Logística de Distribuição

Logística de Distribuição
ADMINISTRACAO
Trabalho apresentado ao Prof. Ademar Silva Junior Scheidt, da Disciplina Logística, do 6º período do Curso de Administração, da Fundação Universidade Federal de Rondônia – Campus de Guajará-Mirim, como requisito parcial para a avaliação da disciplina.

Autores:
Edson Reis; Jefarson Balzan; Sandra Mara Staff Menacho; Silvane Fandinho Campos; Tannous Melhem

INTRODUÇÃO
Muitos do que estão iniciando a leitura deste trabalho, irão agregar conhecimentos da atividade de logística de distribuição contendo operações introduzidas na logística, como estocagem de materiais e transporte.

Atualmente a logística é parte fundamental, dentro de qualquer corpo administrativo organizacional, visando sempre à melhoria, o progresso e desenvolvimento, com crescimento conjunto em todo o processo.

Nosso trabalho destina-se a conhecimentos na agilidade à distribuição física que agrega serviço, redução de custos e competitividade.

O segmento adotado coloca-se ao conhecimento de operações de estocagem de forma eficiente, operações de logística ocorridas ao meio organizacional sempre visando um crescimento continuo de canais de distribuição.

A falta de sistema logístico de distribuição pode fazer com que a organização deixe de ser produtiva, pois, é inevitável pensar em produção sem antes realizar um projeto logístico eficiente que conseguirá suprir as necessidades da empresa, dentro do que se deseja produzir.

Com avanço da tecnologia vários processos dentro da organização foram se modificando.

Dessa forma, a logística de distribuição vem se tornando uma poderosa aliada quando se pensa em competitividade e liderança através de serviços bem prestados.
1. LOGÍSTICA
A logística na empresa esta envolvida em atividades que trazem ao produto ou serviço, valor de tempo e lugar.

O profissional da logística empresarial busca sua própria meta que move a empresa em direção ao seu objetivo maior, com isso geram-se melhorias na qualidade dos serviços prestados ao cliente.

O objetivo logístico é minimizar os custos para alcançar o nível de serviço desejável não dando muita ênfase na maximização do retorno sobre o investimento (return on invest).

A empresa busca minimizar seus custos para que possa ter lucro maior e ter um retorno sobre o investimento, assim, a logística ajuda para que os serviços sejam prestados com uma qualidade total para seus clientes, ou seja, seria o produto na hora certa, no tempo certo e no lugar certo, evitando aborrecimentos. (Ballou, 2001)

A logística está sempre em constante mudança, nem todas as outras áreas em uma organização possuem esta característica, o que faz da logística uma área complexa e abrangente.

Os clientes, quando querem comprar algo em uma loja, por exemplo, esperam encontrar o que procuram, o que seria muito difícil sem possuir o apoio da logística.

Dentro da logística estão envolvidos vários processos, como transporte, estoque, armazenagem, manuseio de materiais e embalagem, criando-se um gerenciamento logístico.

O sistema operacional da logística está ligado diretamente ao uso de matéria-prima, produtos semiacabados e produtos acabados, buscando sempre o menor custo possível, porém quando se pensa em agregar valores dentro da logística, o custo se torna relativamente alto, devido aos processos envolvidos e ao peso que esta área possui dentro das organizações. (Bowersox, 2001)

A logística é a direção e a realização de movimentações de mercadorias, determina como devem ser movimentadas as mercadorias e visa determinar quando devem ser movimentadas; por exemplo: deve-se haver um aumento de estoque ou quando um pedido de fabricação deve entrar na produção. A logística não é somente uma questão de técnica de armazenagem e de movimentação de embalagens e transporte; é também um método de direção e gestão que co-determina o grau de utilização das instalações fabris, o volume de estoque, a disposição a fornecer e o serviço.

"Logística - é o gerenciamento de todas as atividades as quais facilitam o movimento e a coordenação de suprimentos e demandas na criação do tempo e lugar útil para as mercadorias". (Dias 1996, Heskestt, Ivie e Glakowsky).

"Logística – é a arte e a ciência da determinação das necessidades, obtendo-as, distribuindo-as e finalmente mantendo-as em uma operação em condições prontas para a sua vida". – (Dias 1996, C. Stone).

Destacamos que a logística é o alicerce para uma organização que visa o sucesso e alto padrão de competitividade, assim, se faz necessário um planejamento sólido e eficiente dentro deste setor, uma vez que, a busca é sempre pelo menor custo possível mesmo sabendo que a logística tem uma boa participação na porcentagem dos gastos gerais de uma empresa. 2. LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO
No decorrer dos anos, a distribuição tem seguido dois padrões. Pelo primeiro padrão, denominado de distribuição baseada na fonte, as empresas centralizavam estoques e despachavam para as localidades dos clientes, por meio de entregas parceladas, ou melhor, cargas de caminhão.

Segundo Ching (1999), pelo segundo padrão, denominado de distribuição baseada no mercado, as empresas estocam localmente, atendem aos pedidos do cliente por meio do depósito local e despacham aos clientes da região.

O ambiente altamente competitivo, aliado ao fenômeno cada vez mais amplo da globalização dos mercados, exige das empresas maior agilidade, melhores performances e a constante procura por redução de custos. Neste universo de decrescentes exigências em termos de produtividade e qualidade do serviço oferecido aos clientes, a logística assume papel fundamental entre as diversas atividades da empresa para atingir seus objetivos.
A distribuição de produtos é analisada sob diferente perspectiva funcional pelos técnicos de Logística, de um lado, e pelo pessoal de marketing e de vendas, de outro.

Os especialistas em Logística denominam de distribuição física de produtos, ou resumidamente distribuição física, os processos operacionais e de controle que permitem transferir os produtos desde o ponto de fabricação, até o ponto em que a mercadoria é finalmente entregue ao consumidor. Em geral, esse ponto final da distribuição física é a loja de varejo, mas há diversos casos de entrega do produto na casa do consumidor, situação essa observada principalmente com produtos pesados e/ou volumosos. Assim, os responsáveis pela distribuição física operam elementos específicos, de natureza predominantemente material: depósito, veículos de transporte, estoques, equipamentos de carga e descarga, entre outros.

Já o pessoal de marketing e de vendas encara a cadeia de suprimento focalizando mais os aspectos ligados à comercialização dos produtos e aos serviços a ela associados. A maior parte dos produtos comercializados no varejo chega às mãos dos consumidores através de intermediários: o fabricante ou montadora, que produz o objeto, o atacadista ou distribuidor, o varejista, e eventualmente outros intermediários. Sob esse enfoque, os elementos que formam a cadeia de suprimento, na parte que vai da manufatura ao varejo, formam o canal de distribuição. O canal de distribuição de um determinado produto pode envolver os seguintes setores: departamento de vendas do fabricante, atacadista, varejo, serviço pós-venda (montagens, assistência técnica).

Uma determinada cadeia de suprimento é constituída por canais de distribuição que, segundo Stern et al. (1996), constituem conjuntos de organizações interdependentes envolvidas no processo de tornar o produto ou serviço disponível para uso ou consumo.

Há certo paralelismo e uma correlação estreita entre as atividades que constituem a distribuição física de produtos e os canais de distribuição. Em função da estratégia competitiva adotada pela empresa, é escolhido um esquema de distribuição específico. As atividades logísticas relacionadas à distribuição física são então definidas a partir da estrutura planejada para os canais de distribuição.

Por que existem intermediários no processo de comercialização de produtos? Os grandes varejistas, por exemplo, poderiam fabricar eles mesmos os produtos que comercializam. Mas na prática, oferecem aos consumidores uma gama razoavelmente ampla de mercadorias. Dedicar-se à fabricação de uma variedade de produtos, numa situação dessas, implicaria aportes excepcionais de recursos financeiros. Uma forma intermediária utilizada por grandes varejistas para penetrar, ainda que marginalmente, no setor da manufatura, é encomendar a fabricação de produtos com marcas e especificações próprias.

No processo de distribuição dos produtos, desde a fábrica que o produz, até o consumidor final na cadeia de suprimento, podem ocorrer situações diversas, formando canais típicos de comercialização. As principais situações são as seguintes:
•    O fabricante abastece diretamente as lojas de varejo;
•    O fabricante abastece seus próprios depósitos ou centros de distribuição e, a partir desses pontos, abastece as lojas de varejo;
•    O fabricante abastece os centros de distribuição do varejista que, por sua vez, abastece as lojas;
•    O fabricante abastece os depósitos do atacadista ou distribuidor que, por sua vez, abastece as lojas;
•    O fabricante distribui seus produtos para o centro de distribuição de um operador logístico, que posteriormente faz as entregas às lojas de varejo;
•    O fabricante entrega o produto diretamente no domicílio do consumidor final, utilizando o correio ou serviço de courier (vendas pela Internet, telefone ou fax; vendas por meio de catálogo e outras). 2.1 Cadeias de Distribuição
As cadeias de distribuição estão interligadas ao processo logístico de distribuição que por sua vez envolvem os seguintes processos:
•    Previsão de demanda;
•    Planejamento das necessidades de materiais;
•    Estocagem dos materiais;
•    Armazenagem logística;
•    Movimentação de materiais;
•    Embalagem;
•    Estocagem dos produtos acabados;
•    Planejamento e distribuição física;
•    Processamento de pedidos;
•    Transporte de pedidos;
•    Transporte;
•    Atendimento ao cliente;
As atividades que coordenam o fluxo integral da logística são principalmente:
•    Compra de produtos e matérias-primas;
•    Transporte de suprimentos.
 
2.2 Armazenagem
No passado, um armazém era definido como um "lugar para guardar material". Hoje, ele é uma parte integrante da política de fabricação e marketing, administração de materiais e planejamento financeiro. A criação e a locação do produto devem ser reconhecidas como a manifestação física da política de marketing. O nível de sofisticação dos equipamentos e a criação de técnicas operacionais devem representar uma resposta direta para a logística e os serviços de comércio ou instituição, sustentada pelos serviços de armazenagem.

A propósito de um armazém é estar provido de espaço para o fluxo de materiais entre as funções comerciais e operacionais que não tenham um fluxo linear contínuo de abastecimento. A redução dos custos de armazenagem pode ser baseada na eficiente integração entre: práticas operacionais, criação de embalagens, técnicas de movimentação de materiais, métodos de estocagem, processamento de pedidos. Estas atividades estão mutuamente integradas e seus efeitos agregados devem ser previstos para satisfazer ao mais alto nível de serviços aos clientes, ao custo mais baixo possível.

A responsabilidade do armazém, ou centro de distribuição, deve ser: recebimento, cuidados, entrega pontual do produto certo na quantidade certa, em condições adequadas, no lugar certo, no momento certo e ao menor custo. (Fernandes, 1987) 2.3 Estratégia de Estoque
Em uma organização o espaço para estocagem é utilizado por quatro razões: reduzir custos de transportes e produção, coordenar oferta de demanda, auxiliar no processo de produção e ajudar o processo de marketing.

Reduzir custos de transportes e produção - O custo com o estoque pode ser relativamente alto, porém é compensado com a economia nos transportes e produção.
Coordenar oferta de demanda - A organização possui estoque suficiente para suprir a demanda de mercado.

Auxiliar no processo de produção - Em empresas de vinho, por exemplo, as garrafas devem ser armazenadas para passar por um processo de envelhecimento, para somente depois serem vendidas, assim, o estoque auxilia na produção do vinho.

Ajudar o processo de marketing - O estoque deve obter os produtos necessários para manter boa a satisfação dos clientes, ou seja, os produtos devem ser encontrados no estoque quando necessário. (Ballou, 2001)

Quando não se possui um estoque adequado, podem ocorrer insatisfações de clientes e perda de vendas.

A falta de matéria-prima pode parar a produção ou atrasar o processo produtivo, o que ocasionará mais custo e falta de produto acabado para a empresa, porém, o excesso de matéria prima também causa problemas para a empresa, pois, geram-se também mais custos e perda de lucratividade, assim o estoque se mantém imobilizado e sem giro contínuo.

Para se elaborar uma estratégia de estoque, é necessário conhecer qual é o papel do estoque em uma empresa, assim sendo, deve se ter base de qual é o valor que está imobilizado dentro do estoque.

Os executivos de logística estão conseguindo reduzir os níveis de estoque operacional, isto devido à utilização de estratégias de prazos como o JIT (Just in Time), que funciona da seguinte forma: os produtos possuem reposição de acordo com o consumo dos mesmos, ou seja, só são pedidos aos fornecedores materiais que realmente vão sair imediatamente do estoque, o que faz com que o custo de estoque esteja sempre baixo, uma vez que o produto não é armazenado e possui saída rápida. (Bowersox, 2001) 2.4 Sistema de Logística
Dentro de uma complexa variedade de fatores administrativos, que devem ser considerados na criação de centros de distribuição, os críticos são: a política de serviços aos clientes, que requer considerações balanceadas no relacionamento entre o alto nível de estoque e as características geográficas de marketing, as locações de múltiplos armazéns, um programa de agilidade e segurança nas entregas, os custos dos serviços aos clientes.

O atendimento de um número cada vez maior de consumidores e velocidades crescentes de suprimento gerou o desenvolvimento de técnicas de distribuição que não podem ser desconhecidas pelos administradores do setor.
A problemática distribuição pode ser resumida em quatro perguntas:
•    Quanto distribuir? Problemas de lote econômico.
•    Onde distribuir? Numero de filiais e depósitos.
•    Quando distribuir? Programação das remessas.
•    A quem distribuir? Transporte, estocagem, rede de revenda.

A distribuição é o planejamento do abastecimento aos clientes, às filiais e aos depósitos, visando assegurar um máximo de vendas com um investimento mínimo no estoque; aí se situa o ponto básico da questão: determinar a quantidade a estocar, para que o produto não falte no centro consumidor, sem que haja materiais em excesso no depósito. (Viana, 2002)
 
2.5 Distribuição Física
Inclui todas aquelas funções de transporte de produtos no espaço ou no tempo até os consumidores. O Marketing cria uma demanda e atrai os clientes para um produto ao qual se confere um determinado valor; a fabricação mediante o emprego de determinados materiais, nos proporciona esse produto e, finalmente, a "Distribuição Física" dá o valor ao espaço e ao tempo, situando os materiais e o produto no lugar e momento adequados. Conclui-se desta forma, que a distribuição física é a principal linha de união entre as atividades de fabricação e a criação da demanda.

Distribuição Física: é um termo empregado na manufatura e no comercio para descrever as extensas atividades relacionadas com o movimento eficiente de produtos acabados desde a linha de produção ate o consumidor, e alguns casos, inclui a movimentação de matérias-primas desde a fonte de suprimentos até o começo da linha de produção. Esta atividade inclui transporte, fretes, armazenagem, movimentação de materiais, embalagens de proteção, controle de estoques, localização de fabricas e armazéns, processamento de pedidos, previsões de marketing e serviços ao usuário. (Noaves, 2004)

A distribuição física de produtos é realizada com a participação de alguns componentes, sejam eles físicos ou informacionais:
- Instalações fixas (centros de distribuição, armazéns, etc.): fornecem os espaços destinados a abrigar as mercadorias até que sejam transferidas para as lojas ou entregues aos clientes.
- Estoques de produtos: é formado ao longo do processo e nem sempre é eliminável. O custo de capital de produtos acabados estocados nos centros de distribuição, nas fábricas e nos meios de transporte passou a ser um custo elevado. Por isso o uso de MRP e JIT tem sido crescente na busca da redução de estoques.
- Veículos: ferramenta de deslocamento físico-espacial do produto.
- Hardware e software diversos: para gerenciar essas informações devido à modernização expansão desses recursos utiliza-se hoje uma série de hardwares e softwares.
- Custos: a disponibilidade de uma estrutura de custos adequada e constantemente atualizada é necessária para operar de forma competitiva um sistema de distribuição física.
- Pessoal: em prol dessa mesma competitividade é necessário dispor pessoal devidamente capacitado e treinado. 2.6 Modos de transporte na distribuição
A distribuição de produtos pode ser realizada através de diversas modalidades de transporte: rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo, e dutos.

Geralmente o embarcador tem uma diversidade de modalidades e combinações de modalidades a sua disposição.

Em alguns casos, o embarcador pode escolher entre várias alternativas de modo, de tal forma que o escolhido corresponda, por exemplo, ao menor custo total do transporte, respeitados, no entanto, alguns critérios como os limites mínimo e máximo de tempo. Nesses casos temos uma flexibilidade modal, isto é, existe a possibilidade de escolha do modo de transporte ou combinação a ser utilizado.

Em outras situações, pode-se escolher qual o modo de transporte que se adequa melhor às condições de disponibilidade e viabilidade em relação ao tempo da distribuição. Essa possibilidade de escolha em função do tempo é denominada flexibilidade temporal.

Dois conceitos relevantes são os termos transporte intermodal e transporte multimodal. O primeiro diz respeito à conjugação da flexibilidade modal com a flexibilidade temporal de uma forma isenta de maiores preocupações além da simples integração física e operacional. Já o segundo, traz as idéias da integração e inter-relação no aspecto físico, nas responsabilidades, em relação aos conhecimentos, programação e demais aspectos.
 
2.6.1 Transporte Rodoviário
As duas formas mais utilizadas de transporte de carga são a lotação completa ou FTL (full truck load) e o de carga fracionada ou LTL (less than truck load). A primeira indica um carregamento completo, ou seja, o veículo é carregado totalmente com certo lote de remessa. A segunda indica um compartilhamento da capacidade do veículo por mais de um embarcador.

As operações mais simples de um carregamento fracionado requerem uma série de etapas a mais que o carregamento completo. Algumas distribuidoras possuem terminais intermediários. Isso significa que no carregamento fracionado os custos tendem a aumentar em relação à carga completa. Mas esse tipo de transporte de carga é utilizado devido às exigências de entregas mais frequentes e pela multiplicidade dos pontos de entrega no território nacional.

Já na transferência de produtos entre uma fábrica e um centro de distribuição a forma predominante é o carregamento completo, pois as cargas são maiores, permitindo o uso de um veículo maior, a carga é mais bem condicionada no veículo, e os custos são bem mais baixos por unidade transportada.

O transporte de cargas por meio rodoviário, hoje, no Brasil, é feito em geral por pessoas autônomas proprietárias de veículos que oferecem o serviço.

Muitas empresas possuem frota própria. Outras possuem parte da frota necessária complementando-a com a oferta na praça. 2.6.2 Transporte Ferroviário
Pela capacidade de carga o transporte ferroviário é basicamente mais eficiente em relação aos custos com combustível. Porém, os custos fixos como manutenção e conservação da via, operações de carga e descarga, são bem mais onerosos, tornando-o inviável em casos de pequenas distâncias.

Em relação ao manuseio, cargas de grãos, por exemplo, pode ter mecanismos facilitadores de manuseio, o que é simplificado levando em conta a grande quantidade de material. Em outros casos, como de combustíveis líquidos existem vagões específicos para esse tipo de transporte. Já para produtos manufaturados não é tão simples criar um mecanismo de carga e descarga, o que os afasta desse tipo de transporte.

Uma dificuldade é que as cargas fracionadas demoram a serem carregadas ou descarregadas, para que cada vagão seja alocado devidamente para essa operação. Outra, é que existem vagões que tem um uso específico, não podendo ser utilizado para transportar material diferente.

Uma alternativa é a oferta de trens unitários para cargas razoáveis, ligando dois pontos sem paradas intermediárias e com carga / descarga ágil nos dois extremos.

Outra alternativa é o piggy-back que é muito utilizado pelos norte americanos.

Uma associação do transporte ferroviário e rodoviário onde os caminhões são fixados em vagões-plataforma, combinando a agilidade de carga e descarga de um com os baixos custos do outro.
 
2.6.3 Transporte Hidroviário
Essa modalidade de transporte envolve todo tipo de transporte feito sobre águas. Tanto o transporte fluvial como o marítimo. O transporte marítimo pode ser dividido em marítimo de longo curso, que são as linhas de navegação que ligam o Brasil a outros países mais distantes, e a navegação de cabotagem, que cobre a nossa costa. A cabotagem pode pequena, quando se cobre apenas os portos nacionais e, grande cabotagem quando diz respeito a ligações com países vizinhos.

Há vários tipos de navios cargueiros. Um deles é o navio de carga geral. É um tipo de embarcação que transporta produtos que podem ser acomodados com outros produtos, o que se denomina de carga geral.

Grande parte das mercadorias despachadas via marítima não podem ser movimentadas a granel. Muitas, porém, o permitem. É o caso de produtos sólidos, geralmente brutos como soja, milho, minérios de ferro e carvão. Para estes casos teremos os navios graneleiros. Estes produtos não precisam ser acomodados em recipientes, o que traz vantagens de manuseio e barateia custos. Existem também os navios petroleiros que, além de petróleo, pode transportar óleo bruto, gasolina, álcool, óleo diesel, etc.

Tem sido comum o uso de navios específicos para transporte de itens especiais como carros, bobinas de papel, etc. são os box-shaped – navios com forma de caixas e casco com linhas mais retas permitindo melhor estivagem das cargas. 2.6.4 Transporte Aéreo
Geralmente, pessoas comuns não têm ideia da importância do setor aéreo no transporte de cargas, principalmente no âmbito internacional. Além disso, essa modalidade está numa crescente nos dias atuais.

Além de transportar a carga com velocidades muito superiores às demais modalidades, o transporte aéreo apresenta níveis de avarias e extravios mais baixos, resultando em maior segurança e confiabilidade. Por isso, não somente produtos de alto valor agregado, tais como eletrônicos e aparelhos de precisão, são transportados por aviões, como também produtos sensíveis a ação do tempo, como produtos perecíveis, flores, encomendas, correspondências, etc.

Existem tipos de aeronaves os mais diversos. Os fabricantes desenvolveram os aviões de fuselagem larga (wide-body) que deram mais perspectivas ao transporte de cargas facilitando carga e descarga, e expandindo o volume interno útil. Manutenção e revisão das aeronaves, hoje, tomam um tempo mínimo de ociosidade. Os materiais utilizados na fabricação das aeronaves são cada vez mais resistentes e leves.
 
2.7 Objetivos e Funções dos Canais de Distribuição
A definição mais detalhada dos objetivos dos canais de distribuição depende essencialmente de cada empresa, da forma com que ela compete no mercado e da estrutura geral da cadeia de suprimento. No entanto, é possível identificar alguns fatores gerais, que estão presentes na maioria dos casos.

São eles:
•    Garantir a rápida disponibilidade do produto nos segmentos do mercado identificados como prioritários. Mais especificamente, é importante que o produto esteja disponível para venda nos estabelecimentos varejistas do tipo certo. E uma vez identificados os tipos de varejo adequado para o produto, garantir que o sistema de distribuição física mais apropriada seja selecionado para atingir esse objetivo;
•    Intensificar ao máximo o potencial de vendas do produto em questão. Por exemplo, buscar as parcerias entre fabricante e varejista que permitam a exposição mais adequada do produto nas lojas. Definir quem fará o arranjo da mercadoria nas lojas (fabricante ou varejista). Prever, se necessário, equipes para demonstração in loco. Analisar a necessidade de promoções especiais do produto etc.;
•    Buscar a cooperação entre os participantes da cadeia de suprimento no que se refere aos fatores relevantes relacionados com a distribuição. Por exemplo, definir lotes mínimos dos pedidos, uso ou não de paletização ou de tipos especiais de acondicionamento e embalagem, condições de descarga (tempos de espera, tamanho dos veículos, equipamentos), restrições de tempo nas entregas (períodos para recebimento dos produtos, restrições diversas);
•    Garantir um nível de serviço preestabelecido pelos parceiros da cadeia de suprimento;
•    Buscar, de forma integrada e permanente, a redução de custos, atuando não isoladamente, mas em uníssono, analisando a cadeia de valor no seu todo.
“Dentro da moderna visão do Supply Chain Management, os canais de distribuição desempenham quatro funções básicas: indução da demanda, satisfação da demanda, serviços de pós-venda e troca de informações” (Dolan, 1999). Então, as empresas da cadeia de suprimento precisam gerar ou induzir a demanda para seus produtos ou serviços. Em seguida, comercializam esses produtos/serviços, satisfazendo a demanda. Os serviços de pós-venda vêm em seguida. Finalmente, o canal possibilita a troca de informações ao longo da cadeia, incluindo os consumidores que fornecem um feedback valioso para os fabricantes e varejistas da cadeia. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A logística é um setor que vem se expandindo cada vez mais, devido a constantes mudanças no quadro competitivo do mercado. No setor de distribuição, as mudanças também ocorrem a todo momento, vimos que existe uma cadeia envolvendo todo o processo, desde seus fornecedores até o consumidor final.

Com o avanço da tecnologia, o setor varejista está se desenvolvendo e criando mais recursos e oportunidades para seus negócios.

As novas tendências estão se apresentando com muita velocidade nos setores logísticos, é preciso estar muito atento a todos os passos deste setor, mantendo assim a competitividade exigida hoje no mercado.

Destacamos distribuição e estoque de materiais possui um grande peso no patrimônio das grandes empresas e, por isso, deve ser trabalhado detalhadamente afim de evitar possíveis desperdícios.

Enfatizamos que a logística é um setor muito interessante e complexo de ser estudo, devido a tamanha gama de informações contidas neste setor. É claro que o foco na distribuição é um pouco mais centralizado, podendo assim desenvolver o tema em seus detalhes.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BALLOU, Ronald. H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. São Paulo: Porto Alegre, Ed. BookMan 2001 4ª edição.
DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma edição compacta. São Paulo: Atlas, 1996.
FERNANDES, J.C. de F. Administração de materiais: uma abordagem básica. São Paulo: Atlas, 1987.
VIANNA, J. J. Administração de Materiais: Um Enfoque Prático. São Paulo: Atlas, 2002.
Novaes, Antonio Galvao Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição São Paulo: Campus, 2004•.
Jr, Edson Carillo Glossário de logística: aprenda a moderna logística – 2ª ed. – São Paulo – IMAM, 1998.

Sandra Mara Staff Menacho
7º Período na Graduação em CIENCIAS DA ADMINISTRAÇÃO. Universidade Federal de Rondônia, UNIR, Guajará-Mirim, Brasil Cursando Especialização em Gestão, Avaliação e Perícia Ambiental (FAEMA).
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