Doenças Respiratórias

Doenças Respiratórias
BIOLOGIA

a)Doença Espeptocóccica -  A bactéria Streptococcus pyogenes e Streptococcus pneumoniae são potentes patógenos respiratórios humanos. A S. pyogenes é transmitida pela via respiratória e a S. pneumoniae é encontrada na microbiota respiratória de até 40% dos indivíduos normais, embora linhagens endógenas possam causar doenças respiratórias severas em indivíduos debilitados ou que apresentam comprometimento de outra natureza.

Os estreptococos são cocos gram positivos, anaeróbios aerotolerantes, homofermetativos e não esporulantes. O Streptococcus pyogenes cresce tipicamente, originando cadeias alongadas. Linhagens patogênicas de Streptococcus pneumoniae são tipicamente observadas aos pares ou em cadeias curtas, apresentando uma extensa cápsula polissacarídica.

Streptococcus pyogenes são frequentemente isolados do trato respiratório superior de adultos sadios, embora nessas circunstâncias o número de S. pyogenes seja usualmente baixo, quando as defesas do hospedeiro se encontram debilitadas.

b)Bordetella e coqueluche - A coqueluche é uma doença respiratória da infância, potencialmente grave, causada pela infecção por Bordetella pertussis, que é um cocobacilo pequeno gram negativo e aeróbio. A coqueluche (pertussis) é uma doença respiratória aguda, altamente infecciosa, geralmente observada em crianças com idade abaixo de cinco anos.

A Bordetella pertussis adere-se às células do trato respiratório superior, produzindo um fator de aderência específico, denominado antígeno hemaglutinina filamentosa, que reconhece uma molécula complementar na superfície das células hospedeiras. Uma vez aderido, o cocobacilo cresce e passa a produzir a exotoxina, que promove danos nos tecidos do hospedeiro.

A Bordetella pertussis produz ainda uma endotoxina, que também pode induzir a alguns dos sintomas da coqueluche. Clinicamente, a coqueluche é caracterizada por tosse violenta e recorrente, podendo perdurar por até seis semanas.

A natureza espasmódica da tosse deu origem ao nome da doença, na língua inglesa, devido ao som característico, em guincho, resultante da inalação profunda para obtenção de ar suficiente.

c)Mycobacterium e tuberculose - A tuberculose é causada pelo bacilo gram positivo, ácido-resistente, Mycobacterium tuberculosis. O famoso microbiologista alemão, Robert Koch, isolou e descreveu o agente etiológico, Mycobacterium tuberculosis, em 1882.

Os bacilos da tuberculose são facilmente transmitidos pela via respiratória, visto que o mero ato de falar pode disseminar o organismo de pessoa para pessoa. Houve uma época em que a tuberculose correspondia à doença infecciosa humana de maior importância, sendo responsável por um sétimo de todas as mortes mundiais.

Atualmente, são diagnosticados cerca de 20.000 novos casos anuais de tuberculose nos Estados Unidos.

Em termos mundiais, a tuberculose é ainda responsável por aproximadamente 1,5 milhão de mortes por ano, correspondendo a mais de 10% de todas as mortes causadas por doenças infecciosas.

Cerca de um terço da população mundial foi infectado por M. tuberculosis. Nos últimos anos, muitos dos novos casos nos Estados Unidos resultam, pelo menos em parte, da elevada incidência de tuberculose em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).

Anualmente, mais de 1.000 pessoas morrem de tuberculose, somente nos Estados Unidos. A interação entre o hospedeiro humano e Mycobacterium tuberculosis é extremamente complexa, sendo determinada, em parte, pela virulência da linhagem, como também pela resistência específica e inespecífica do hospedeiro.

A infecção primária corresponde à primeira infecção adquirida por um indivíduo, sendo geralmente resultante da inalação de gotículas com bactérias viáveis oriundas de um indivíduo com infecção pulmonar ativa. Partículas de poeira contaminadas pelo escarro de indivíduos tuberculosos correspondem à outra fonte de infecção primária. As bactérias se alojam nos pulmões, onde passam a se desenvolver.

No entanto, frequentemente, as bactérias são capazes de sobreviver e crescer de modo limitado no interior dos macrófagos. Em indivíduos com baixa resistência, as bactérias não são eficientemente controladas, ocorrendo uma infecção pulmonar aguda, a qual pode provocar uma extensa destruição do tecido pulmonar, disseminação das bactérias para outras regiões do corpo e morte. A

s infecções pulmonares secundárias frequentemente evoluem para infecções crônicas que resultam em destruição do tecido pulmonar, seguida de cicatrização e calcificação parciais no sítio de infecção.

Assim, a tuberculose pós-primária crônica comumente resulta na disseminação gradual de lesões tuberculosas nos pulmões. As áreas de destruição tecidual são observadas em exames radiográficos, embora as bactérias sejam encontradas somente no escarro dos indivíduos com extensa destruição tecidual.

d)Mycobacterium leprae e o mal de Hansen Mycobacterium - leprae é o agente etiológico da antiga e temida doença mal de Hansen ou lepra. A transmissão provavelmente envolve tanto o contato direto, como a via respiratória, sendo o período de incubação variável, de algumas semanas a anos ou mesmo décadas.

A M. leprae cresce no interior de macrófagos e provoca uma infecção intracelular, que pode originar uma enorme população de bactérias no interior da pele. Em diversas regiões do mundo, a incidência do mal de Hansen é muito baixa.

Por exemplo, nos Estados Unidos, menos de 300 casos são diagnosticados a cada ano. Mundialmente, as áreas de alta incidência da doença estão concentradas nas Américas Central e do Sul, África e sudeste da Ásia. Atualmente, 1,2 milhões de pessoas apresentam diagnóstico de hanseníase; cerca de 500.000 novos casos vêm ocorrendo a cada ano.

No entanto, aproximadamente 12 milhões podem apresentar casos não diagnosticados.

e)Neisseria meningitidis, meningite e meningococcemia - A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que revestem o sistema nervoso central, especialmente a medula espinhal e o cérebro.

A meningite pode ser causada por infecções virais ou bacterianas, ou ser asséptica, isto é, quando não resulta de um processo infeccioso. A Neisseria meningitidis, frequentemente denominada meningococo, é um diplococo gram negativo, capsulado, não esporulante, aeróbio obrigatório e oxidase positivo.

São reconhecidas pelo menos 13 linhagens patogênicas diferentes de N. meningitidis, com base nas diferenças antigênicas dos polissacarídeos capsulares.

Em uma infecção meningocócica aguda, a bactéria é transmitida ao hospedeiro, geralmente por via aérea, adere-se às células da nasofaringe, quando então pode atingir a corrente sanguínea, causando bacteremia e discretos sintomas no trato respiratório superior.

f)Legionella - A Legionella ou doença dos legionários é causada pela bactéria Legionella pneumophila. Essa bactéria é encontrada em corpos de água, principalmente mornas, e em formações de biofilme, como água de chuveiro e são encontradas como contaminante de ar-condicionado, contaminando todos os anos 15% das pessoas hospitalizadas.

A transmissão da Leginella se dá principalmente pelos aerossóis, mas o tratamento de água não elimina o microrganismo deste ambiente.

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