Brasil, os outros, um novo horizonte

Brasil, os outros, um novo horizonte
CONTABILIDADE
Já é sabido, que de tempos em tempos a sociedade sofre transformações, não por vontade própria, mas como uma consequência de seus atos, e no momento atual está acontecendo mais uma transformação do nosso dia a dia, e da forma na economia global. Entretanto alguns saem melhor que outros inesperadamente o Japão, por exemplo, depois que a guerra o devastou, todo o mundo imaginava, que eles não conseguiriam se levantar, mas com ousadia, trabalho e inteligência se tornaram uma das potências do nosso planeta.

Nos dias de hoje o nosso país pode acabar se tornando um dos mais importantes do planeta, mas não pela nossa competência, mas pela incompetência dos outros, e é claro por nosso talento, bem ai cabe a cada um dizer se este talento é positivo, ou negativo.

Com a crise que assola a Europa, em miúdos, por gastos exorbitantes para ostentação de berço do mundo, chegou a hora de pagar a conta, só que eles não são tão ricos como imaginavam. E toda a população daquele continente sofrerá estes abusos.

O Brasil, por outro lado não está na mesma situação, não por ser melhor, mas por ter uma carga tributária enorme, que já paga esta conta a bastante tempo, ou seja, o povo brasileiro já sofre estes abusos. Com a imagem de que o Brasil é um país forte, com potencial, o mundo virou os olhos para cá, e o Brasil bateu no peito “é nós”, começou a baixar os juros, para atrair capital estrangeiro, incentivou o crédito, e o sucesso aconteceu, a indústria aumentou a produção, gerando mais empregos, houve investimento produtivo, havendo mais impostos, e com isso todo mundo ficou feliz. Mas como tudo que é bom, dura pouco, e no nosso caso, esse bom foi baseado em crédito, e como o brasileiro não tem educação financeira, acabou a brincadeira, e com isso tudo que foi enfatizado como qualidade sofre as consequências, ou seja, as famílias estão muito endividadas, ou inadimplentes, com isso o consumo diminui, as indústrias produzem menos, tem o desemprego naturalmente, o consumo diminui, e a arrecadação de impostos também.

Traduzindo o Brasil é tão endividado como os outros, mas tem uma carga tributaria que consegue pelo menos ir pagando os juros, entretanto o crescimento que se gritava, não ocorrerá, pois devido a globalização, o consumo externo diminuiu e o consumo interno também irá ocorrer.

É momento de desespero? Não. O Brasil neste momento já fez uma ação importante para o seu futuro, a redução dos juros, mas na verdade não fez pra isso, mas para tentar incentivar o consumo, tentado teimar no crédito. Conseguiu atirar no que viu, e acertou o que não viu.

A redução de juros principalmente nos bancos públicos, obrigando os privados, que estão indo na mesma direção, com isso diminuirá o comprometimento da renda das famílias com juros, e elas usaram mais em consumo, só que de momento não sentiram assim, pois como já falamos elas estão muito comprometidas. Mas ainda falta do governo brasileiro, mais duas ações, que serram árduas, mas a longo prazo, dariam saúde ao país, o preço do automóvel em geral, e a redução da carga tributária, o automóvel no Brasil é um dos mais caros do mundo, o brasileiro compra carro, não por ser bom negócio, mas por ser vaidoso, consumista, só que o Brasil possui uma classe chamada de D, que gostaria de ter um automóvel, mas não tem, por não poder comprar, ou seja, seria mais consumo, mais arrecadação.

E finalmente a carga tributaria no Brasil, que aliás em sua grande maioria só alimenta a corrupção brasileira, ou ação social para ganhar votos. Ela diminuindo sem sombra de duvidas, o país arrecadará mais, terá maior segurança com poupança e menos fraudes, pois todos querem pagar o que devido, mais também o que é justo.

Moral da história, as empresas estão vendo que é melhor ganhar menos, para ter sustentabilidade de seus ganhos, as famílias precisam aprender a ter educação financeira para aproveitar o que a vida tem de bom no consumo, e o governo a parte mais difícil precisa colaborar, diminuindo a carga tributária, para ter famílias felizes, e consumido fazendo empresas felizes, e com isso um Estado forte.

Cristiano Araujo Mota
- Formado em Ciências Contábeis pela UFRR; - Formado em Direito pela Faculdade Cathedral/RR; - CPA 10 ANBID; - Bancário há 12 anos.
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