Departamentalização do Custo

Departamentalização do Custo
CONTABILIDADE
Departamento é a unidade mínima administrativa para a contabilidade de custos, representada por homens e máquinas (na maioria dos casos), desenvolve atividades homogêneas. Diz-se unidade mínima administrativa porque sempre há um responsável para cada departamento ou, pelo menos, deve haver. Desta forma, propicia uma maneira de uso da contabilidade de custos como forma de controle.

Na maioria das vezes, um departamento é um centro de custos, ou seja, nele são acumulados os custos indiretos para posterior alocação aos produtos (departamento de produção - tem seus custos jogados sobre os produtos, já que estes passam, inclusive, fisicamente, por eles); ou outros departamentos (departamentos de serviços - também chamados, às vezes, de não-produtivos ou auxiliares, não podem apropriar seus custos diretamente aos produtos, pois não passam por eles). Por viverem em departamentos para a prestação de serviços a outros departamentos, têm seus custos transferidos para os que deles se beneficiam.

“Departamentalizamos” nossos custos para facilitar a apropriação dos gastos referentes a partes de fabricação que ocorrem na produção.

Para facilitar este trabalho, leva-nos a dividir as partes de produção e, automaticamente, os gastos.

Distribuição dos Custos dos Departamentos de Serviços

Neste momento, iremos analisar a apuração do custo feito, de forma que, teremos que distribuir os custos por departamentos de produção, aquele onde o produto passa fisicamente pelo setor e os custos dos departamentos de serviços, aqueles onde o produto não passa fisicamente pelo setor, mas devem-se apropriar os custos, pois eles prestam serviços para os departamentos de produção. E iremos chegar ao resultado do CIF (Custo Indireto de Fabricação).

Para a atribuição aos produtos, é necessário que sejam distribuídos pelos diversos departamentos, para que uma melhor alocação seja realizada.

Faz-se então uma investigação sobre a ligação entre cada custo e departamento onde foi incorrido e verifica-se:

• Aluguel - é um custo comum à fabrica toda, e há a necessidade da adoção de algum critério para sua distribuição aos diversos departamentos. Trata-se de um custo comum que englobaremos no departamento administração geral.
• Energia Elétrica - a empresa pode manter medidores para o consumo de força em alguns departamentos e um outro para o resto da empresa, ou também, pode manter apenas um medidor para toda a empresa, desta forma, necessita de um critério de base para rateios.
• Materiais indiretos - por meio das requisições são localizados os departamentos a serem alocados os gastos deste sistema.
• Mão-de-Obra indireta - o apontamento de horas demonstra o gasto feito para cada departamento.
• Depreciação das máquinas – as máquinas localizadas nos departamentos demonstram o gasto realizado no departamento.


Temos que apropriar esses custos indiretos aos produtos, mas, há um problema: pelo fato de alguns departamentos não receberem fisicamente os produtos; sua função é a de prestar serviços aos outros departamentos, quer de produção, quer de serviços.

Neste caso analisado, temos a administração geral, almoxarifado, controle de qualidade e manutenção. Fazendo uma análise das características desses departamentos de serviços, poderemos verificar que um critério apropriado fará a distribuição dos seus custos aos departamentos beneficiados. Distribuindo, desta forma seus custos, alguns departamentos de serviços poderão, logo na primeira distribuição, ficar sem custo por serem alocados. Outros, entretanto, talvez venham a ter uma carga maior do que antes, já que, além dos que já são seus, talvez recebam um volume daquele departamento de serviços que primeiro fizer a distribuição. Por exemplo, distribuindo os custos de manutenção, provavelmente uma parte será jogada sobre o almoxarifado, se este se beneficiar daquele.

Poderá ocorrer nesse sistema de rateio, um processo de alocação reflexiva (um departamento que distribui custos para vários outros e, também, para si mesmo ou, o que é mais comum, haver um retorno de custos a um departamento de serviços que já tenha distribuído seus custos indiretos de fabricação (CIF)). Nessa ultima alternativa, há um verdadeiro pingue-pongue, só possível de se levar o bom termo normalmente com recursos eletrônicos de processamento de dados, devido ao grande volume de cálculos a efetuar. Por exemplo, poderíamos Ter, nesse caso, que estamos verificando uma situação em que a administração geral deve ter parte de seu custo indireto de fabricação (CIF) rateada à manutenção, mas, depois, esta fará a alocação dos seus próprios custos e, uma parte será de novo, jogada sobre a administração geral, já que esta também se utiliza dos trabalhos daquela. Teríamos, novamente, que ratear a administração geral e, mais uma vez, haveria uma parte recaindo sobre a manutenção etc. O processo só terminaria quando o custo a ser rateado assumisse um valor pequeno e a empresa resolvesse então parar o sistema e alocar essa última importância a qualquer outro departamento que não aqueles dos quais a receberia de volta.

O critério mais utilizado, na prática, é o de se hierarquizar os departamentos de serviços, de forma que, aquele que tiver seus custos distribuídos, não receba rateio de nenhum outro. É uma forma também relativamente arbitrária, mas, normalmente, impossível de se evitar.

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