A Formação do Solo e os Microrganismos

A Formação do Solo e os Microrganismos
BIOLOGIA

As considerações sobre os ambientes terrestres inevitavelmente se voltam ao solo e às plantas, uma vez que neles, ou próximo a eles, ocorrem muitos dos processos-chave que influenciam o funcionamento de um ecossistema. O processo de desenvolvimento do solo envolve interações complexas entre o material parental (rochas, areia, aluviões glaciais, etc.), a topografia, o clima e os organismos vivos.

Os solos podem ser divididos em dois grandes grupos: minerais e orgânicos, dependendo destes terem se originado a partir das atividades climáticas sobre as rochas ou outros materiais inorgânicos ou pela sedimentação em pântanos e brejos, respectivamente. (MADIGAN, 2005). Os solos se formam como resultado da combinação de processos físicos, químicos e biológicos.

O exame de praticamente qualquer rocha exposta revela a presença de algas, liquens ou musgos. Esses organismos encontram-se dormentes em rochas secas, crescendo quando a umidade está presente. Todos são fototróficos e produzem matéria orgânica, a qual sustenta o crescimento de bactérias quimiorganotróficas e fungos.

O número de quimiorganotróficos aumenta diretamente com o grau de cobertura vegetal presente nas rochas. O dióxido de carbono produzido durante a respiração dos quimiorganotróficos é convertido em ácido carbônico (CO2 + H2O = H2CO3), que corresponde a um importante agente de dissolução das rochas, especialmente do calcário.

Muitos quimiorganotróficos também excretam ácidos orgânicos, os quais promovem uma dissolução adicional das rochas, dando origem a pequenas partículas. Poucos microrganismos são encontrados livres na solução de solo. A maioria encontra-se em microcolônias aderidas às partículas de solo. O congelamento e o degelo, assim como outros processos físicos, levam ao desenvolvimento de fendas nas rochas.

Nessas rachaduras forma-se um solo bruto, onde plantas superiores pioneiras podem se desenvolver. As raízes das plantas penetram ainda mais nas fendas, aumentando a fragmentação das rochas; suas excreções são responsáveis pelo desenvolvimento de uma microbiota da rizosfera (o solo que circunda as raízes das plantas).

Quando as plantas morrem, seus restos são adicionados ao solo, transformando-se em nutrientes que permitem um desenvolvimento microbiano ainda mais intenso. Os minerais são solubilizados e, à medida que a água se infiltra, transporta algumas dessas substâncias para regiões mais profundas. Com o prosseguimento das atividades climáticas o solo torna-se mais profundo, permitindo assim o desenvolvimento de plantas e árvores maiores.

Os animais do solo se estabelecem e desempenham importante papel, mantendo as camadas superficiais do solo misturadas e aeradas. Eventualmente, o movimento descendente de compostos resulta na formação de camadas, tornando evidente um perfil de solo típico.

A velocidade de desenvolvimento de um perfil de solo típico depende de fatores climáticos e outros, embora corresponda a um processo bastante lento, que leva centenas de anos. (MADIGAN, 2005).

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