruta por humanos.


Valores Nutricionais:

Uma colher de sopa (15g) contém 50 kcal, 11g de carboidratos, 2g de proteína, 0g de gorduras e 1,6g de fibras.
Dos 19 diferentes aminoácidos presentes na fruta, oito são considerados essenciais.


A fruta contém ainda zinco, ferro, cobre, cálcio, selénio e fósforo e as vitaminas C, B1, B2, B6 e E.


Estudos vêm sendo realizados avaliando principalmente as propriedades antioxidantes da goji berry. Elas contêm carotenoides antioxidantes (betacaroteno, zeaxantina e luteína) e possuem 500 vezes a quantidade de vitamina C das laranjas. Por suas propriedades antioxidantes, a fruta foi avaliada na escala da Oxygen Radical Absorvance Capacity (ORAC) como a que possui capacidade antioxidante mais elevada: 25.300 unidades ORAC em 100g de fruta. Em segundo lugar está o açaí com 18.500 unidades ORAC, em terceiro a ameixa seca com 5.770 unidades ORAC e em quarto a romã com 3.307 unidades ORAC.

Benefícios:

• A goji berry é conhecida como a “fruta da longevidade” pela presença de polissacarídeos e antioxidantes, prevenindo o envelhecimento precoce e combatendo os radicais livres.

• A fruta estimula a liberação do hormônio do crescimento, melhorando a qualidade do sono;

• Por conter ciperone (um sesquiterpenoide que auxilia na integridade das artérias coronarianas), reduz a pressão arterial sistêmica.

• Pela presença de beta-sitosterol, impede a oxidação do LDL colesterol e a formação das placas arteriais;

• Previne a esteatose porque a betaína reduz o acúmulo de triglicerídeos no fígado;

• Impede a hiperglicemia pós-prandial pela ação das fibras e polissacarídeos;

• Estimula a libido em homens e mulheres por aumentar a liberação de testosterona para a circulação;

• Melhora a visão noturna devido à elevada quantidade de zeaxantina (um carotenóide antioxidante que protege contra a degeneração macular e a catarata);

• Melhora a resposta imunológica, aumentando a contagem linfócita e ajudando a ativá-las sempre que o organismo estiver sob ataque. Também, os polissacarídeos equilibram a atividade das células T, células natural killer, fator de necrose tumoral e das imunoglobulinas IgA e IgG;

• A betaína também auxilia na reparação do DNA por danos causados por agentes químicos, poluentes e radicais livres;

• Combate inflamações, restaurando as concentrações da enzima superóxido dismutase, o que impede a superoxidação dos radicais livres;

• Melhora a capacidade cognitiva porque a betaína é convertida em cholina, uma substância que melhora a memória.


Contraindicação:


A goji berry potencializa a ação do anticoagulante warfarina, sendo contra indicada a ingestão por pacientes que utilizam o medicamento.



Referências:
• Amagase H, et al. Nutr Res 2009;29(1):19-25.

• Chen Z, et al. Phytother Res 2009; 23:1116-22.

• Leung H, et al. Food Chem Toxicol 2008; 46:1860-2.

• Niu A, et al. Int J Biol Macromol 2008; 42:447-9.

• USDA Database for the Oxygen Radical Absorbance Capacity (ORAC) of Selected Foods, Release 2 - Prepared by Nutrient Data Laboratory, Beltsville Human Nutrition Research Center (BHNRC), Agricultural Research Service (ARS),
U.S. Department of Agriculture (USDA) - May 2010

• Wu S, et al. Phytother Res 2004; 18:1008-12.

Débora Lopes Souto
Doutora em Ciências Nutricionais (2012-2015) e Mestre em Nutrição Humana (2010-2011) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Nutrição Clínica (Associação Brasileira de Nutrição). Autora de livro, artigos científicos e trabalhos publicados em anais de eventos. Atende em consultório particular e atua como pesquisadora no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ).
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