Processo de refino: separação, conversão e tratamento - Petróleo

Processo de refino: separação, conversão e tratamento - Petróleo
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De acordo com o Corrêa (2009) no processo de refino de petróleo no estado onde é extraído do solo, o petróleo apresenta pequenas aplicações práticas, e serve praticamente como óleo combustível. Compreende como uma abstrusa combinação de compostas orgânicos e inorgânicos, em que prevalecem determinados tipos de hidrocarbonetos.

Para que ele tenha seu potencial energético plenamente aproveitado, é necessário que seja realizado seu fracionamento em cortes, que denominamos frações. As propriedades físico-químicas dos petróleos têm considerável influência sobre os processos que serão aplicados para a refinação do mesmo e, afetam diretamente nos produtos que melhor podem ser obtidos. Assim, nem todos os derivados, em um mesmo rendimento típico, podem ser produzidos a partir de qualquer tipo de petróleo. Da mesma forma, não existe um processo único de refino aplicável a todos os tipos de petróleo. (ABADIE apud CORRÊA, 2009, p.34)

Na cadeia produtiva do petróleo, a indústria petrolífera encontra-se decomposta essencialmente em dois setores, o de upstream, que consiste nas ações de exploração e produção, que apresenta como escopo a obtenção do petróleo, e o setor downstream, que incide nas atividades de refino, transporte, distribuição e comercialização.

As empresas que possuem atuação nestes dois setores são denotadas como verticalmente integradas e as que operam em apenas um dos segmentos são chamadas de independentes. Concebem o refino como uma etapa intermediária entre a exploração, produção e a distribuição.

Ainda segundo Corrêa (2009):

“Define-se refino como um conjunto complexo de várias etapas de operações que abrangem diversos tipos de processos físico-químicos, utilizados na produção de derivados a partir do petróleo. Na refinação, o petróleo é submetido a uma série de processos físico-químicos, definidos conforme o tipo de petróleo utilizado (que geralmente é uma mistura, “mix” ou ‘blend’, de um ou mais tipos diferentes de petróleo) e os derivados que se pretende obter.”
(CORRÊA, 2009, p.35)

Com o intuito de associar as distintas propriedades dos diversos petróleos que devam ser processados em uma determinada refinaria, com a obrigação de atender uma dada demanda de derivados, alcançando-as de maneira econômica e viável em quantidade e qualidade, faz com que o petróleo se adapte, em diferentes disposições, as distintas unidades de processo, de modo que se alcance os objetivos estabelecidos. Esta integração é denotada de esquema de refino.

Estes esquemas de refino modificam-se conforme cada refinaria, uma vez que o mercado altera-se conforme o tempo, e o constante desenvolvimento na tecnologia dos processos ocasionam em uma elevada eficácia e rentabilidade. “Os processos de refino não são estáticos e definitivos, e sim dinâmicos num horizonte de médio e longo prazo”. (CORRÊA, 2009, p. 36)
É o processo de destilação atmosférica, também chamada de destilação direta, que promove a separação dos derivados leves, médios e pesados existentes no petróleo. Modernamente, é muito difícil de ser adotada sem a devida integração com outras unidades de processo, pois não apresenta nenhuma flexibilidade tanto para mudanças eventuais no perfil de produção (a única possibilidade é a troca de petróleo) quanto para atendimento de requisitos mais restritivos de qualidade de produtos (o que pode não ser resolvido apenas por seleção de crus). (CORRÊA, 2009, p.37)

A indústria do refino consiste em um setor de grande importância para o país, colaborando para o desenvolvimento econômico e industrial.

Em uma refinaria, os processos podem ser classificados em unidades de separação, conversão e tratamento. As unidades de separação caracterizam-se por fracionar o petróleo em frações basilares, ou então por processar esta fração produzida previamente. Estas unidades fundamentam-se em processos fundamentalmente físicos, que ocorreram em decorrência de ações energéticas ou por transferências de massa a respeito do petróleo ou suas frações.

As unidades de conversão consistem em sistemas que empregam processos de natureza química e possuem a finalidade de processar uma fração, convertendo-a em outra fração.

Os processos envolvidos são fundamentais por serem capazes de alterar a estrutura molecular de uma dada fração, de forma a melhorar sua qualidade, agregando assim valor comercial a diversas frações. Esses processos baseiam-se em diversos tipos de mecanismos reacionais, tais como: quebra (craqueamento), reagrupamento ou reestruturação. As diversas reações citadas acima são conseguidas por ação conjugada de temperatura e pressão sobre os cortes e, em geral, pela ação de catalisadores. Fundamentais devido a especificidade que conferem aos processos químicos, propriedade esta característica dos catalisadores, costuma-se classificar os processos de conversão em dois subgrupos: catalíticos ou não catalíticos. (CORRÊA, 2009, p.48)

No que tange às unidades de tratamento, a autora discorre que estas utilizam os processos que apresentam como objetivo a minimização das distintas impurezas que, quando se encontram nas frações leves e pesadas, podem vir a afetar suas qualidades finais, comprometendo, deste modo, sua especificação e comercialização. Empregam processos químicos que asseveram estabilidade química ao produto terminado. “Dentre as impurezas, os compostos de enxofre, nitrogênio e oxigênio, por exemplo, conferem às frações propriedades indesejáveis, tais como, corrosividade, acidez, odor desagradável, formação de compostos poluentes, alteração de cor, etc”. (CORRÊA, 2009, p.51)

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