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Pitiose Equina ou Ferida Brava

Uma boa estratégia é inspecionar a tropa frequentemente para tentar detectar as feridas na fase inicial


27 de dezembro de 2011


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A atenção na inspeção dos equinos é fundamental para o sucesso do tratamento e recuperação do animal

A atenção na inspeção dos equinos é fundamental para o sucesso do tratamento e recuperação do animal

A pitiose, popularmente conhecida como "ferida brava" ou ferida da moda é provocada por um fungo que se desenvolve em plantas aquáticas, e que, de forma oportunista, infecta principalmente os equinos. Encontra condições muito favoráveis para seu crescimento nos ambientes quentes e úmidos, característicos do Pantanal.


Os estudos mostram que a ocorrência de casos, nessa região, concentra-se no período das cheias. A atenção na inspeção dos equinos é fundamental para o sucesso do tratamento e recuperação dos animais.


O diagnóstico laboratorial muitas vezes é impraticável diante do isolamento e das longas distâncias em que se encontram os animais, mas é o mais recomendável, quando possível, pois auxilia a escolha do tratamento, tendo em vista o fato da pitiose ter um aspecto semelhante a outras enfermidades, tais como a habronemose, ferimentos contaminados por bactérias e até mesmo alguns tipos de "câncer".


Uma boa estratégia é inspecionar a tropa frequentemente para tentar detectar as feridas na fase inicial. Na impossibilidade da confirmação do diagnóstico, proceder a alguns tratamentos, observando sempre a evolução do quadro.


Algumas dicas:

1- Mantenha a ferida limpa, lavando com água e sabão neutro, além da realizar a aplicação de inseticidas ou repelentes ao redor da mesma; 2- Administre ao animal uma pasta oral a base de ivermectina e repita a dose após 15 dias;
3- Se não houver qualquer sinal de retração da ferida nos primeiros 15 dias de tratamento, inicie o tratamento com o imunoterápico para pitiose (Pitium-vac)


A Pitium-vac é um produto desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisas Micológicas (Lapemi) da Universidade Federal de Santa Maria, em parceria com a Embrapa Pantanal. Sua aplicação é feita por via subcutânea, na região da "tábua do pescoço". Deve ser feita uma dose a cada 14 dias.


Em geral, nos casos tratados na fase inicial, com feridas pequenas, a recuperação ocorre com 4 ou 5 doses, mas os casos antigos, com ferimentos extensos, necessitam de muitas doses e persistência. A realização de retirada cirúrgica associada à imunoterapia deve ser considerada, mas necessita da avaliação criteriosa de um médico veterinário.
O que precisa ser evitado:


1- Uso de substâncias irritantes e corrosivas no local da ferida (iodo, formol, gasolina, querosene, soda cáustica, cimento, caldo de pilha, etc...)
2- Aplicação excessiva de anti-inflamatórios esteroidais e não esteroidais, tais como dexametazona, diclofenaco sodico, fenilbutazona, flunixim meglumine, entre outros, porque podem comprometer a saúde e a imunidade do animal
3- Cauterização empírica com ferro quente ou procedimentos invasivos. A ocorrência subsequente de tétano é muito comum nesses casos.

 

Fonte: iagro.ms.gov.br


TAGS: Pitiose, eqüina, Pantanal, feridas

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