Mecanismos de formação das precipitações

Mecanismos de formação das precipitações
BIOLOGIA
O elemento básico para a formação das precipitações é a umidade atmosférica. A primeira condição essencial para que a precipitação aconteça é a condensação do vapor de água da atmosfera. A condensação, resultado do esfriamento do ar à temperatura inferior ao ponto de saturação de vapor, pode ocorrer como resultado de vários processos, porém nem todos são suficientes para produzir precipitação.

O mecanismo físico de esfriamento do ar eficiente na produção de precipitação é o da redução de pressão que ocorre quando massas de ar são forçadas a se elevar (GILMAN, 1964). Com a elevação da massa de ar até uma altura na qual a pressão é menor, provocando a expansão que esfria o ar, por diminuir a frequência de colisão entre as moléculas.

O resfriamento do ar é conhecido como adiabático, por não ocorrer perdas de calor para o meio. Com isso, a causa básica para a ocorrência de chuva é a ascensão de uma massa de ar úmida. As precipitações pluviométricas podem ser classificadas em chuva convectiva, chuva frontal e chuva orográfica:

• Convectiva:
originam-se de nuvens formadas mediante convecção livre, em que ocorre resfriamento adiabático, formando-se nuvens de grande desenvolvimento vertical, ou seja, quando o ar úmido se aquece na vizinhança do solo, propiciando a formação de camadas de ar ao perder o equilíbrio, ocorre uma brusca ascensão local do ar menos denso que atinge o estado de condensação formando nuvens, e muitas vezes, precipitações. São também conhecidas como chuvas de verão. As chuvas convectivas são características das regiões equatoriais, local de ventos fracos e os movimentos de ar são essencialmente verticais, também ocorre em regiões temperadas por ocasião do verão (tempestades violentas). Geralmente, são chuvas de grande intensidade e de pequena duração, restritas a áreas pequenas, e podem provocar importantes inundações em pequenas bacias.

• Ciclônica ou frontal:
acontece a partir do encontro de massas de ar com diferentes características de temperatura e umidade. A massa que avança sobre a outra, faz que ocorra a “convecção forçada”, com a massa de ar quente e úmida se sobrepondo à massa fria e seca. Nas regiões de convergência na atmosfera, o ar quente e úmido é impetuosamente impulsionado para cima, resultando no seu resfriamento e na condensação do vapor de água, de forma a produzir chuvas. São chuvas de grande duração, atingindo grandes áreas com intensidade média. Essas precipitações podem vir acompanhadas por ventos fortes com circulação ciclônica, além de produzir cheia em grandes bacias.

• Orográfica:
ocorrem em regiões com barreiras orográficas naturais, ou seja, ocorrem em regiões com grandes variações de altitude (serra e montanhas), que forçam o ar quente e úmido a elevar-se, provocando convecção forçada, que resulta no resfriamento adiabático e consequentemente em chuva em face de barlavento . Em face de sotavento, ocorre a sombra de chuva, que é ausência de chuvas, devido ao efeito orográfico. São chuvas de grande intensidade e intermitentes, abrangendo pequenas áreas, e se os ventos ultrapassam a barreira montanhosa, no lado oposto ocorre a projeção de uma sombra pluviométrica, produzindo áreas secas ou semiáridas causadas pelo ar seco, porque a umidade foi descarregada na encosta oposta.

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