Quando crescer, vou ser... ictiólogo!

Quando crescer, vou ser... ictiólogo!
BIOLOGIA
Leia e descubra como trabalham os especialistas que estudam os peixes

Nem tudo o que vive na água é peixe, certo? Mas tem um monte de bicho que a gente pensa que não é peixe e, na verdade, é!!! Tubarão, cavalo-marinho e raia são exemplos de animais que poderiam nos deixar na dúvida, mas os ictiólogos garantem: eles são peixes. Epa! E o que é um ictiólogo? Não, não é uma espécie de peixe e, sim, um especialista nesses animais!

A ictiologia é a área da zoologia (ciência que estuda os animais) dedicada aos peixes e, acredite, ela é antiga. Embora os primeiros registros sobre esses animais tenham surgido na Grécia Antiga, foi na época das grandes navegações, entre os séculos 15 e 16, que os europeus desenvolveram mais estudos sobre eles. Já o Brasil era um "peixe fora d'água" no assunto até 1970, quando a ictiologia começou a ser estudada nas universidades e o ictiólogo passou a ser considerado um profissional.

Apesar de não existirem subdivisões definidas, o ictiólogo pode trabalhar em três diferentes áreas: ecologia, etologia e sistemática. A ecologia estuda a relação dos peixes com o meio em que vivem. A etologia analisa o comportamento desses animais. Na sistemática, o profissional trabalha classificando as espécies, o que não é moleza, pois existem mais de 26 mil delas conhecidas até hoje! Aliás, sabe como ele diferencia essas espécies? Pela forma e colorido do corpo, pelo número de fileiras de escamas, espinhos e raios das nadadeiras, além de outras características externas.

O ictiólogo pode mergulhar em rios e mares para estudar os peixes em seu hábitat natural ou trabalhar em museus ou universidades, fazendo pesquisas. Por falar em pesquisa, essa é a função de Gustavo Nunan, pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele diz que sua paixão pelos peixes vem desde pequeno, quando, aos dez anos de idade, ganhou um livro de sua mãe que mostrava peixes do mundo inteiro. "Sempre fui maluco por eles!"

Já José Figueiredo, ictiólogo do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, queria ser engenheiro, apesar de sempre ter se interessado por peixes e pela natureza. Por isso, não demorou muito para trocar a faculdade de engenharia pela de biologia. Na nova faculdade, fez um estágio, no qual sua função era arrumar as coleções, adivinhe, de peixes! "Quando vi que eu ia cuidar deles achei o máximo!" E nunca mais saiu do ramo. Hoje, ele também trabalha com sistemática, pesquisando e classificando animais como o tubarão-baleia, que, apesar do nome, é peixe, e dos grandes! É considerado o maior dos peixes, com 18 metros de comprimento!

Para José Figueiredo, o legal da profissão é estar sempre pesquisando novos peixes, estudando e passando para frente o seu conhecimento! Mas em pesquisas de campo é preciso ter cuidado para evitar acidentes. Gustavo Nunan lembra de uma vez em que, mergulhando a trabalho, foi espetado por um peixe-escorpião. "Eu estava pesquisando em um recife de corais, quando ele me espetou. Doeu muito! Meu dedo inchou tanto que até hoje, 20 anos depois, não voltou ao tamanho normal."

Mas se você está pensando que a vida de um ictiólogo é só mergulhar e ver os peixes, pode ir tirando o seu cavalo-marinho da chuva... Nessa área você deve estudar muito, para estar sempre atualizado com as descobertas de novas espécies e dar aulas em universidades. Para seguir essa carreira, deve-se cursar primeiro a faculdade de biologia, depois fazer pós-graduação em zoologia e se especializar em ictiologia! Para quem estiver interessado, o ictiólogo do Museu Nacional dá uma dica: "Pegue seu próprio peixe e monte um aquário para colocá-lo dentro. Depois, divirta-se cuidando dele." Então, se você se encantou com a profissão, siga a sugestão e mergulhe fundo nessa idéia!

Fonte: Ciência Hoje On-line

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