Efeitos do Ruído à Saúde

Efeitos do Ruído à Saúde
FONOAUDIOLOGIA
Existem diversos problemas de saúde que são causados pelo ruído, porém, o que mais preocupa é a perda auditiva. A exposição a ruídos faz com que nosso organismo, que é precavido de proteção, mantenha-se alterado durante e após a estimulação auditiva excessiva. É um mito achar que as pessoas se habituam ao ruído. Pode até ocorrer uma adaptação auditiva, no entanto os danos só aumentam.

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Atualmente, a população urbana está em constante exposição a ruídos, seja no ambiente de trabalho, nas ruas e em ambientes de lazer. Para Russo (1999), o ruído é um sinal acústico propagado em diferentes frequências, sem que estas tenham relação entre si. O ruído é prejudicial ao bem-estar físico, mental e social do indivíduo exposto, seja em qualquer ambiente.

O organismo reage com o aumento da pressão sanguínea e da frequência cardíaca, tensão muscular e liberação de hormônios. O ruído nas indústrias pode ter um pronunciado efeito no desempenho e na saúde do trabalhador, motivo pelo qual a importância da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), pois ela tem como objetivo maior a preservação da vida e a promoção da saúde do próprio trabalhador.

No entanto, questões como ruído, direitos dos trabalhadores e deveres de empregadores ainda são assuntos que causam pavor aos donos e administradores de indústrias, seja de grande ou pequeno porte. É importante que questões sobre desconforto com relação ao ruído sejam tratadas de forma natural, sem receio por parte dos empregadores, pois o confronto do organismo com o ruído pode levar os trabalhadores a desenvolver doenças, tipo:

Úlcera estomacal, asma, alterações digestivas, hipertensão arterial, cefaleia e irritabilidade, alterações cardíacas, distúrbio do sono e distúrbio mental, alteração no comportamento e falta de atenção e concentração.

Estudos indicam que a falta de atenção e concentração, além do cansaço do funcionário, aumentam a probabilidade de acidentes de trabalho. Muitos trabalhadores convivem com o ruído e sofrem em silêncio, contudo, é dever dos profissionais da segurança do trabalho e que zelam pela saúde ocupacional terem a sensibilidade e acompanhar o trabalhador com humanização.

Os efeitos do ruído na audição podem ser divididos em três categorias:
- Mudança temporária no limiar;
- Trauma acústico;
- Perda auditiva induzida por ruído

A mudança temporária do limiar é a perda auditiva temporária ou a fadiga auditiva, um evento passageiro, de efeito curto, que irá depender da suscetibilidade do indivíduo, o tempo de exposição, a intensidade e frequência do ruído. É apenas uma diminuição gradual da sensibilidade auditiva com o tempo de exposição de ruído contínuo e intenso. Porém, logo o limiar volta ao normal após um período de repouso auditivo. Ruídos de baixa frequência não produzem tanta mudança de limiar quanto os de alta frequência.

O Trauma Acústico é uma perda auditiva súbita, que é causada por uma única exposição a níveis de ruído muito intensos, principalmente ruídos de impacto ou impulsivo; estes são considerados mais nocivos, produzindo lesões mecânicas irreversíveis à cóclea. É uma perda auditiva súbita neurossensorial, que pode ser uni ou bilateral. A Perda auditiva induzida por ruído (PAIR) é decorrente de acúmulos de exposições a ruído (contínuos ou intermitentes), normalmente diários. É indolor, gradual e seus sinais são quase imperceptíveis, podendo apresentar zumbido quando exposto a níveis elevados de intensidade sonora. No ambiente de trabalho diversas combinações entre agentes físicos agressivos e agentes químicos facilmente encontrados tornam-se riscos à saúde dos trabalhadores, motivo pelo qual as perdas auditivas não devem ser restritas apenas às induzidas por ruídos. Recomenda-se um monitoramento da audição a trabalhadores expostos a agentes químicos como:

N-butanol, Monóxido de carbono, Chumbo, Manganês, Estireno, Tolueno, Xileno, Arsênio, Dissulfeto de carbono, Mercúrio, Tricloroetileno.

As quatro últimas substâncias citadas na página anterior ainda estão em estudo, porém, devemos ficar atentos a qualquer fator que possa levar o trabalhador a ter danos na audição ou que conduza ao agravamento da PAIRO. As audiometrias de trabalhadores expostos a produtos químicos associados a agentes químicos devem ser cuidadosa e periodicamente examinadas.

A presbiacusia é o envelhecimento do sistema auditivo, um problema que merece atenção maior quando se fala em conservação auditiva nas empresas, porém, não podemos nos esquecer das patologias (rubéola, meningite, infecções do aparelho auditivo) que causam a perda auditiva, da surdez hereditária, do trauma de cabeça e das drogas otológicas (certos antibióticos e antidepressivos).

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