Drenagem de solo para paisagismo

Drenagem de solo para paisagismo
BIOLOGIA
É a prática da retirada do excesso de água do solo, evitando-se prejuízos às plantas pela falta de aeração das raízes e, solo, impedindo que haja danos por deficiência de oxigênio. Através da drenagem, que deve ser efetuada antes de qualquer outro trabalho com o solo, canalizam-se as águas das chuvas e irrigação, quando em excesso. Os solos argilosos são os que mais retêm a água e necessitam de sistemas de drenagem, principalmente se forem planos.

Depois do levantamento topográfico, a instalação de uma rede de drenagem pode constituir-se de tubos perfurados (cimento, cerâmica, plástico, etc.), que conduzirão a água recolhida a um lugar determinado. Os tubos devem ser enterrados, cobertos com brita ou cascalho e ainda areia. Então, cobre-se com o solo original. Os solos não-drenados prejudicam as plantas, tanto nos excessos como na falta de água. A figura a seguir (Figura 6) ilustra uma série de benefícios promovidos pela drenagem.

Preparação do solo
No manejo do solo, a primeira técnica a ser realizada, e talvez a mais importante, é o seu preparo. Longe de ser uma tecnologia simples, o preparo do solo compreende um conjunto de práticas que, quando usadas racionalmente, pode permitir um alto desenvolvimento das plantas a baixo custo. Entretanto, quando usadas de maneira incorreta, tais práticas podem levar rapidamente o solo às degradações físicas, químicas e biológicas.

É necessário que cada operação seja planejada conscientemente com objetivos definidos e com implementos adequados à sua realização. O solo deve ser preparado com o mínimo de movimentação, não implicando isso numa diminuição de profundidade de trabalho, mas sim numa redução do número de operações, deixando rugosa a superfície do solo e mantendo os resíduos culturais totalmente ou parcialmente sobre a superfície.

Alguns pontos devem ser observados para que o preparo do solo seja conduzido de maneira satisfatória. Em áreas onde o mesmo sempre foi preparado superficialmente, o preparo profundo poderá trazer para a superfície a camada de solo não corrigida, contendo alumínio, manganês e ferro, e com baixa disponibilidade de fósforo, podendo prejudicar o desenvolvimento das plantas. Neste caso, é necessário conhecer a distribuição dos nutrientes, o pH no perfil do solo e a calagem feita.

O preparo primário do solo (aração, escarificação ou gradagem pesada), deve atingir profundidade suficiente para romper a camada superficial compactada e permitir a infiltração de água. Em substituição à gradagem pesada no preparo primário do solo deve-se utilizar a aração ou escarificação. A escarificação como alternativa de preparo substitui com vantagem a aração e a gradagem pesada, desde que se reduza o número de gradagens niveladoras. Além disso, possibilita a permanência do máximo possível de resíduos culturais na superfície, o que é desejável.O preparo do solo, portanto, não é só revolvimento, mas o seu manejo correto, considerando o implemento, a profundidade de trabalho, a umidade adequada e as condições de fertilidade.
O manejo mais eficaz destas culturas é alcançado através do uso da roçadeira, da segadeira, do tarup, do rolo-faca ou de herbicidas durante a fase de floração. Os resíduos das culturas são deixados na superfície do solo, quando da semeadura direta, ou incorporados, quando do preparo do solo.

Compactação do solo
A compactação do solo é provocada pela ação dos implementos de preparo do solo, especialmente quando estas operações são feitas em condições de solo úmido e continuamente na mesma profundidade. Solos com presença de camada compactada apresentam baixa infiltração de água, ocorrência de enxurrada, raízes deformadas, estrutura degradada e resistente à penetração dos implementos de preparo. Além disso, solos compactados favorecem o aparecimento de sintomas de deficiência de água na planta, mesmo sob pequenos períodos de estiagens.

Após a identificação do problema, a utilização de pequenas trincheiras possibilita a determinação da profundidade de ocorrência de compactação, através da observação do aspecto morfológico da estrutura do solo, ou da verificação da resistência oferecida pelo solo ao toque com um instrumento pontiagudo qualquer. Normalmente, o limite inferior da camada compactada não ultrapassa a 30 cm de profundidade.

O rompimento da camada compactada
O rompimento da camada compactada deve ser feito com um implemento que alcance profundidade imediatamente abaixo do seu limite inferior. Podem ser empregados, com eficiência, arado, subsolador ou escarificador, desde que sejam utilizados na profundidade adequada.

O sucesso do rompimento da camada compactada está na dependência de alguns fatores:
- Profundidade de trabalho: o implemento deve ser regulado para operar na profundidade imediatamente abaixo da camada compactada;
- Umidade do solo: no caso do arado, seja de disco ou aiveca, a condição de umidade apropriada é aquela em que o solo está na faixa friável; em solos úmidos há dificuldade maior de penetração (arado de discos). Para escarificador ou subsolador, a condição de umidade apropriada é aquela em que o solo esteja seco. Quando úmido, o solo não sofre descompactação, mas amassamento entre as hastes do implemento e selamento dos poros no fundo e nas laterais do sulco;
- Espaçamento entre as hastes: quando for usado o escarificador ou subsolador, o espaçamento entre as hastes determina o grau de rompimento da camada compactada pelo implemento. O espaçamento entre as hastes deverá ser de 1,2 a 1,3 vezes a profundidade de trabalho pretendida. A efetividade desta prática está condicionada ao manejo do solo adotado após a descompactação.

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