Renovação organizacional

Renovação organizacional
ADMINISTRACAO
Qualquer transformação só se torna realidade ao considerar o sistema humano, tal como é, com suas limitações e deficiências.

A reforma, dentro de uma perspectiva de planificação tecnocrática, ilusoriamente perfeita, resulta ineficaz, pois, realiza-se, na melhor das hipóteses, para o homem e não com ele.

O entendimento sobre o problema, em sua extensão e profundidade, exige uma visão macro, uma perspectiva ampla sobre a filosofia, os valores culturais.

Todos são passíveis de errar taticamente; o risco faz parte da ação. As falhas do planejamento são corrigíveis pelo sistema de gestão e controle, que dão vida renovada à administração.

O problema grave é o erro estratégico, ou aplicação da estratégia errada ou ainda não ter uma estratégia bem definida – fenômeno esse mais comum que imaginamos.

Uma tática, sendo a formulação de uma linha de ação específica, não pode, todavia, constituir-se num comportamento isolado, sob pena de tornar-se ineficaz. É o que explica o insucesso de um sem número de programas e medidas aparentemente válidas. Perdem substância e não tem capacidade de sustentação por não estarem incluídos num contexto estratégico.

No lugar da imprescindível intervenção macro organizacional buscam-se alternativas microestruturais e micro comportamentais que levam fatalmente à frustração por falta de coerência filosófica e consistência estratégica.

Não se pode pensar verdadeiramente na empresa renovada, sem que se considere o contexto cultural a organização no seu universo de influências.

Em nível macro organizacional, consideramos assim, como indicadores para uma estratégia cultural:

a) Combate à organização burocrática de dentro pra fora, na base da educação para o trabalho, da renovação organizacional e do desenvolvimento e integração das lideranças e equipes;

b) Reforma educacional profunda, apoiada em ampla participação da comunidade, rompendo com os modelos tecnocráticos, na busca do estímulo ao conhecimento, ao estudo criativo produtivo;

c) Abrir as organizações ainda fechadas ao debate com os clientes e comunidade, buscando sua efetiva participação;

d) Sensibilização da empresa na perspectiva da responsabilidade social e ambiental;

e) Estar sempre em busca de novos conhecimentos, novas formas de gerenciar seus processos para não cair na estagnação e obsoletismo.

Esses indicadores traduzem uma abordagem estratégica de nível cultural. Importa numa revisão de valores, em face das concepções, e crenças, numa ampla reformulação social que possibilite, por um processo contínuo, a renovação das organizações e seu desenvolvimento.

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