A interação professor-aluno

A interação professor-aluno
PEDAGOGIA
Este é um assunto difícil de discutir, pois essa interação professor-aluno, nos dias atuais parece estar distante, mas, deve-se saber que os laços estabelecidos entre professor e aluno são muito fortes e essenciais para o desenvolvimento pessoal e intelectual do aluno.


Prova disso é a lembrança que muitos de nós ainda temos do nosso primeiro professor (a), ou a figura daquele foi o diferente em nossas vidas, que deixaram “marca” boas ou a que nós fizeram desistir no meio do caminho do aprender.


O processo ensino-aprendizagem deve ser a interação entre a pessoa que ensina (professor) e o que aprende (aluno), sendo que ato de ensinar e aprender acontece entre a relação dos sujeitos humanos, relacionamento esse que envolve afetividade, atenção e uma boa comunicação.


Ações essas que muitas vezes já veem com os alunos, pois muitos chegam com o desejo do saber, de ser valorizado, de ser respeitado, mas, também não podemos esquecer que o professor possui seus desejos que é ser valorizado por seus colegas e pela sociedade, respeitado por seus alunos.


Nesse sentido, devemos entender a docência como uma profissão relacional complexa, em que a pessoa inteira é mobilizada. A cada momento ou em cada ação desencadeada, conhecimentos e afetos são mobilizados e mudanças ocorrem de parte a parte nos sujeitos envolvidos na relação (PERRENOUD, 1993).


Portanto, sabemos que os relacionamentos não são fáceis, pois cada um de nós temos ações diferentes, os nossos modos de ser, por isso para relacionar-se se exige o aprender, arte essa que propõe disciplina, treino e dedicação. Entendendo que todos nós deixamos marcas na vida de pessoas e essas em nossas vidas.


Marcas, às vezes, são muito pequenas, aparentemente irrelevantes, mas nos trazem contribuições importantes. Corroborando esse pensamento, Morais (1986) deixa claro que ensinar vem do latim in-signare, e significa marcar com um sinal.


Nesse sentido, ensinar é o ato de encantar, devendo o professor ser indispensável, aquele que sabe ensinar a caminhada, aquele comprometido, com paixão pelo que faz, devendo ser o ensinar visto como uma relação de amor entre os sujeitos.


Dessa forma, vários são os fatores que interferem no processo de aprendizagem dos sujeitos. Muitas vezes buscamos ou até tentamos encontrar respostas e até mesmo culpados para o fracasso escolar, por isso a especificidade do debate sobre as aprendizagens necessárias para a produção de conhecimentos significativos torna-se indispensável.

Por isso Rogers (1987) descreve que a tarefa do professor é facilitar o aprendizado uma vez que sob a ótica desse autor, todo o sujeito tem uma tendência natural ao aprendizado, afirmando ainda que as pessoas só aprendem aquilo de que necessitam ou querem aprender, em outras palavras, nós decidimos no que queremos focar nossa atenção e consequentemente nosso aprendizado.


Portanto, o ato de ensinar é um desafio diário dos professores, pois implica parar e reconhecer a necessidade de aprender e de refletir sobre a educação que se pretende oferecer e sobre as formas de ofertar esse conhecimento, no que tange a busca por formação docente de qualidade e de práticas pedagógicas diferenciadas e eficazes.


É essencial, primordial que o trabalho educativo vá além do espaço de sala de aula, mas que também possamos refletir sobre os fatores que interferem no processo ensino e aprendizagem que estão presentes em nossa sociedade atual.


Pois a interação professor-aluno deve ser vista como uma relação de trocas de experiências, mesmo que exista a diversidade e as próprias diferenças existentes entre os sujeitos, deve-se focar na riqueza da aprendizagem, verificando o que cada aluno pode contribuir para esse processo, compartilhado de experiências, sendo que a sala de aula deve ser o local do ensinar, não sendo somente o espaço de instrução, somente de transmissão de conhecimento.


Portanto, para o aluno ter uma educação de qualidade, é importante que ele perceba no professor os valores, o seu modo de agir, observando o papel do professor que é o de colaborar para a sua formação cidadã, não esquecendo que vivemos em uma sociedade que cobra um padrão de cidadão, sendo que o aluno quando não aprende é considerado por muitos como um problema, e não como uma pessoa que precisa de ajuda.


De natureza comportamental, quanto da indisciplina, essa presente constante no ambiente da escola, pois na maioria das vezes o significado de não aprender, de baixo aproveitamento é visto como fracasso escolar, sendo um dos obstáculos para o trabalho docente.


PERRENOUD, P. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: Perspectivas sociológicas. Lisboa: Nova Enciclopédia, 1993.

ROGERS, C. R. Liberdade de aprender em nossa década. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

Colunista Portal - Educação
O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.
Sucesso! Recebemos Seu Cadastro.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER