Assimetria Flutuante como Avaliador de Impacto Ambiental

Assimetria Flutuante como Avaliador de Impacto Ambiental
BIOLOGIA
LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO DE BIOINDICADORES E ASSIMETRIA FLUTUANTE COMO INDICADOR DE IMPACTO AMBIENTAL
Especialista: Roger Vinicius Bagliano

RESUMO
Algumas espécies com eixo-bilateral são utilizadas como bioindicadores por terem relacionamento direto com elementos abióticos e por isso tornando altamente sensíveis as perturbações humanas. Estresses ambientais são oriundos de ações antropogênicas podendo ser descrito como um estado que demanda energia para "tamponar" os seus efeitos podendo levar a desestabilidade de funções regulares e simétricas dos organismos. A desestabilização por causas de estresse pode levar a mudanças sutis da simetria corporal. As diferenças dos lados esquerdos e direito de certas espécies com eixo radial leva a apresentar assimetria flutuante, essa levando a formas irregulares na morfologia corporal servindo como avaliação de estudo de impacto ambiental. Para suprir essas hipóteses foram revisados artigos científicos sobre esse tema para distinguir e verificar as melhores metodologias a ser aplicada a Assimetria Flutuante como avaliante de impacto ambiental.

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Sabe-se que a técnica de assimetria flutuante serve para avaliação física e/ou química do ambiente causadas por perturbações antrópicas modificando o genótipo ou fenótipo do organismo estando no meio inadequado para a espécie. O procedimento de assimetria flutuante serve para avaliar as espécies flutuantes com anomalias assimétricas dentro de uma população com características simétricas bilaterais.

O objetivo geral desse trabalho é os levantamentos bibliográficos e metodológicos de assimetria flutuante como indicador de impacto ambiental.

Os objetivos de estudos específicos do estudo realizado são: Descrever os tipos de assimetria existente. Descrever quais as espécies que mais ocorre estudo de assimetria flutuante. A metodologia utilizada foi o levantamento bibliográfico de artigos científicos com o tema de Assimetria Flutuante e Bioindicadores e descrever como se aplica a metodologia à mensuração do desvio em relação ao eixo central em organismos bilaterias. As distribuições de frequência encontradas verificando se as metodologias aplicadas nos levantamentos bibliográficos servem para verificação de impacto ambiental. Justifica-se que a pesquisa de Assimetria Flutuante (AF) e bioindicadores esta sendo realizada em conjunto para demonstrar a interação existente dentro de organismo para evidenciar que ambas podem corroborar com o impacto ambiental advindo das ações humanas.

2 REVISÕES BIBLIOGRÁFICAS E CONCEITUAIS: BREVE FUNDAMENTAÇÃO
A expressão "Assimetria flutuante" é usada para denominar todas as anormalidades morfológicas transmitidas pelos genes ou adquiridas por meio de contato com agentes nocivos. No entanto, alguns desses desvios da simetria corporal podem ser transmitidos por gerações esporádicas adquiridas pelos progenitores e passados para as proles, ou serem adquiridos pela exposição prolongada de perturbadores ambientais.

Pelo menos á três tipos de assimetrias do eixo bilateral de certas espécies são descritas nos meio científicos, mas somente uma pode ser utilizada para descrever e avaliar o impacto ambiental. As mais comuns perturbações são causadas pelas variações térmicas, emissão de gases tóxicos, poluição hídrica, alteração química e física do solo, exposição à radiação, variação de alimentação e a exposição a ruídos. Em todo país temos visto o acréscimo constante de estudos de impacto ambiental que desde 2000 veio crescendo graças as pesquisas em relação ao aquecimento global e ilustrando novas tecnologias e metodologias aplicadas ao controle da saúde ambiental, porém carece de uma metodologia totalmente eficaz. (MOTTA; 2006 p. 27).

Com as alterações humanas no ambiente, rápidas e intensas explorações sobre os recursos naturais e sua degradação oriunda por fontes poluidoras, sendo essas razões de estudos e investigações ecológicas sobre o estresse e adaptação de espécies vem gerando polêmicas sobre a adaptação dos seres em meio à crescente modificação do ambiente natural (RICKLEFS, 2009, p.473).

O impacto ambiental e as ações antrópicas desde a revolução industrial vem modificando e destruindo cadeias ecológicas e trazendo inúmeros prejuízos a natureza, hoje carecendo de informações e ferramentas de biomonitoramento para análises ambientais sendo de difícil obtenção e avaliação dos efeitos da degradação do meio ambiente mostrando um grande desafio para a ciência atual (SILVA; VITAL; MARCO, 2007).

Devido ao crescimento populacional, transportes individuais poluentes, emissão de gases na atmosfera e o uso incontrolável dos recursos naturais em pleno desperdício esses e entre outros fatores que atribui às mudanças climáticas globais (ALMEIDA, 2008). De acordo com Primack; Rodrigues (2010) cientistas conservacionistas alertam a uma mega extinção de espécies em massas sendo essa a sétima extinção que o globo terrestre presenciaria desde o primórdio de sua origem, desta vez os agentes causadores não seria externos, como catástrofe natural esta por sua vez seria causada por uma única espécie, a espécie humana.

Nas discussões acadêmicas e políticas sobre as mudanças ambientais no planeta, as respostas para superar este quadro seriam a economia dos recursos naturais, tecnologias e pesquisas que detalhem os efeitos já causados nas comunidades e ecossistemas e técnicas novas para aferir o impacto ambiental em espécies (MOTTA; 2006 p. 5).
A degradação ambiental, basicamente ocorre por razões econômicas (MOTTA; 2006, p. 6). As florestas são desmatadas para que produzam lucros com a venda de madeiras, jazidas são abertas a fim de extrair minerais, indústrias petroquímicas longamente exploram o petróleo para serviços industriais sendo estes fatores altamente poluentes, hoje a ciências e os meios de comunicações abertamente debatem os efeitos da poluição no planeta e suas consequências.

"Em respostas a este desafio, uma disciplina esta sendo desenvolvida, integrando economia, ciência ambiental e política pública e ainda incluindo valores da diversidade biológica na análise econômica. Esta disciplina e conhecida como economia ambiental e o principal objetivo da economia ambiental é desenvolver métodos para avaliar os componentes da diversidade biológica." (PRIMACK; RODRIGUES, 2001, p.66)

As questões econômicas bravamente se relacionam com os impactos ambientais sendo ela a disseminadora dos efeitos, abrandando a alta exploração dos recursos. O crescimento econômico e a alta busca de recursos naturais crescentes colocam restrições orçamentária impondo à sociedade a necessidade de responder perguntas fundamentais relativas à proteção ambiental tais como e quais instrumentos deveríamos utilizar para atingir os objetivos econômicos, sobre recursos ambientais precisaríamos centralizar esforços, e esses seriam permanentes ou não? (MOTTA; 2006 p. 16).

As leis e diretrizes ambientais foram criadas para amenizar os efeitos dos impactos com o meio ambiente causado pela civilização, mas por outro lado todos os atos envolvendo a exploração dos recursos naturais são apenas para suavizar suas consequências, atualmente as tecnologias aplicadas são apenas para minimizar os efeitos, não os eliminando totalmente, apenas os atenuando. Toda e qualquer ação relacionada à exploração dos bens naturais causa impactos, esses podendo ser plausíveis ou não, algumas consequências imediatas são facilmente observadas pelos detritos gerados, podendo ser altamente poluente.

Muitos recursos naturais, tais como ar puro, água limpa, qualidade do solo, biodiversidade e até mesmo as paisagens naturais e construídas (praças, parques, recantos e patrimônio civis) são considerados recursos de propriedade comum, (PRIMACK; RODRIGUES. 2010), servindo para qualidade de vida e melhoria ambiental. Muitos desses bens públicos não têm qualidade necessária, pois advindas de poluições provenientes de final de processos industriais, comerciais e civis, modificam a qualidade desses elementos. Um meio ambiente bem preservado tem grande importância econômica, estético, e social. Mantê-lo significa preservar todos os seus componentes em plenas condições.

Muitas espécies são características de ambientes estáveis, sendo adaptada a ambiente cuja perturbação é mínima, como espécies de matas localizadas no interior das florestas, recifes de corais, organismos de lagos cristalino e de grutas são altamente sucessíveis a qualquer modificação ambiental (PRIMACK; RODRIGUES. 2010). Portanto variações mínimas na temperatura, na precipitação, incidência solar, acidez do solo ou poluição atmosfera, são fatores determinantes para estabilidades dos organismos quaisquer modificação pode acarretar mudanças fisiológicas, morfológicas, adaptativas ou até mesmo extinguir espécies sensíveis por pequenas variações no ambiente físico e químico.
Essas espécies são altamente sensíveis a poluentes, toxinas e perturbações, do meio podendo servir como alertas dessas modificações contribuindo para melhoria da qualidade da saúde ambiental essas denominadas bioindicadora (RICKLEFS, 2009, p.46). "Um organismo se considera bioindicador quando apresenta alguma reação que pode ser identificada frente a diferenças ou alterações do meio em que vive, por exemplo, frente à contaminação do ar. Muitas espécies são incapazes de adaptar-se ecologicamente ou geneticamente da condição ambiental alterada, de modo que sua ausência é de feito um indicio de algum problema." (LIJTEROFF; LIMA; PRIERI, 2008)

Algumas espécies podem servir como técnicas simples para substituição para equipamentos de detecção segundo Lijteroff; Lima; Prieri (2008 apud GARCÍA e RUBIANO 1984) entre os mais conhecidos espécimes indicadores são as plantas vasculares, briófitas, algas, invertebrados e vertebrados. Muitos bioindicadores são estudados pela sua interação com o ambiente e pela facilidade de observação; um bioindicador geralmente estudado são os liquens que crescem em rochas absorvendo produtos químicos encontradas na água da chuva sendo bastante suscetível aos efeitos atmosféricos (LIJTEROFF; LIMA; PRIERI, 2008).

Outro grupo bastante estudado como indicadores são os vegetais, pois são amplamente encontrado no globo terrestre ocupando quase todo território terrestre. (PIRATELLI, SOUZA, et. al. 2001). Algumas plantas muitas vezes fazem associação com outros organismos bastante exigente com o ambiente, possibilitando colonização de solos restritivos por melhorias físicas químicas dos solos e da qualidade do ar (ANDRADE, TAVARES, MAHLER, 2007.).

Vegetais são utilizados para avaliação de impactos ambientais por suas características nutritivas e fisiológicas, as raízes de plantas absorvem sais minerais e água, podendo estar contaminadas por metais pesados como o arsênio, o chumbo, o cobre o níquel, e o zinco e outros elementos tóxicos contidos no solo, essas estão sujeitas a grandes variedades de estresse que tendem diminuir suas chances de sobrevivência.

As principais fontes de estresses antropogênicos para as plantas, que são organismos sésseis que refletir as condições locais. De acordo com Santos (2011) plantas tem maiores níveis fenotípicos do que os animais significado que tem maiores efeitos de fatores estressantes mais aparentes e potencialmente mais fáceis e quantitativos de serem mensuráveis. Por sua vez as folhas absorvem gases atmosféricos atualmente carregados de poluentes nocivos como o chumbo proveniente da queima de gasolina e entre outros gases extremamente prejudiciais, esses elementos entram em seus tecidos fazendo alterações em sua morfologia e fisiologia mostrando os efeitos dos impactos ambientais em seu organismo (SANTOS, 2011).
Chuvas ácidas também são um fator altamente prejudicial às coberturas vegetais, rios e lagos. Nestas regiões as águas tendem a tornar mais ácidas levando aos organismos aquáticos a se adaptarem com outro nível de acidez, levando ao estresse dos seres aquáticos. "Quando gases poluentes se dissolvem nas gotas de chuva, eles são convertidos em ácidos e causam precipitação ácida. Em áreas altamente industrializadas, o ph da chuva pode cair para um valor entre 3 e 4, o que é de 100 a 1000 vezes a acidez da chuva natural. As consequências da chuva ácida têm sido severas em algumas regiões do mundo."(RICKLEFS, 2009, p.469)

Bioindicadores podem responder a contaminação por alterações de sua fisiologia, ou sua capacidade para acumular elementos ou substâncias. A resposta de cada organismo está fortemente influenciada pelas condições físicas, químicas e biológicas do ambiente (temperatura, umidade, ventos e radiação) assim como pelas condições fisiológicas, morfológicas estruturais e nutricionais. Estudos realizados de Marteleto; Lomônaco; Kerr (2004) sobre as interferências ambientais e adaptações dos organismos destacam, "pois cada organismo e programado a responder para produzir um fenótipo pré-determinado, resistindo ou reagindo a distúrbios de natureza genética e/ou ambiental enfrentados durante o seu desenvolvimento" essa capacidade de resposta ao fenótipo de cada individuo é denominada Homeostasia do Desenvolvimento (HD).

A HD é operada por meios de diversas estruturas que asseguram a estabilidade do desenvolvimento podendo ser avaliada se organismos com simetria bilateral (LAMA, GRUBER, GODÓY, 2002). De acordo com o estudo realizado Bagatini (2007.p.6) "destaca que a estabilidade geométrica corporal é uma notável e característica morfogênica embrionária, podendo ser considerado simétrico qualquer organismo que pode ser dividido ao longo de um eixo", caso não aconteça o organismo é denominado assimétrico. Quando organismos são submetidos a perturbações antrópicas não obtendo "tamponamento" das intervenções do ambiente durante seu desenvolvimento, podemos verificar sinais de assimetria, sendo esses sinais indicadores na homeostasia do organismo, levando a irregularidades nas suas funções fisiológicas, morfológicas e adaptativas (GERMANOS. 2001).

"Estresse pode ser descrito como um estado que demanda crescente de energia pela planta levando a uma desestabilidade de suas funções regulares" (SANTOS 2011). A hipótese que ocorre aumento da assimetria na superfície foliar conforme os ambientes em torno da planta se tornem cada vez mais estressantes para os organismos, devido ao gasto de energia para controlar a perturbação em seu entorno, levando ao desvio da manutenção do eixo da simetria bilateral. (SANTOS 2011).

Umas das técnicas usualmente aplicadas para a verificação da influência dos fatores externos sobre o fenótipo dos indivíduos é denominado Assimetria Flutuante (AF), definida como pequenas alterações percebíveis entre os planos de simetria bilateral dos organismos (ISHINO, & ROSSI, 2007). Essas variações no fenótipo dos organismos podem determinar o estresse ambiental, através desses métodos é possível avaliar os efeitos dos agentes estressantes a uma espécie (SILVA, VITAL, & DE MARCO, 2007).

A AF serve como ferramenta na medição de séries de características em ambos os lados do indivíduo, para determinar se fatores externos afeta o desenvolvimento do organismo e apresentar se determinado local apresenta perturbações ambientais (BAGATINI, 2007). Assim AF pode deparar pequenas diferenças bilaterais no eixo do organismo, podendo mostrar por essas irregularidades os efeitos da instabilidade genotípica ou ambiental como características de estresse (LIJTEROFF; LIMA; PRIERI, 2008).

Essas características como fonte de estudo pode determinar se os efeitos dos impactos causados pela população humana afeta o desenvolvimento dos organismos. Tal ferramenta consiste na medição de uma série de características discretas e/ou continuas, em ambos os lados do indivíduo de uma espécie, com o objetivo de se avaliar se determinado fator estressante externo afeta o desenvolvimento ortogenético do mesmo. (SILVA, D.P, VITAL, M.V. & DE MARCO, P.JR. 2007)

A AF pode ser adequada ao estudo por variantes do estresse ambiental como deficiência nutricional, infecções parasitológicas, ruídos, metais tóxicos e pesticidas no ar e na água, variações inóspitas da temperatura e contaminação dos solos são fatores que afeta o desenvolvimento de espécies de indivíduos (BAGATINI, 2007). Estudos realizados em espécies arbóreas mostram que a AF pode ser utilizada para indicadores de poluição (ORIHUELA, OLIVEIRA, DIVAN.)

A assimetria flutuante basicamente reponha as variações ambientais e/ou genotípicas alteradas por variações do eixo central em relação aos eixos periféricos, podendo ser utilizadas como expressões de bioindicações para análise ambiental, sobre a degradação ambiental do meio ambiente oriundo de fontes externas do ambiente físico ou genético (CAVALHERI, et. al. 2010, BAGATINI, 2007). A AF consiste em medição de características em ambos os lados dos indivíduos de uma espécie para avaliar se fatores externos afetam o desenvolvimento do organismo (SILVA, VITAL, & DE MARCO, 2007).

A existência de três assimetrias duas dessas, a antissimétrica e a assimetria direcional não é utilizada para estudo de perturbações antrópicas Vale ressaltar nas pesquisas de Bagatini (2007) a antissimétrica é a caracterização fenotípica facilmente encontrada pela frequência de organismo ter um dos lados mais desenvolvidos, sendo que essas características antissimétricas variam aleatoriamente dentro das populações exemplares encontrados dessa antissimétrica são populações de caranguejos com uma de suas pinças mais desenvolvidas do que a do lado oposto. (BAGATINI, 2007 citados por YAMAGUSHI, 1977, DAVIS, 1978).


A assimetria direcional fenotipicamente é caracterizada pelo desvio da simetria constante de um dos lados preferencialmente mais desenvolvido nesses casos notam padrões do desenvolvimento de conchas de alguns gastrópodes com suas aberturas preferencialmente em um dos lados e a migração dos olhos do linguado. (BAGATINI, 2007, SANTOS, 2011)

Podemos inferir, com Ishino, Rossi (2007) que "a AF, uma pequena e aleatória variação da simetria em caracteres bilaterais" tornando atípicas em comparação com espécies em condições normais com eixos de simetria bilateral. Portanto temos em condições naturais e normais de uma população a presença de simetria bilateral, sendo que apenas poucos indivíduos apresentam irregularidade na simetria bilateral. Esses indivíduos flutuantes com desvio de simetria bilateral são fontes de estudos da assimetria flutuante em relação aos impactos ambientais.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Realizado através análise documental dos artigos obtidos de assimetria flutuante, no período de agosto a dezembro de 2011, obtiveram-se os resultados dos principais divisões de organismos estudados para AF como avaliadores de impacto ambiental. Em todos os seis grupos listrados, nas referências pesquisadas, todos os grupos foram registrados como avaliadores de impacto ambiental em relação à Assimetria Flutuante. Sendo o grupo dos insetos mais utilizados para determinar a resposta da simetria do eixo bilateral do corpo em relação a ações perturbadores como alteração do Ph, alimentação, radiação, poluição sonora nas larvas e pulpas, alta incidência ou falta de luz em algum estágio da vida dos insetos.

Os estudos sempre foram realizados em grupos distintos um com fatores ambientais favoráveis e outro grupo com fatores desfavorecidos, em todas as bibliografias relatadas todos os insetos que foram expostos a condições extremas ou condições menos desfavorecidas sofreram um desvio em alguma parte do seu corpo os mais relatados foram em relação às asas e antenas, podendo ser mais essas partes do eixo do animal por serem anexos com maior facilitação de visualização por geralmente serem visto com lupas e medidos com paquímetros.

Os maiores estudos se dão a mosca-domestica por ser de fácil acesso, obtenção e de fácil reprodução (AMARAL, 2011). Dos 41,2% dos insetos encontrados em todas as literaturas pesquisadas os mais encontrados para os estudos de assimetria flutuante foram abelhas, formigas, vespas, pulgões, moscas, mosquitos e libélulas.
As principais famílias e subfamílias da Ordem Insecta foram: Aeshnidae, Apidae, Chironomidae, Muscidae, Djalmabatista, Aphididae, Polypedilum, Chronomus, Tephritidae, as principais ordens foram Diptera, Coleopeta, Ordonata. Em todos os levantamentos bibliográficos levantados, foram registrados que o segundo maior grupo de estudo de verificação da AF foi o das aves, as espécies encontradas nas bibliografias foram as Muenctes rufiventris, Chiroxiphia caudata, Habia rubica, Conopophaga melanops, Myobios barbatus, Myrmeaza loricata, Philyclor atricapillus, Schiffornis veeescens.

Em concordância com Azevedo, Piratelli, Souza, Corrêa, Andrade, Ribeiro, Avelar e Oliveira o estudo de AF em aves sendo uma metodologia mais fácil por elas serem visíveis a olho nu e as variações do eixo bilateral se dar mais nas penas, diâmetro das asas e da cauda e deformidade simétrica do bico. Outro grupo que destacou foi o reino vegetal ocupando a terceira posição dos seres mais utilizados para determinação de AF em alterações do meio ambiente.

As famílias vegetais mais utilizadas na literatura de AF são de dicotiledôneas com folhas simples não recompostas com margens lisas ou com poucas serrações alguns estudos relataram plantas pertencentes a famílias cujas folhas são compostas a quatro a cinco folíolos como os estudos de Santos, Orihuela, Oliveira, Divan. As famílias mais encontradas nos estudos revisão bibliográficas foram Fabaceae, Anacadiaceae, Myrtaceae, Astiraceae, Caryocaraceae e Bombaceae.

De acordo com os estudos realizados Queiroz, Trivinho-Strixino e Nascimento os principais moluscos para o estudo de AF são das classes Bivalvia, Gastrópode e Monoplacophora. De acordo com Silva, Vital, & de Marco o estudo em bivalvia se da mais por serem mais fceis de serem encontrados e por serem mais suscetíveis a mudanças climáticas, salinidades, Ph da água, alimentação e parasitismo.

Outros estudos foram notificados em liquens uma associação biótica entre fungo e alga altamente sensível a poluição atmosférica, notavelmente estudos de Lijteroff, Lima, Prieri comprovou que a não existência de liquens demonstra que a área está totalmente corrompida pela poluição atmosférica sendo úteis os liquens para determinar o grau do impacto ambiental na área. O líquen pela presença de poluição ele vai e deformando ate se extinguir do local demonstrando alto bioindicador de poluição. Outro estudo inédito foi o estresse ambiental em mamíferos em canídeos no cerrado para determinar se ocorre AF em relação a perturbações como hídrica, alimentar e atmosférica de acordo com Vasconcelos. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Segundo aos pesquisadores Andrade, Tavares, Mahler o estudo de Assimetria Flutuante em ralação a perturbação ambiental se da mais em insetos, aves e vegetais, devido à maior facilidade de obter amostragem e de serem coletados. Os insetos existem em maior abundância no ambiente com o ciclo de vida sendo curto ajudando as pesquisas a descobrirem se fatores ambientais prejudiciais aplicados aos progenitores afetam suas crias e se servem para avaliadores de impacto.

Em relação às aves como se reproduzem por ovos fatores externos aplicados diretamente podem proporcionar anormalidades no eixo corporal e o estudo em plantas se da mais pela facilidade de obtém amostras por serem cesseis e por serem altamente sensitivas a qualquer diferença nos padrões ambientais. Ou seja, se não fosse esse desvio do eixo corporal advindo por mudanças súbitas ou mudanças drásticas nos seres não daria para avaliar precisamente se a área esta perturbada visando que organismo é mais sensível a variações de padrões do que programas de computadores ou aparelhos servindo como uma ótima metodologia de verificação de ações antrópicas no meio ambiente.

Alguns trabalhos sobre AF mencionam a falta de estudos e informações adequados para as análises ambientais, principalmente em mamíferos frente ao impacto ambiental. Entretanto, todos os trabalhos acadêmicos exibem matérias falando que todos os seres com simetria bilateral não importando da classe, ordem ou qualquer dimensão sofre alterações do eixo corporal em exposições ambientais alteradas podendo ser altamente visíveis ou microscopicamente.

Principalmente sobre os vegetais e insetos por muitos indivíduos apresentarem um ciclo de vida curto são excelentes fontes de estudos para mapearem uma grande área para avaliação ambiental sendo uma metodologia rápida e de baixo custo financeiro. A AF, portanto, por ser uma nova técnica no meio acadêmico, demonstra ser uma pratica de alto desempenho e veridicidade que carece de estudo em algumas classes dos reinos estudos para multifacear e esclarecer os organismos como bioindicadores em frente a perturbações ambientais podendo ser em baixa escala ate a escala global.
REFERÊNCIAS
AMARAL, A. Pysical and biological dosimetry for risk perception in radioprotection. Braz Arch Biol Technol., 48, Special: 229-234. 2011.
AMARAL, A., FERNANDES, T.S., CAVALCANTI, M.B. Bioindicators in radiation protection. 2008. Disponivel em . Acesso em 18 .set. 2011.
AZEVEDO, R.B.R., A.C. James, J. McCabe & L. Partridge. Latitudinal variation of wing-thorax size ratio and wing-aspect ratio in Drosophila melanogaster. Evolution 52: 1353-1362.
ANDRADE, J.C.M, TAVARES, S.R.L, MAHLER, C.F. Fitorremediação: o uso de plantas na melhoria da qualidade ambiental. Oficina de textos: São Carlos, 2007.
ALMEIDA, M.A.M. Coberturas naturadas e qualidade ambiental: uma contribuição em clima tropical úmido. 2008. 152 f. Dissertação (Mestrado em conforto ambiental e eficiência energética) - Pró Reitoria de Pesquisa de Pós-Graduação, Universidade Federal do Rio de Janeiro. 2008.
CAVALHERI, H.B, LIMA, A.S, ZANELATO, D, OLIVEIRA, O, CONDÉ, P. Assimetria flutuante à infestação por galhas. Disponível em acessadodia 04.09.2011.
FERREIRA, S.F., DELGADO, M.N., GUERIN, N., BEDUSCHI, T. Distribuição de plantas indicadoras de fertilidade de solos em diferentes fisionomias do Cerrado. 2009. Disponível em acessado 22.10.2011.
GERMANOS, C.L.E. Ecologia , comportamento e bionomia: variações fenotípicas em Musca domestica L.(Diptera: Muscidae) em resposta à competição larval por alimentos. 2001. 19 F. (Dissertação de Mestrado em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais) - Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia. 2001.
GIACOMIN, L.L, SANTOS, L.S, AMARAL, J.H.F, FERNANDES, W.F. Assimetria flutuante, alocação de recursos e herbivoria em Baccharis dracunculifolia. 2010. Disponivel acessado 05.08.2011.
ISHINO, M.N, & ROSSI, M.N. Assimetria flutuante: indicativo de suscetibilidade ou tolerância à herbívora? Um estudo do padrão de herbivoria de um minador foliar em uma planta de cerrado. In. Congresso de Ecologia do Brasil. VIII, 2007, p. 1-3.
LIJTEROFF, R., LIMA, L., PRIERI, B. Uso de líquenes como bioindicadores de contaminación atmosférica em la ciudad de San Luis, Argentina. San Luis, v.3. n.1, p.3-6, octubre. 2008. Disponível em acessado 18.07.2011.
KANEGAE, A.P., LOMÔNACO, C. Plasticidade morfológica, reprodutiva e assimetria flutuante de Myzus persicae (Sulzer) (Hemiptera: Aphididae) sob diferentes temperaturas LOPES, S. Bio.1. Ed. São Paulo: Saraiva, 2004. 271 p.
LAMA, M.A.D, GRUBER, C.V, GODÓY, I.C. Heterozigosidade e assimetria flutuante do numero de hámulos em operarias adultas de Apis mellifera (Hymenoptera, Apidae). Revista brasileira de Entomologia. 4 ed. N, 46, p. 591-595, agost./set. 2002.
MARTELETO, P.B., LOMÔNACO, C., KERR, W.E. Resposta fisiológicas, morfológicas e comportamentais de Zabrotes subsciatus (Boheman) (Coleoptera: Bruchidae) associados ao consumo diferentes variedades de feijão (Phaseolus vulgaris). Disponivel em acessado 19.07.2011.
MOTTA, R.S. Economia ambiental. 6.ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. ODUM, E.P. Ecologia. 1.ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
ORIHUELA, R.L.L, OLIVEIRA, P.L, DIVAN, A.M.JR. Bioindicação vegetal em área de refinaria - Assimetria flutuante de folhas de Achinus terebinthifolius raddi (Anacardiaceae). Disponível em acessado 19.07.2011
PIRATELLI, A., SOUZA, S.D., CORRÊA, J.S., ANDRADE. V.A., RIBEIRO, R.Y., AVELAR, L.H., OLIVEIRA, E.F. Searching for bioindicators of forest fragmentation: passerine birds in the Atlantic forest of southeastern Brazil. Disponivel em . Acesso em 19.09. 2011.
PRIMACK, R.B; RODRIGUES, E. Biologia da conservação. 10.ed. Londrina: Planta, 2010.
QUEIROZ, J.R. TRIVINHO-STRIXINO, S. NASCIMENTO, V.M,C. Organismos betônicos bioindicadores da qualidade das bacias do médio São Francisco. 1ed. Embrapa: Ministério da Agricultura e do Estabelecimento.2000. Disponíveis em http://www.cnpa.embrapa.brdowload/organ_betonicos.pdf. Disponível em 02.dez.2011
RICKLEFS, R.E. A Economia da Natureza. 5.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
SANTOS, B. Árvores de estuário apresentam assimetria flutuante foliar em resposta a estresse por sanalidade?. 2011 Disponíveis em SEINFELD J. Contaminación Atmosférica. Fundamentos Físicos y Químicos. Instituto de Estudios de Administración Local, Madrid, 1978. 558 p.
SILVA, D.P., VITAL, M.V.C, & DE MARCO, P.JR. VIII Congresso de Ecologia do Brasil, In Assimetria flutuante como ferramenta de bioindicação: os efeitos da cidade de Manaus (AM) sobre Erythemis peruviana (RAMBUR, 1842) (Insecta odonata) junto à bacia do rio amazonas, 5, 2007, Caxambu. Anais...Caxambu:2007.
VASCONCELOS, H.L. Mudanças fitofisionômicas no cerrado: 18 anos de sucessão ecológica na estação ecológica do Panga, Uberlândia, MG. 2009. 268 F. Tese (Doutorado em Geografia) - Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia. 2009.

Roger Vinicius Bagliano
Especialista em Pericia e Auditoria Ambiental pela Faculdade de Tecnologia Internacional e Gestão Ambiental pela Faculdade Católica de Uberlândia, graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Presidente Antonio Carlos professor de biologia da Secretaria de Educação de Minas Gerais, professor dos cursos técnicos de segurança e meio ambiente do Instituto Savério Petanho de Araguari
Seja um colunista
Sucesso! Recebemos Seu Cadastro.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER