Metapopulações

Metapopulações
BIOLOGIA
Metapopulações são consideradas manchas que são ocupadas e reocupadas temporariamente por populações animais.

Muitas vezes, durante o processo de fragmentação, populações de uma mesma espécie podem manter-se isoladas em fragmentos conectando-se com outras ocasionalmente, através de deslocamentos de alguns poucos indivíduos. Esse tipo de estrutura pode levar à formação de uma metapopulação, que seria um conjunto de populações locais conectadas por indivíduos que dispersam. Ou em uma definição mais recente, um conjunto de populações locais dentro de uma dada área maior, onde a migração de uma população local para ao menos outra é possível.

O termo metapopulação foi cunhado originalmente por Lewis (1969), como sendo um conjunto de populações discretas, sujeitas a extinções locais e que persistem regionalmente devido á recolonizações. Porém a extinção local de populações, não desempenha o mesmo papel e nem o mesmo grau de importância em todas as situações. De acordo com Harrison (1991) podem ser consideradas quatro tipos de metapopulação:

• Metapopulação Continente-Ilha – onde as extinções locais ocorrem principalmente em um subconjunto de populações, as ilhas, e têm pouco efeito sobre a persistência regional porque as populações do continente (fonte) resistem à extinção.

• Populações em Manchas – populações dispostas em manchas de habitat e/ou habitats variáveis no tempo e espaço. As altas taxas de dispersão, entretanto, uniriam as manchas em uma única entidade demográfica. Há então uma probabilidade muito baixa de extinção em populações locais discretas.

• Metapopulações em desequilíbrio – não há movimentos entre as populações de forma que a recolonização é ausente ou insuficiente para balancear a extinção e as populações vão apenas se perdendo.

• Metapopulação clássica - conjuntos de populações co-específicas persistindo em uma balança regional dinâmica entre extinção e colonização.

A dispersão tem um papel fundamental no funcionamento de metapopulações já que a frequência com que essas populações se conectam terá fortes influências na distribuição da variabilidade gênica da metapopulação como um todo. Como no conceito clássico, a extinção local e consequente recolonização desempenham um papel crucial na manutenção da dinâmica metapopulacional. Dessa forma, fragmentos que já tenham sofrido a extinção local de alguma espécie podem ser recolonizados pela mesma, aumentando as chances de persistência na área como um todo.

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