Pele dos anfíbios

Pele dos anfíbios
BIOLOGIA

A pele dos anfíbios é mais importante para a respiração e proteção. Em algumas cobras-cegas, existem pequenas escamas aprofundadas sob a superfície, mas, em todos os outros anfíbios, não existem escamas.  A pele permanece úmida e lisa em decorrência da presença de numerosas glândulas mucosas. Mesmo em espécies aquáticas, o muco serve para lubrificar o corpo. Alguns anfíbios desenvolvem glândulas no focinho e no dorso antes da eclosão, e a secreção serve para romper a cápsula do ovo por ocasião da eclosão (Orr, 1986).

Muitos anfíbios possuem glândulas granulosas, além das glândulas mucosas. Apesar de ambas serem bastnate semelhantes em muitos aspectos, as primeiras podem produzir secreções venenosas, que protegem estes animais contra inimigos. As grandes glândulas paratóides, situadas de cada lado do pescoço dos sapos, representam aglomerações de glândulas de veneno.

A toxicidade dos vários anfíbios varia enormemente. No caso de Bufo marinus, espécie que habita a região tropical do continente americano, o veneno é descrito como suficientemente tóxico para causar a morte de cachorros. A secreção das glândulas de alguns sapos e rãs podem produzir uma irritação da pele, ao se manusear estes animais. Estudos com rãs neotropicais da família Dendrobatidae, muitas das quais têm cores vivas e são venenosas, mostraram que as toxinas da pele são alacalóides de esteróides, que afetam as atividades musculares neurais. A coloração destas espécies provavelmente representa uma advertência. Outros tipos de venenos dos anfíbios são neurotoxinas, alucinógenos, vasoconstritores, drogas hemolíticas e irritantes locais. Eventualmente, quando se colocam diferentes espécies de anfíbios juntas, em um pequeno recipiente, algumas espécies sucumbem em pouco tempo, em decorrência do veneno secretado por outras espécies.

Tanto as glândulas mucosas como as glândulas de veneno são classificadas em glândulas alveolares. Entende-se por glândulas alveolares aquelas que terminam em sacos esféricos de fundo cego, cujas paredes são secretoras. Além da glândulas alveolares, entretanto, alguns anfíbios possuem glândulas tubulares. Frequentemente, elas são encontradas nos polegares de alguns sapos e rãs e eventualmente no tórax, Elas tonram-se funcionais durante a época de reprodução e produzem uma secreção viscosa que auxilia o macho a abraçar a fêmea, durante o amplexo. Mesmo em algumas salamandras, existem glândulas tubulares no queixo dos machos cujas secreções parecem atrair fêmeas, durante a fase de reprodução.

Autor: Carlos Rodrigo Lehn, Biólogo, crlehn@gmail.com

Referência Bibliográfica

Orr, R. T. 1986. Biologia dos Vertebrados. 5ª Edição. Editora Roca, São Paulo-SP. 508p.

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