Pesticidas, Herbicidas e Agrotóxicos no contexto da agricultura

Pesticidas, Herbicidas e Agrotóxicos no contexto da agricultura
BIOLOGIA
Para melhor entendimento e nivelamento para o leitor o estudo proposto por esse artigo vamos começar definindo o que significa os seguintes termos:

Pesticidas: são todas as substâncias que têm o objetivo de impedir, destruir, repelir ou mitigar qualquer praga. Um pesticida pode ser qualquer substância química ou um agente biológico (vírus ou bactéria), que é aplicado para o combate a pragas que estiverem destruindo uma plantação, disseminando doenças.


Herbicidas: é um produto químico utilizado na agricultura para o controle de ervas daninhas. Os herbicidas constituem um tipo de pesticida. As vantagens da utilização deste produto é a rapidez de ação, custo reduzido, efeito residual e não revolvimento do solo. Os problemas decorrentes da utilização de herbicidas são a contaminação ambiental e o surgimento de ervas resistente.


Agrotóxicos: substância ou produto químico fungicida, inseticida, herbicida, na prevenção ou no combate de pragas agrícolas.


O ser humano, no início dos tempos era nômade, ou seja, vivia migrando de um lugar para outro em busca de melhores condições, o que se resume em alimento e sobrevivência. Conforme o tempo foi passando, esse homem que antes era nômade passou a fixar-se num determinado local, se tornando, então, sedentário. Essa fixação se deve, entre outros fatores, à agricultura, o cultivo de alimentos.


O homem aprendeu a produzir seu alimento para subsistência, depois passou a utilizá-lo como moeda de troca e hoje, também o comercializa. Com a crescente necessidade de se produzir cada vez mais alimentos, foram surgindo várias técnicas que garantem uma boa colheita, como a irrigação, adubação, entre outros.


Mas para se ter um bom resultado do plantio, era necessário eliminar as pragas que infestavam as lavouras, causando danos ao alimento e principalmente afetando a comercialização. A partir dessa tentativa de exterminar pragas surgiram os pesticidas, também conhecidos como agrotóxicos, que são compostos orgânicos capazes de reduzir e/ou eliminar o desenvolvimento dessas pragas em plantações.


Os seres humanos têm usado pesticidas para impedir danos às culturas desde aproximadamente 500 a.C.. O primeiro pesticida conhecido foi à base de enxofre. Por volta do século XV, começaram a serem utilizados elementos químicos tóxicos como o arsênio e o mercúrio no combate a pragas nos cultivos agrícolas. No século XVII, o sulfato de nicotina foi extraído das folhas de tabaco para ser usado como pesticida. Já no século XIX, viu-se a introdução de dois novos pesticidas: um derivado do Chrysanthemum cinerariaefolium da família Asteraceae, e o rotenone derivado de raízes de legumes tropicais.


Hoje em dia pelo uso maciço esses produtos químicos estão presentes nas águas subterrâneas. A presença destes compostos na água em grande quantidade é resultado da intensa atividade agrícola. Em sua maioria são hidrofóbicos e facilmente removidos por adsorção de carbono ativado. Apesar de a legislação brasileira proibir o uso de alguns pesticidas, como por exemplo, o DDT, sua utilização ainda é feita em algumas lavouras.


Dentre os pesticidas empregados na agricultura destacam-se os herbicidas, que correspondem à maior parte comercializada mundialmente. Os herbicidas são agentes biológicos ou substâncias químicas que agem eliminando ou suprimindo o desenvolvimento de espécies daninhas que comprometem a produtividade de culturas de interesse comercial. O problema é que muitas destas substâncias têm grande probabilidade de contaminar os recursos hídricos, graças às características como alto potencial de deslocamento no perfil do solo por lixiviação, elevada persistência no solo, baixa a moderada solubilidade em água e adsorção moderada à matéria orgânica presente no solo.


A contaminação da água por estas substâncias hoje é a segunda causa de contaminação dos recursos hídricos, perdendo somente para a contaminação por esgotos domésticos, segundo dados de pesquisa da Agência Nacional das Águas (ANA).


Resultando da aplicação direta, de partículas trazidas pelas enxurradas ou pela deriva dos produtos aplicados por meio de despejos industriais. As águas superficiais contêm a maior fração de agrotóxicos, distribuídos em diversos espaços geográficos onde a preservação do ambiente aquático depende de práticas adequadas. Para a preservação das águas é necessário programar práticas agrícolas mais adequadas ao uso de agrotóxicos. O segundo desafio é tornar estas práticas obrigatórias e garantir a difusão destas informações para uma efetiva realização.

Alexandre da Silveira Camponogara
Técnico em Informática - IFF SVS; Técnico em Fruticultura - UFSM; Graduação em Agronomia - UFSM; PEG Programa Especial de Formação de Professores(Pedagogia); Especialização em Gestão de Agronegócios e Legislação Ambiental; Línguas Inglês e Espanhol.
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