Revisão Bibliográfica do Gênero Musa

Revisão Bibliográfica do Gênero Musa
BIOLOGIA
A banana (Musa spp.) compreende plantas gigantes, herbáceas perenes, pertencentes à classe Monocotyledonae, família Musaceae, ordem Scitaminae. É propagada vegetativamente por meio de mudas ou brotos, embora as espécies selvagens sejam propagadas por sementes. Taxonomicamente o gênero Musa divide-se em cinco secções: Callimusa, Rhodochlanrys, Australimusa, Ingentimusa e Eumusa.

As secções Callimusa (2n=2x=20) e Rhodochlanrys (2n=2x=22) possuem apenas interesse ornamental. A secção Ingentimusa possui apenas uma espécie. Musa ingens (2n=2x=14). A secção Australimusa (2n=2x=20) contém o grupo de bananas comestíveis. A secção Eumusa (2n=2x=22) é a mais importante do gênero, pois contém a maioria das cultivares de banana. Esta secção inclui dez espécies: Musa acuminata, Musa balbisiana, Musa Basjoo, Musa chessmani, Musa flaviflora, Musa halabanensis, Musa itinerans, Musa nagensium, Musa schizocarpa e Musa sikkimensis.

A distinção entre os grupos é feita com base em características morfológicas das plantas, além da contagem do número de cromossomos. Em função do seu enorme potencial, a bananicultura vem despertando um interesse crescente entre pesquisadores de todo o mundo.

Estudo do Cariótipo:

No gênero Musa existem dois números básicos de cromossomos, 10 e 11. Os atuais tipos cultivados possuem número básico 11(x), com 22, 33 e 44 cromossomos somáticos. Contudo, as cultivares mais comumente encontradas no Brasil e no mundo são triploides, com 33 cromossomos (3x). Os Genomas das bananeiras são denominados pelas letras A (do diploide selvagem M. acuminata) e B (do diploide selvagem M. balbisiana), de cujas combinações resultam os grupos AA, BB, AB, AAA, AAB, ABB, AAAA, AAAB, AABB e ABBB.
Os cromossomos da bananeira são pequenos e não são visíveis, pelo menos separadamente, numa célula que não esteja em divisão mitótica. Apresentam filamentos compridos e finos dentro do núcleo; porém, no início da divisão (prófase) eles se contraem numa espiral compacta ainda dentro da membrana externa do núcleo. Os estudos do cariótipo da bananeira ficam mais difíceis devido ao tamanho relativamente pequeno dos cromossomos e também a frequência de translocações.

Poliploidia no gênero Musa:
A poliploidia, muitas vezes, é fator de esterelidade parcial ou completa. Na cultura da bananeira a poliploidia desempenhou um importante papel, visto que as, cultivares sem sementes são triploides, com 33 cromossomos, enquanto que as bananeiras selvagens seminíferas apresentam 2n=22 cromossomos.

Evolução no gênero Musa
A evolução da bananeira se processou em quatro etapas:
1) Ocorrência de partenocarpia por mutação;
2) Hibridação entre cultivares do grupo AA e plantas selvagens de Musa balbisiana (BB);
3 e 4) Cruzamentos envolvendo gametas masculinos haplóides e femininos com a mesma constituição cromossômica da planta genitora feminina formando respectivamente, indivíduos triplóides e tetraplóides.

Variabilidade Genética no gênero Musa

O gênero Musa é caracterizado por apresentar uma baixa variabilidade genética, esta, pode estar relacionada ao fato da propagação vegetativa convencional apresentar baixas taxas de multiplicação, com riscos de disseminação de patógenos, essa propagação realizada de forma errônea acarreta em uma baixa variabilidade no gênero.

Ezequiel Gomes de Freitas
Graduando em Ciências Farmacêuticas, pela Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF.
Sucesso! Recebemos Seu Cadastro.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER