Classificação das glândulas

Classificação das glândulas
BIOLOGIA

Para fins didáticos, as glândulas são classificadas de acordo com várias características que facilitam a discussão e refletem suas características morfofuncionais. Seguindo este raciocínio, as glândulas são classificadas, de forma geral, de acordo com os seguintes critérios: quanto ao número de células e quanto à presença ou não de ducto. Para as glândulas endócrinas, será considerado o arranjo celular; já para as glândulas exócrinas, será levado em conta o modo de eliminação da secreção, tipo de secreção e, por último, seu aspecto morfológico.


Quanto ao número de células

Este critério define duas diferentes modalidades de glândulas, as unicelulares e as pluricelulares. As unicelulares consistem de uma única célula secretora, em um epitélio não secretor. O exemplo típico é a célula caliciforme, que produz mucinogênio a ser liberado sobre a superfície epitelial, encontrada no intestino e na árvore respiratória. Já as glândulas pluricelulares são compostas por mais de uma célula secretora.


Quanto à presença ou não de ducto

Uma glândula pode apresentar ou não ducto ou ductos, portanto considerando este critério podemos encontrar dois diferentes tipos de glândulas, as endócrinas e as exócrinas. As glândulas endócrinas são desprovidas de ducto ou sistema de ductos, de modo que a secreção (geralmente um hormônio) é lançada diretamente no interior dos vasos sanguíneos.

Estas glândulas, de acordo com o arranjo de suas células, podem ser classificadas em:

a) cordonais, cujas células se dispõem em cordões maciços que se anastomosam entre si, entremeados por capilares sanguíneos, como a hipófise, paratireoide e adrenal;

b) Vesiculares ou foliculares, cujas células (cúbicas) se agrupam formando vesículas, constituídas por uma só camada de células, limitando um espaço no qual é armazenado o produto de secreção, como a tireoide.

As glândulas exócrinas apresentam uma porção secretora, responsável pela síntese e liberação de substâncias, e ductos que levam o produto de secreção para o exterior do corpo ou lúmen de um órgão cavitário. Exemplos de glândulas exócrinas são as glândulas salivares, sudoríparas, tubulares intestinais. As glândulas exócrinas são classificadas quanto ao modo de liberação de sua secreção em merócrinas, apócrinas e holócrinas. As merócrinas são aquelas cuja secreção é liberada para a superfície livre através de vesículas, recobertas por membrana, pelo processo de exocitose, não resultando em perda de citoplasma.

Como exemplos podem ser citados a parte exócrina do pâncreas e as glândulas lacrimais. Nas glândulas exócrinas apócrinas, a secreção é liberada com uma parte do citoplasma da célula. A parte celular restante, então, regenera a porção perdida.

Exemplos: as glândulas mamárias e sudoríparas axilares. Já nas glândulas holócrinas, a célula inteira morre e destaca-se formando a secreção da glândula. As células perdidas são substituídas a partir da divisão de células vizinhas, como nas glândulas sebáceas da pele.


Quanto ao tipo de secreção, as glândulas exócrinas podem ser serosas, mucosas ou mistas (seromucosas). As glândulas serosas liberam um produto fino e aquoso. As células da unidade secretora dessa glândula possuem no seu citoplasma apical pequenos grânulos de secreção, os grânulos de ziminogênio.

Já as glândulas mucosas produzem uma secreção espessa e viscosa, o muco, que forma uma camada protetora sobre os órgãos ocos que se comunicam com o exterior do corpo. As células das unidades secretoras estão cheias de mucinogênio, que é precursor do muco, que pode ser fracamente corado com a hematoxilina-eosina (H.E.).

As glândulas mistas, ou seromucosas, contêm tanto células mucosas como serosas nas unidades secretoras. A forma de organização desses dois tipos de células varia de uma glândula para outra. Como exemplos deste último tipo, podemos citar a glândula salivar mandibular e sublingual.

De acordo com a morfologia do ducto, as glândulas exócrinas podem ser divididas em simples, com um ducto não-ramificado, ou compostas, com ductos ramificados. Levando-se em conta a estrutura da parte secretora, as glândulas exócrinas simples podem ser, ainda, tubulares, tubulares enoveladas, tubulares ramificadas ou acinosas (porção secretora esférica ou arredondada). Já as glândulas compostas podem apresentar a parte secretora tubular, acinosa ou túbulo-acinosa.

Alguns órgãos apresentam uma porção com função endócrina e outra porção cuja função é exócrina, como o fígado e o pâncreas. Estas são denominadas glândulas mistas.

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